sábado, junho 18, 2016

“Linha da Beira Baixa: debates na Câmara dos Dignos Pares do Reino e Câmara dos Deputados”

 
Os avanços e recuos do debate parlamentar travado na segunda metade do Séc. XIX  que levou à construção da Linha da Beira Baixa materializaram mais lançamento ferroviário. O livro a Linha da Beira Baixa: debates na Câmara dos Dignos Pares do Reino e Câmara dos Deputados, tem autoria de António Pinto Pires, e vai ser apresentado este sábado em Lisboa no III Congresso´Internacional sobre Património Industrial.
 No dia 20 de Junho, pelas 18h00 o livro Linha da Beira Baixa: debates na Câmara dos Dignos Pares do Reino e Câmara dos Deputados de António João Pinto Pires, será apresentado na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, cidade da Guarda.
Cinco dias depois, a 25 de Junho, será a vez da cidade da Covilhã acolher o lançamento da obra.  O livro será apresentado no Café Biblioteca, antiga Biblioteca Municipal, pelo presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, às 15 horas.

In http://webrails.tv/tv/?p=24370

quinta-feira, junho 09, 2016

FECHAR A CENTRAL NUCLEAR DE ALMARAZ - ESPANHA


PORQUÊ FECHAR ALAMARAZ?
  1. A Central, em funcionamento desde a década de 80, é a mais antiga do Estado Espanhol. Ultrapassa em mais de 5 anos o seu período de vida útil, representa um risco constante para o território português, por estar a menos de 100km da fronteira e à beira do Rio Tejo.
  2. Representa um risco enorme para o Rio Tejo, que hoje já é muito poluído, no qual é refrigerado o seu reator e onde são feitas descargas nucleares através do embalse de Arrocampo.
  3. Almaraz reprovou nos testes de resistência feitos pela Greenpeace, que indicou que esta: não tem válvulas de segurança e sistemas de ventilação filtrada para prevenir uma explosão de hidrogénio como a de Fukushima; não tem dispositivo eficaz para contenção da radioatividade em caso de acidente grave; não tem avaliação de riscos naturais; não está sequer prevista a implantação de um escape alternativo para calor.
  4. Tem registados 54 acidentes desde a sua inauguração, o seu desenho já sofreu 4000 modificações.
  5. A Central parou de emergência 32 vezes e 3 vezes para manutenção.
  6. Em Janeiro de 2016, cinco inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol afirmaram que as repetidas falhas no sistema de refrigeração colocam um sério risco de segurança. Depois do relato dos inspetores, já se registou em fevereiro nova avaria e um incêndio. As empresas acionistas (Endesa, Iberdrola e União Fenosa) não querem encerrar a Central porque o investimento inicial já está pago e hoje representa lucros no valor de 161 milhões de euros anuais.
  7. A energia produzida por Almaraz é irrelevante para o sistema energético espanhol atual e nulo para o português.
  8. Um acidente grave em Almaraz teria implicações profundas na vida e na saúde de gerações, com contaminação em larga escala, levando mesmo ao êxodo de povoações. 
http://www.fecharalmaraz.org/porque-fechar-almaraz/ 

