domingo, agosto 13, 2017

BRASÃO DE ARMAS DA CIDADE DO FUNDÃO


Ordenação heráldica do brasão e bandeira

Armas Escudo de prata, com um castanheiro de verde frutado de ouro, troncado e arrancado de negro, acompanhado em chefe por dois grupos de três pêras de verde sustidas e folhadas do mesmo esmalte. Em contra-chefe, um terrado negro, realçado de verde, formando duas  encostas que acompanham o tronco do castanheiro. O terrado cortado por três faixas ondadas, duas de prata e uma de azul. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel  branco, com a legenda a negro, em maiúsculas : " CIDADE DE FUNDÃO ".

BRASÃO DE ARMAS DA VILA DE BELMONTE


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Aprovada pela comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses em 22/12/1922

Armas Escudo de vermelho com uma torre torreada de prata aberta e iluminada do campo assente sobre um monte de verde realçado de negro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres : " VILA DE BELMONTE " de negro.

BRASÃO DE ARMAS DA CIDADE DA COVILHÃ


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 29/08/1941

Armas Escudo de azul,  com  uma estrela de seis raios prata carregado por um rodízio de vermelho realçado de ouro, posto em em pala. Em chefe e contra-chefe, uma faixa ondada de prata. Escudo cercado pelo Colar da Ordem de Torre e Espada. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas : " CIDADE DA COVILHÃ ". 

BRASÃO DE ARMAS DA CIDADE DE CASTELO BRANCO


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 11/01/1936



Armas Escudo de vermelho, com um castelo de prata aberto e iluminado de negro. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco, com a legenda a negro : " CIDADE DE CASTELO BRANCO ".






sexta-feira, julho 28, 2017

HERÁLDICA AUTÁRQUICA PORTUGUESA



 A heráldica autárquica portuguesa constitui o conjunto de tradições e regras específicas às quais devem obedecer os símbolos heráldicos (brasões, bandeiras e selos) das autarquias locais (freguesias, municípios e regiões administrativas) de Portugal. Os padrões gerais da heráldica autárquica portuguesa são seguidos em outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, especialmente no Brasil.
A heráldica municipal portuguesa tem tradições bastante antigas. No entanto, a sua regulamentação legal ocorreu apenas na década de 1930.
Entre essas medidas de regularização está a circular de 4 de Abril de 1930 da Direcção-Geral da Administração Pública que obrigava as comissões administrativas das câmaras municipais a legalizar os brasões segundo o parecer compulsório da Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses. A Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991 veio atualizar a regulamentação da heráldica autárquica e também da da heráldica das pessoas coletivas de utilidade pública administrativa. Esta lei manteve no essencial as regras estabalecidas pela circular de 1930, mas permitiu expressamente o direito ao uso de símbolos heráldicos pelas freguesias e estebeleceu a heráldica a usar pelas regiões administrativas (não implementada por estas nunca terem sido criadas).
Apesar das regras estritas, há no entanto vários municípios, vilas e freguesias que mantêm símbolos heráldicos com desvios a essas regras. Em alguns casos, isso deve-se à sua preferência pelo uso dos seus símbolos heráldicos tradicionais adotados antes do estabelecimento da regulamentação da heráldica autárquica.
Apesar da vexilologia e heráldica portuguesas poderem ser consideradas correctas e rigorosas, o simples vislumbre de uma bandeira não permite distinguir, por exemplo, uma freguesia de um concelho (se bem que possa por vezes figurar no listel), permitindo apenas distinguir o estatuto da localidade sede.
Em relação às bandeiras subnacionais, a regra é de que sejam gironadas ou lisas com coroa de cinco torres caso o concelho ou freguesia seja sediado numa cidade, esquarteladas ou lisas com coroa de quatro torres se o concelho ou freguesia for sediado numa vila, e esquartelada ou lisa com coroa de três torres se for uma freguesia sediada numa aldeia ou se for uma freguesia urbana.
Ainda em conformidade com a heráldica portuguesa, as bandeiras subnacionais podem ser oitavadas, sextavadas, esquarteladas em sautor, em cruz ou em faixa e ainda terciadas, tendo por cores as mesmas constantes do campo do escudo e estendendo ao centro, ou na tralha, uma figura geométrica onde o brasão das armas é aplicado.
Nos brasões, a regra é que as freguesias urbanas ou povoações simples sejam representadas por uma coroa mural de três torres, as vilas, de quatro torres, e as cidades, de cinco torres, coroa e torres de prata, exceptuando a capital Lisboa, cujas coroa e torres se distinguem de ouro.
Após esta explicação iremos aqui apresentar a heráldica autárquica das cidades e vilas sede de concelho do distrito de Castelo Branco.