sábado, abril 23, 2016

Carta do Achamento do Brasil exibida em Belmonte

Em Portugal, é a primeira vez que a Carta de Pêro Vaz de Caminha, "a certidão de nascimento do Brasil", é exposta fora de Lisboa
Hoje, pelas 10.00 da manhã, a carta que Pêro Vaz de Caminha escreveu a D. Manuel I, dando conta da "nova do achamento desta vossa terra nova", vai sair da Torre do Tombo, em Lisboa, para pela primeira vez em Portugal ser exposta fora da capital. A partir de terça-feira, dia 26 de abril, e durante seis meses, vai ser a estrela maior da exposição O Novo Mundo e a Palavra, que vai ocupar uma das salas da torre de menagem do Castelo de Belmonte, na Beira Baixa.
É um daqueles documentos com o qual todos os portugueses já se cruzaram na disciplina de História, o primeiro testemunho da existência de um Novo Mundo, uma terra povoada de gente "de bons corpos, pardos, maneira d"avermelhados". Não admira, portanto, que esta carta, de 28 páginas escritas pelo punho de Pêro Vaz de Caminha, e datada de 1 de maio de 1500, raramente saia da caixa-forte do Arquivo Nacional Torre do Tombo.
Num papel de trapos feito, este primeiro relato de uma realidade que mudou verdadeiramente a face da terra, foi incluído pela UNESCO no Registo da Memória do Mundo, em 2005. Exatamente cinco anos depois de, em 2000, ter voltado a atravessar o Atlântico, regressando à Terra de Vera Cruz para assinalar os 500 anos do "achamento" que relata. A nau comandada por Gaspar de Lemos ficou dispensada desse retorno, envolto em todo o cuidado. Na ocasião foi transportada numa mala especial e acompanhada de muito perto por Luís Sá, conservador da Torre do Tombo, que hoje voltará a ser o guardião do documento, um dos 18,5 milhões do arquivo já disponibilizados na internet.
"É uma mala que tem isolamento térmico e é antichoque, com espuma. Para além disso tem uma capinha, ligeiramente alcalina, em que vai envolvida [a carta] e, finalmente, tem duas camadas de um material, que tem na sua composição sílica-gel, que faz a estabilização se houver alguma oscilação. A mala consegue garantir [as condições ideias de conservação durante] cerca de 48 horas", explica Luís Sá.
Tempo mais do que suficiente para chegar a Belmonte, na Beira Baixa, conduzida por um dos motoristas da câmara local, de quem partiu a iniciativa de realizar esta exposição. O porquê foi ontem prontamente avançado pelo presidente da autarquia: "Belmonte é a terra de Pedro Álvares Cabral, o capitão-mor da armada em que Pêro Vaz de Caminha participou." O objetivo é claro: chamar mais visitantes ao concelho que lidera. "Calculamos que recebemos cerca de 65 mil visitantes por ano e, com esta iniciativa, pretendemos chegar aos cem mil", quantifica António Rocha, durante a apresentação da exposição, ontem, na Torre do Tombo, onde até um chefe Patachó, de Porto Seguro, local onde a armada de Álvares Cabral desembarcou, marcou presença. Tal como os primeiros homens descritos por Pêro Vaz de Caminha, trazia "uma maneira de cabeleira de penas d"ave".
Condições especiais
À espera do documento, um dos quatro à guarda da Torre do Tombo que fazem parte do Registo da Memória do Mundo da Unesco, está uma renovada sala da torre de menagem. Uma temperatura entre os 18 e os 22 graus e níveis de humidade entre os 45% e os 55% são duas das maiores exigências para a exibição do documento, identificadas por Silvestre Lacerda, diretor da Torre do Tombo. Além do mais, "foi construída uma vitrina específica para poder receber a carta, permanentemente monitorizada e vigiada", explicou o responsável do arquivo nacional. Os dados são recebidos na Torre do Tombo e verificados para caso haja alguma alteração substancial ser logo feita uma intervenção.
Filomena Marques, da empresa desafiada para pôr de pé esta exposição, explica outras intervenções feitas na sala da torre de menagem do castelo que tem pouco mais de 30 m2. "Todo o espaço onde a carta será exibida foi forrado com uma espuma própria de forma a proteger da luz e da humidade", concretiza. Mas há mais: "As janelas existentes foram anuladas da sua função original e optámos por as utilizar como ponto de informação. Assim, controlamos em absoluto as condições do ar."
"O espaço está dividido em duas partes. A primeira área, a que se acede a partir do terraço de pedra do Castelo de Belmonte, é ilustrada com imagens multimédia que remetem para o imaginário medieval e dos bestiários, em três planos sobrepostos - que se distinguem sucessivamente graças ao uso de diferentes luzes, um recurso expositivo criado em parceria com o ateliê Carnovsky e utilizado pela primeira vez em Portugal", explica Filomena Marques.
Numa zona mais restrita, onde estará a tal vitrina especial, com a Carta de Pêro Vaz de Caminha, "privilegia-se a descrição e a palavra, sendo o documento contextualizado através de peças dos séculos XV e XVI cedidas pelo Palácio Nacional de Sintra (azulejos), Casa--Museu Medeiros e Almeida (uma pintura representando Nossa Senhora do Leite, do Mestre da Lourinhã) e Museu Nacional de Arte Antiga (uma Virgem com o Menino, esculpida na oficina de João Afonso). Em fundo, vozes dos alunos da Escola de Música de Belmonte leem excertos da Carta.
Com entrada gratuita para a população local, a exposição é inaugurada na terça-feira, dia 26 de abril, exatamente 516 anos depois de ter sido rezada a primeira missa no Novo Mundo.