Texto sobre a heráldica autárquica recolhido da Wikipédia

sexta-feira, junho 30, 2017

65º ANIVERSÁRIO DA FORÇA AÉREA - CASTELO BRANCO AIR SHOW

02 de julho de 2017 - 15H30
Aeródromo Municipal de Castelo Branco

Não perca, no dia 02 de julho de 2017, pelas 15h30, no Aeródromo Municipal de Castelo Branco, o International Airshow, que contará com a presença de vários meios aéreos nacionais e internacionais.
Nas aeronaves nacionais podemos contar com a presença do F-16, C-295M, P-3C Cup+, C-130H, Alpha-Jet, Epsilon TB-30, Chipmunk Mk20 e o Alouette III.
Assistir à largada de paraquedistas "Falcões Negros" e acompanhar manobras do avião KC-390.
A Patrulla Águilla, do Ejército del Aire, Espanha é outra das protagonistas deste festival aéreo.

terça-feira, abril 18, 2017

CASTELO BRANCO: Um Século de Imagens

Está patente na Casa do Arco do Bispo, a exposição «CASTELO BRANCO: Um Século de Imagens». Esta exposição é constituída pelo arquivo de Veríssimo Bispo, apresenta um conjunto de fotografias da cidade albicastrense ao longo de 100 anos.
A entrada é livre e poderá visitá-la até ao dia 30 de Abril.

terça-feira, abril 11, 2017

INTEIRO POSTAL DA 12ª FEIRA DO QUEIJO DE ALCAINS



Os CTT - Correios de Portugal lançaram em circulação na passada 6ª feira, dia 7, um Inteiro Postal dedicado à 12ª edição da Feira do Queijo em Alcains. Para a sua obliteração os Correios de Portugal também emitem um Carimbo Comemorativo.
Nessa ocasião foi também inaugurada uma exposição filatélica relacionada com a temática do queijo/alimentação. A exposição foi  organizada pelo Grupo Filatélico da AHDSB - Associação Humanitária dos Dadores de Sangue de Beja e até ao dia 12 de abril, fazendo parte do programa cultural da 12ª Feira do Queijo dessa vila.


EXPOSIÇÃO NUMISMÁTICA – HISTÓRIAS DE PORTUGAL E DO MUNDO NA SALA DA NORA DO CINE-TEATRO AVENIDA

Exposição que reúne um importante espólio de moedas que nos apresentam temas como os Reis de Portugal, Religião e Missões Missionárias, referências aos vultos das Artes e Letras e momentos importantes da vida colectiva.
Jorge Alves é colecionador numismático e apresenta aqui, pela primeira vez, o trabalho de estruturação do seu espólio.

Texto Agenda Cultura Vibra

segunda-feira, abril 10, 2017

AVES DA BEIRA BAIXA EM EXPOSIÇÃO NO MUDEU DO CANTEIRO

 
Está patente até 21 de Maio no Museu do Canteiro, em Alcains, a exposição temporária “Aves da Beira Baixa – Aves da Nossa Terra”.
Uma mostra fotográfica da autoria de Joaquim Antunes onde é possível ver várias espécies de aves, algumas delas quase exclusivas da região, destaca em nota o Museu do Canteiro.
Durante esta mostra irá ser desenvolvido o Serviço Educativo "O rapaz que gostava de aves". Uma sessão de leitura direcionado para grupos escolares, consoante marcação.