In Diário de Notícias online, 22/04/2016

quarta-feira, abril 06, 2016

Beira Baixa em antigas imagens


 Este site divulga imagens de postais antigos da BEIRA BAIXA. Nesta página, e no blog que aqui são apresentados, pode encontrar postais de muitas das terras da região.
Visite :
https://www.facebook.com/BeiraBaixaAntigasImagens/

segunda-feira, abril 04, 2016

ADUFEIRAS DA BEIRA BAIXA EM SELOS DE 1985

MARAFONAS

A marafona é uma boneca feita à mão na aldeia de Monsanto e em Penha Garcia e ainda noutras aldeolas junto à raia, na Beira Baixa.
Serve hoje para que as velhinhas que lá moram consigam amealhar umas moedas extra no final do mês, vindas de bolsos turísticos. Mas o seu significado é milenar, e desconcertante.
Há duas crenças locais acerca dos poderes destas bonecas: uma primeira, que faz delas amuletos protectores contra tempestades, e uma segunda, enquanto objecto supersticioso para dar boa fortuna às mulheres no momento de engravidarem.
Por partes.
Falando primeiro do uso da marafona como pára-raios, podemos ir até às Festas de Santa Cruz, nas quais as mulheres, acompanhadas destes brinquedos, sobem ao monte santo, enquanto os abanam. A marafona, quando agitada à subida para o topo da colina de Monsanto, ganha poderes pouco prováveis, como este de afastar as trovoadas. Mas além disto, e mantendo-me ainda nesta utilidade de resguardar atribuída a tal boneca, a marafona é usada em Penha Garcia enquanto protectora de bebés e crianças. Colocam-se à janela marafonas de tamanho maior, e em número igual ao número de crianças que vive na casa, servindo elas assim de anjos da guarda dos mais gaiatos. Antes, era também frequente colocarem-se junto ao gado, para o proteger do mau olhado.
E indo agora ao segundo significado, também se faz dela um amuleto para a fecundidade. Segundo a tradição, a marafona é colocada debaixo da cama dos casais (especialmente na noite de casamento), e tendo em conta que é surda (não tem ouvidos), cega (não tem olhos) e muda (não tem boca), nada pode contar a ninguém. Fica assim ligada a cultos antigos e de raiz claramente pagã, como uma transcendente impulsionadora da fertilidade, causa tão comum em determinados objectos tidos popularmente como poderosos, como acontece, por exemplo, com as pedras parideiras, perto de Arouca.
A ligação delas à aldeia de Monsanto é tão umbilical que, segundo a lenda, deve-se a elas uma vitória contra um poderoso inimigo (dependendo da versão, seria mouro ou castelhano) que sitiava o castelo. Reza a história que os poucos aldeões que se encontravam dentro de muralhas puseram marafonas a dançar alegremente, fingindo passá-las por mulheres de verdade. As tropas invasoras, ao vê-las indiferentes à sua débil posição, desmoralizaram tanto que abandonaram o cerco.
Quanto à sua anatomia, é, por dentro, uma cruz em madeira, onde se enrola um pedaço redondo de lã que forma a cabeça, trajada depois, em pano, com cores e padrões ao gosto de quem as faz. O facto de ser uma cruz remete-nos novamente para o carácter sagrado do objecto.
Numa visita a Monsanto, que vale sempre a pena, lembrem-se delas.

In http://www.portugalnummapa.com/marafona/

terça-feira, março 29, 2016

Aprovada Candidatura da Reserva da Biosfera do Tejo Internacional da UNESCO

A candidatura do Tejo Internacional a Reserva da Biosfera da UNESCO foi aprovada, uma classificação que vem reconhecer a qualidade da biodiversidade neste território e valorizá-lo como destino turístico em todo o mundo.
O Município de Idanha-a-Nova congratula-se com esta aprovação da candidatura em comunicado enviado à nossa redacção.
Idanha-a-Nova, enquanto concelho com maior área territorial abrangida pelos limites do Tejo Internacional, recebe com especial orgulho e satisfação a notícia da atribuição do “selo” da UNESCO a este território transfronteiriço.
De referir que a candidatura foi elaborada pelos Estados português e espanhol, pelo que essas entidades têm, a partir de agora, responsabilidades acrescidas em matéria de Tejo Internacional.
A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova “continuará a colaborar na valorização do território, na convicção de que este novo estatuto poderá estimular a cooperação entre os municípios abrangidos do lado português e espanhol”, refere o comunicado.
A Reserva da Biosfera do Tejo/Tajo Internacional é a terceira classificação da UNESCO no concelho de Idanha-a-Nova, a somar ao território do Geopark Naturtejo e ao título de Cidade Criativa da Música.

In Beiranews
27/03/2016

domingo, fevereiro 28, 2016

Governo prepara plano para ter lince na Serra da Malcata

  

Ministro do Ambiente acredita que projecto poderá estar no terreno dentro de três a cinco anos.
O Governo está a preparar um plano para reintroduzir o lince ibérico na Serra da Malcata, o que poderá acontecer dentro de três a cinco anos, afirmou nesta quinta-feira o ministro do Ambiente.
"Vamos em Maio, quando abrem as próximas candidaturas do POSEUR [programa operacional sustentabilidade e eficiência no uso de recurso] no domínio da conservação da natureza, apresentar uma candidatura para reintroduzir o lince na Serra da Malcata", disse à agência Lusa João Matos Fernandes.
"A expectativa de sucesso que temos é de em três, quatro, cinco anos podermos ter condições para que o lince possa voltar à Serra da Malcata", referiu.
Para cumprir este objectivo, "é fundamental que também o Estado cumpra a sua função" com a instalação de alguns cercados com coelho bravo e pequenas mudanças, como "fazer alguns pequenos prados, com mosaicos na paisagem que tenham zonas de refúgio, tanto para o lince como para as presas, em comum e em associação com a gestão daquele espaço como uma zona de caça", explicou o ministro.
"Acredito que, no final deste ano, já estaremos em condições de poder iniciar no terreno as intervenções que conduzirão a que, num prazo que infelizmente nunca será muito curto, volte a haver lince na Serra da Malcata", realçou o governante.
A existência de alimento, ou seja, coelhos bravos, é fundamental para a decisão de libertar os linces.
A densidade de coelhos bravos por hectare recenseada na Serra da Malcata era de 0,29 quando o programa LIFE, que tem financiado a reintrodução do lince na Península Ibérica, diz que tem de haver um mínimo de dois coelhos bravos por hectare, lembrou João Matos Fernandes.
Assim, concluiu, "não há quaisquer condições para hoje poder reintroduzir o lince na Serra da Malcata".
O lince tem sido introduzido em Portugal com sucesso, ainda que seja uma experiência recente, no Vale do Guadiana, onde há densidade "da ordem dos 3,5 coelhos bravos por hectare, tudo isto em zonas de caça ordenada", frisou ainda.
Desde 2005, existe um plano de ordenamento territorial na Serra da Malcata que "claramente aponta a caça como uma actividade económica importante também para a melhoria do habitat", nomeadamente pela introdução de espécies autóctones, como coelhos bravos, o alimento do lince.
Assim, "pareceu-nos importante, seguindo o conselho técnico do ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e Florestas], permitir a caça ordenada naquela parcela da Serra da Malcata", explicou o ministro, mas alertou que, para haver caça na área, o Governo tem de aprovar um plano e "a única espécie que está previsto poder caçar-se, na melhor das hipóteses daqui a um ano e meio, é o javali".
João Matos Fernandes insistiu que "não há quaisquer condições na Serra da Malcata, por exemplo, para caçar coelhos ou perdizes [que] têm um número reduzido e é completamente proibida".
O Ministério só vai aceitar uma caça de espera ou acompanhada por um profissional que trabalhe na reserva de caça, garantiu.
A revogação da portaria que interditava a caça da Serra da Malcata, que o Ministério esclareceu ter sido só na zona sul, deu origem a várias críticas dos ambientalistas, assim como de alguns partidos, como o PAN, os Verdes ou o Bloco de Esquerda.

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