segunda-feira, janeiro 30, 2017

CEM ANOS DA PARTIDA DAS PRIMEIRAS TROPAS PORTUGUESAS PARA FRANÇA





Em março de 1916 a Alemanha declarou guerra a Portugal. Antes disso já tinham ocorrido diversos combates na fronteira sul de Angola e no extremo norte de Moçambique. Mas só a 30 de janeiro de 1917 é que o país finalmente se envolveu no teatro de guerra europeu, enviando a 1ª Brigada do Corpo Expedicionário Português (CEP) para França. Nessa data iniciaram a partida de Lisboa, rumo a Brest, em França, em navios cedidos pela Inglaterra, as companhias do Batalhão de Infantaria nº 23, da Covilhã, que incluía uma companhia de Castelo Branco e outra de Penamacor. Começava assim, a  presença das tropas da Beira nos sangrentos campos de batalha da Flandres.

sábado, dezembro 24, 2016



Feliz Natal e um próspero Ano Novo!
Merry Christmas and a Happy New Year!
 Joyeux Noël et bonne année! 
  ¡Feliz Navidad y próspero año nuevo!
   Fröhliche Weihnachten und ein gutes neues Jahr!
Prettig Kerstfeest en een gelukkig nieuwjaar!
 Buon Natale e Felice Anno Nuovo!
 Веселого Рождества и счастливого Нового Года!
圣诞快乐!新年快乐!
クリスマスおめでとう。そして良い新年でありますように。 

segunda-feira, novembro 21, 2016

Casa da Memória Judaica e dos Cristãos Novos de Castelo Branco

 
O novo espaço museológico situado na rua das Olarias, foi inaugurado no dia 11 de Novembro e resulta de um investimento da Câmara Municipal de Castelo Branco. Surge dividido em diferentes áreas e pretende retratar a presença judaica na cidade, bem como distinguir algumas personalidades como Amato Lusitano e Afonso de Paiva.
Na Casa, os visitantes são convidados a percorrerem um «túnel escuro» onde a questão da inquisição e da tortura são retratadas. Os nomes dos judeus albicastrenses que a inquisição condenou surgem evidenciados num painel, sendo possível através de um sistema virtual saber a informação sobre cada uma dessas pessoas. Será também possível observar uma maquete de Castelo Branco quinhentista e a sua ligação aos portados, bem como artefactos ligados aos judeus. O edifício terá também um espaço para conferências e uma zona de consultas de documentos.
A Casa da Memória Judaica e dos Cristãos Novos de Castelo Branco vai fazer parte da rede de espaços culturais do concelho de Castelo Branco, como o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Museu Cargaleiro, Museu do Canteiro, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Antigo Edifício dos CTT, os futuros museus dos Têxteis (Cebolais de Cima/Retaxo), da Seda (na APPACDM), Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco ou a Fábrica da Criatividade, entre outros.
Este é mais um espaço intervencionado no âmbito do Projeto Rotas de SEFARAD – Valorização da Identidade Judaica Portuguesa no Diálogo Interculturas”, que contempla 18 intervenções físicas e museológicas, distribuídas de norte a sul do território nacional.

quarta-feira, setembro 07, 2016

125 ANOS DA CHEGADA DO COMBOIO À COVILHÃ


Com o objetivo de assinalar os 125 anos da chegada do comboio à Covilhã, a autarquia em parceria com a Infraestruturas de Portugal, CP, Fundação do Museu Nacional Ferroviário e várias associações locais, elaborou um programa de atividades que incluem exposições, publicações e recriações históricas.
Entre 6 e 30 de setembro, estará patente ao público, na Estação de caminhos-de-ferro, da Covilhã, a exposição «Na Linha desde 1891». O momento alto destas comemorações terá lugar no dia 6 de Setembro, dia do 125º aniversário da chegada do comboio à cidade, com uma recriação histórica, também na Estação de CP, a partir das 18 horas, que contará com largas dezenas de figurantes. Este evento pretende recriar o programa da visita dos reis D. Carlos e D. Amélia à Covilhã nos dias 6 e 7 de Setembro de 1891. Neste dia será ainda distribuída uma edição fac-similada do jornal publicado há 125 anos por Pedroso dos Santos, Presidente da Câmara da Covilhã e Governador Civil de Castelo Branco, intitulada «6 de Setembro de 1891».

sábado, junho 18, 2016

“Linha da Beira Baixa: debates na Câmara dos Dignos Pares do Reino e Câmara dos Deputados”

 
Os avanços e recuos do debate parlamentar travado na segunda metade do Séc. XIX  que levou à construção da Linha da Beira Baixa materializaram mais lançamento ferroviário. O livro a Linha da Beira Baixa: debates na Câmara dos Dignos Pares do Reino e Câmara dos Deputados, tem autoria de António Pinto Pires, e vai ser apresentado este sábado em Lisboa no III Congresso´Internacional sobre Património Industrial.
 No dia 20 de Junho, pelas 18h00 o livro Linha da Beira Baixa: debates na Câmara dos Dignos Pares do Reino e Câmara dos Deputados de António João Pinto Pires, será apresentado na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, cidade da Guarda.
Cinco dias depois, a 25 de Junho, será a vez da cidade da Covilhã acolher o lançamento da obra.  O livro será apresentado no Café Biblioteca, antiga Biblioteca Municipal, pelo presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, às 15 horas.

In http://webrails.tv/tv/?p=24370

quinta-feira, junho 09, 2016

FECHAR A CENTRAL NUCLEAR DE ALMARAZ - ESPANHA


PORQUÊ FECHAR ALAMARAZ?
  1. A Central, em funcionamento desde a década de 80, é a mais antiga do Estado Espanhol. Ultrapassa em mais de 5 anos o seu período de vida útil, representa um risco constante para o território português, por estar a menos de 100km da fronteira e à beira do Rio Tejo.
  2. Representa um risco enorme para o Rio Tejo, que hoje já é muito poluído, no qual é refrigerado o seu reator e onde são feitas descargas nucleares através do embalse de Arrocampo.
  3. Almaraz reprovou nos testes de resistência feitos pela Greenpeace, que indicou que esta: não tem válvulas de segurança e sistemas de ventilação filtrada para prevenir uma explosão de hidrogénio como a de Fukushima; não tem dispositivo eficaz para contenção da radioatividade em caso de acidente grave; não tem avaliação de riscos naturais; não está sequer prevista a implantação de um escape alternativo para calor.
  4. Tem registados 54 acidentes desde a sua inauguração, o seu desenho já sofreu 4000 modificações.
  5. A Central parou de emergência 32 vezes e 3 vezes para manutenção.
  6. Em Janeiro de 2016, cinco inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol afirmaram que as repetidas falhas no sistema de refrigeração colocam um sério risco de segurança. Depois do relato dos inspetores, já se registou em fevereiro nova avaria e um incêndio. As empresas acionistas (Endesa, Iberdrola e União Fenosa) não querem encerrar a Central porque o investimento inicial já está pago e hoje representa lucros no valor de 161 milhões de euros anuais.
  7. A energia produzida por Almaraz é irrelevante para o sistema energético espanhol atual e nulo para o português.
  8. Um acidente grave em Almaraz teria implicações profundas na vida e na saúde de gerações, com contaminação em larga escala, levando mesmo ao êxodo de povoações. 
http://www.fecharalmaraz.org/porque-fechar-almaraz/ 

sábado, abril 23, 2016

Carta do Achamento do Brasil exibida em Belmonte

Em Portugal, é a primeira vez que a Carta de Pêro Vaz de Caminha, "a certidão de nascimento do Brasil", é exposta fora de Lisboa
Hoje, pelas 10.00 da manhã, a carta que Pêro Vaz de Caminha escreveu a D. Manuel I, dando conta da "nova do achamento desta vossa terra nova", vai sair da Torre do Tombo, em Lisboa, para pela primeira vez em Portugal ser exposta fora da capital. A partir de terça-feira, dia 26 de abril, e durante seis meses, vai ser a estrela maior da exposição O Novo Mundo e a Palavra, que vai ocupar uma das salas da torre de menagem do Castelo de Belmonte, na Beira Baixa.
É um daqueles documentos com o qual todos os portugueses já se cruzaram na disciplina de História, o primeiro testemunho da existência de um Novo Mundo, uma terra povoada de gente "de bons corpos, pardos, maneira d"avermelhados". Não admira, portanto, que esta carta, de 28 páginas escritas pelo punho de Pêro Vaz de Caminha, e datada de 1 de maio de 1500, raramente saia da caixa-forte do Arquivo Nacional Torre do Tombo.
Num papel de trapos feito, este primeiro relato de uma realidade que mudou verdadeiramente a face da terra, foi incluído pela UNESCO no Registo da Memória do Mundo, em 2005. Exatamente cinco anos depois de, em 2000, ter voltado a atravessar o Atlântico, regressando à Terra de Vera Cruz para assinalar os 500 anos do "achamento" que relata. A nau comandada por Gaspar de Lemos ficou dispensada desse retorno, envolto em todo o cuidado. Na ocasião foi transportada numa mala especial e acompanhada de muito perto por Luís Sá, conservador da Torre do Tombo, que hoje voltará a ser o guardião do documento, um dos 18,5 milhões do arquivo já disponibilizados na internet.
"É uma mala que tem isolamento térmico e é antichoque, com espuma. Para além disso tem uma capinha, ligeiramente alcalina, em que vai envolvida [a carta] e, finalmente, tem duas camadas de um material, que tem na sua composição sílica-gel, que faz a estabilização se houver alguma oscilação. A mala consegue garantir [as condições ideias de conservação durante] cerca de 48 horas", explica Luís Sá.
Tempo mais do que suficiente para chegar a Belmonte, na Beira Baixa, conduzida por um dos motoristas da câmara local, de quem partiu a iniciativa de realizar esta exposição. O porquê foi ontem prontamente avançado pelo presidente da autarquia: "Belmonte é a terra de Pedro Álvares Cabral, o capitão-mor da armada em que Pêro Vaz de Caminha participou." O objetivo é claro: chamar mais visitantes ao concelho que lidera. "Calculamos que recebemos cerca de 65 mil visitantes por ano e, com esta iniciativa, pretendemos chegar aos cem mil", quantifica António Rocha, durante a apresentação da exposição, ontem, na Torre do Tombo, onde até um chefe Patachó, de Porto Seguro, local onde a armada de Álvares Cabral desembarcou, marcou presença. Tal como os primeiros homens descritos por Pêro Vaz de Caminha, trazia "uma maneira de cabeleira de penas d"ave".
Condições especiais
À espera do documento, um dos quatro à guarda da Torre do Tombo que fazem parte do Registo da Memória do Mundo da Unesco, está uma renovada sala da torre de menagem. Uma temperatura entre os 18 e os 22 graus e níveis de humidade entre os 45% e os 55% são duas das maiores exigências para a exibição do documento, identificadas por Silvestre Lacerda, diretor da Torre do Tombo. Além do mais, "foi construída uma vitrina específica para poder receber a carta, permanentemente monitorizada e vigiada", explicou o responsável do arquivo nacional. Os dados são recebidos na Torre do Tombo e verificados para caso haja alguma alteração substancial ser logo feita uma intervenção.
Filomena Marques, da empresa desafiada para pôr de pé esta exposição, explica outras intervenções feitas na sala da torre de menagem do castelo que tem pouco mais de 30 m2. "Todo o espaço onde a carta será exibida foi forrado com uma espuma própria de forma a proteger da luz e da humidade", concretiza. Mas há mais: "As janelas existentes foram anuladas da sua função original e optámos por as utilizar como ponto de informação. Assim, controlamos em absoluto as condições do ar."
"O espaço está dividido em duas partes. A primeira área, a que se acede a partir do terraço de pedra do Castelo de Belmonte, é ilustrada com imagens multimédia que remetem para o imaginário medieval e dos bestiários, em três planos sobrepostos - que se distinguem sucessivamente graças ao uso de diferentes luzes, um recurso expositivo criado em parceria com o ateliê Carnovsky e utilizado pela primeira vez em Portugal", explica Filomena Marques.
Numa zona mais restrita, onde estará a tal vitrina especial, com a Carta de Pêro Vaz de Caminha, "privilegia-se a descrição e a palavra, sendo o documento contextualizado através de peças dos séculos XV e XVI cedidas pelo Palácio Nacional de Sintra (azulejos), Casa--Museu Medeiros e Almeida (uma pintura representando Nossa Senhora do Leite, do Mestre da Lourinhã) e Museu Nacional de Arte Antiga (uma Virgem com o Menino, esculpida na oficina de João Afonso). Em fundo, vozes dos alunos da Escola de Música de Belmonte leem excertos da Carta.
Com entrada gratuita para a população local, a exposição é inaugurada na terça-feira, dia 26 de abril, exatamente 516 anos depois de ter sido rezada a primeira missa no Novo Mundo.

In Diário de Notícias online, 22/04/2016

quarta-feira, abril 06, 2016

Beira Baixa em antigas imagens


 Este site divulga imagens de postais antigos da BEIRA BAIXA. Nesta página, e no blog que aqui são apresentados, pode encontrar postais de muitas das terras da região.
Visite :
https://www.facebook.com/BeiraBaixaAntigasImagens/

segunda-feira, abril 04, 2016

ADUFEIRAS DA BEIRA BAIXA EM SELOS DE 1985

MARAFONAS

A marafona é uma boneca feita à mão na aldeia de Monsanto e em Penha Garcia e ainda noutras aldeolas junto à raia, na Beira Baixa.
Serve hoje para que as velhinhas que lá moram consigam amealhar umas moedas extra no final do mês, vindas de bolsos turísticos. Mas o seu significado é milenar, e desconcertante.
Há duas crenças locais acerca dos poderes destas bonecas: uma primeira, que faz delas amuletos protectores contra tempestades, e uma segunda, enquanto objecto supersticioso para dar boa fortuna às mulheres no momento de engravidarem.
Por partes.
Falando primeiro do uso da marafona como pára-raios, podemos ir até às Festas de Santa Cruz, nas quais as mulheres, acompanhadas destes brinquedos, sobem ao monte santo, enquanto os abanam. A marafona, quando agitada à subida para o topo da colina de Monsanto, ganha poderes pouco prováveis, como este de afastar as trovoadas. Mas além disto, e mantendo-me ainda nesta utilidade de resguardar atribuída a tal boneca, a marafona é usada em Penha Garcia enquanto protectora de bebés e crianças. Colocam-se à janela marafonas de tamanho maior, e em número igual ao número de crianças que vive na casa, servindo elas assim de anjos da guarda dos mais gaiatos. Antes, era também frequente colocarem-se junto ao gado, para o proteger do mau olhado.
E indo agora ao segundo significado, também se faz dela um amuleto para a fecundidade. Segundo a tradição, a marafona é colocada debaixo da cama dos casais (especialmente na noite de casamento), e tendo em conta que é surda (não tem ouvidos), cega (não tem olhos) e muda (não tem boca), nada pode contar a ninguém. Fica assim ligada a cultos antigos e de raiz claramente pagã, como uma transcendente impulsionadora da fertilidade, causa tão comum em determinados objectos tidos popularmente como poderosos, como acontece, por exemplo, com as pedras parideiras, perto de Arouca.
A ligação delas à aldeia de Monsanto é tão umbilical que, segundo a lenda, deve-se a elas uma vitória contra um poderoso inimigo (dependendo da versão, seria mouro ou castelhano) que sitiava o castelo. Reza a história que os poucos aldeões que se encontravam dentro de muralhas puseram marafonas a dançar alegremente, fingindo passá-las por mulheres de verdade. As tropas invasoras, ao vê-las indiferentes à sua débil posição, desmoralizaram tanto que abandonaram o cerco.
Quanto à sua anatomia, é, por dentro, uma cruz em madeira, onde se enrola um pedaço redondo de lã que forma a cabeça, trajada depois, em pano, com cores e padrões ao gosto de quem as faz. O facto de ser uma cruz remete-nos novamente para o carácter sagrado do objecto.
Numa visita a Monsanto, que vale sempre a pena, lembrem-se delas.

In http://www.portugalnummapa.com/marafona/