segunda-feira, julho 06, 2026

CRESCIMENTO POPULACIONAL NO DISTRITO DE CASTELO BRANCO

 

O distrito de Castelo Branco registou um crescimento populacional de 10.871 habitantes entre 2021 e 2025, passando de 178.219 para 189.090 residentes. Os dados do INE revelam uma recuperação demográfica transversal aos 11 concelhos do distrito, com destaque para Castelo Branco, Covilhã e Fundão, responsáveis por mais de 80% do crescimento verificado no período.

O concelho de Castelo Branco consolidou a sua posição como principal centro populacional da região, aumentando de 54.146 para 58.197 habitantes, mais 4.051 residentes. O crescimento foi registado em todas as faixas etárias, com especial incidência no grupo de pessoas entre os 25 e os 64, que ganhou 2.198 pessoas.

Também a Covilhã apresentou uma evolução expressiva, passando de 47.585 para 51.045 habitantes (+3.460). O aumento verificou-se de forma equilibrada entre todos os grupos etários, embora tenha sido a população dos 25 aos 64 anos a apresentar o maior reforço, com mais 2.100 residentes.

O Fundão registou igualmente um crescimento significativo, passando de 26.229 para 27.754 habitantes (+1.525). O aumento verificou-se em todas as faixas etárias, destacando-se a subida no grupo dos 25 aos 64 anos (+677) e da população sénior (+389).

Entre os restantes concelhos, Belmonte aumentou a sua população em 155 habitantes, Idanha-a-Nova cresceu 204 habitantes, Oleiros somou mais 67 residentes, Penamacor registou uma subida de 37 pessoas, Proença-a-Nova aumentou 74 habitantes, Sertã somou 798 residentes, enquanto Vila de Rei ganhou 171 pessoas e Vila Velha de Ródão registou uma subida de 329.

Os dados revelam ainda tendências distintas na estrutura etária dos concelhos. Enquanto municípios como Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Sertã e Vila Velha de Ródão cresceram em todas as faixas etárias, outros, como Idanha-a-Nova e Penamacor, tiveram uma redução da população idosa (-102 e -58, respetivamente). Idanha-a-Nova teve um crescimento da população nas restantes faixas etárias e Penamacor apenas reduziu o número de habitantes do grupo que compreende idades entre os 15 e os 24 anos.

Entre 2021 e 2025, Proença-a-Nova registou um aumento do número de residentes com 65 ou mais anos aumentou de 2.533 para 2.722 (+189), as faixas dos 15 aos 24 anos e dos 25 aos 64 anos perderam, respetivamente, 23 e 119 habitantes e a população dos 0 aos 14 anos apresentou um crescimento modesto (+27).

Em Vila de Rei, o número de crianças e jovens dos 0 aos 14 anos cresceu de 306 para 388 (+82), enquanto a faixa dos 25 aos 64 anos aumentou de 1.330 para 1.412 habitantes (+82). A população com 65 ou mais anos registou um crescimento moderado (+13), passando de 1.139 para 1.152 residentes, ao passo que a faixa dos 15 aos 24 anos apresentou uma ligeira diminuição, de 283 para 277 habitantes (-6).

No conjunto do distrito, a população até aos 14 anos passou de 18.780 para 20.422 crianças (+1.642), os jovens dos 15 aos 24 anos aumentaram de 16.446 para 17.513 (+1.067), a população dos 25 aos 64 anos cresceu de 86.478 para 92.272 residentes (+5.794) e os habitantes com 65 ou mais anos passaram de 56.515 para 58.883 (+2.368).

Beira Baixa TV,  24/06/2026

quinta-feira, dezembro 19, 2024

Lince Ibérico morre atropelado na A23

 

A Quercus alerta para a necessidade de proteção do Lince Ibérico na região da Beira Baixa, após registo de mais um atropelamento mortal desta espécie na Autoestrada da Beira Interior (A23), no passado mês de novembro.

De acordo com aquela associação ambientalista, este é o segundo caso conhecido de atropelamento de um Lince Ibérico na A23 exigindo medidas preventivas urgentes para minimizar os riscos de mortalidade e o impato das estradas na presença do lince em Portugal.

Desde 2021, a Quercus em colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), tem monitorizado a presença de uma fêmea de Lince Ibérico, identificada como Maguilla, na região de Castelo Branco.

“A presença de Lince Ibérico na Beira Baixa, embora positiva para a conservação da biodiversidade, apresenta desafios significativos, nomeadamente no que respeita ao risco de atropelamentos em estradas. Este problema identificado como um dos principais factores de mortalidade da espécie, representa 32% dos óbitos registados em linces marcados e monitorizados por telemetrias”, refere a Quercus.

A associação pede à tutela que aplique a legislação que protege o Lince Ibérico na região de Castelo Branco, nomeadamente que se avalie a permeabilidade das estradas. 

In Radio Cova da Beira , 13/12/2024

domingo, dezembro 17, 2023

EX-VOTOS N. SRA. DO ALMURTÃO - IDANHA-A-NOVA

Os ex-votos resultam de uma promessa, de um voto dado pelo fiel ao seu santo de devoção em consagração, renovação ou agradecimento de uma promessa. As expressões votivas são tradicionalmente reconhecidas sob as formas de pinturas ou desenhos, figuras esculpidas em madeira, modeladas em argila ou moldadas em cera, muitas vezes representando partes do corpo que estavam adoecidas e foram curadas. Comumente são representados como placas com inscrições. Nas paredes da capela de N. Sra. do Almurtão, em Idanha-a-Nova existem alguns deles que aqui representamos.








sábado, julho 22, 2023

Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados

Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
Em comunicado enviado à agência Lusa, a Naturtejo refere que o inventário do património geológico do concelho de Castelo Branco foi realizado por Carlos Neto de Carvalho e Joana Rodrigues, no âmbito do Inventário do Património Geológico e Geomineiro do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO.
Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
"São 34 sítios de relevância geológica que agora são dados a conhecer à comunidade científica. Este inventário foi sendo desenvolvido e publicado localmente ao longo dos anos, tendo sido um contributo importante para o projecto do Parque do Barrocal, hoje com reconhecimentos nacionais e internacionais", sublinha o comunicado.
Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
Segundo o Geopark Naturtejo, este inventário poderá vir a ser incluído na revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Castelo Branco "para que se proponha a sua conservação e valorização".
Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
"A região mostra uma elevada geodiversidade e boa parte das freguesias do concelho de Castelo Branco possuem sítios de interesse geológico, com potencial de utilização em programas para escolas e para integração em rotas temáticas de turismo de natureza", salienta.
Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
A equipa do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO está presente em sete trabalhos resultantes da cooperação científica desenvolvida com várias entidades nacionais e internacionais, como o Mare - Universidade de Coimbra, o Centro Português de Geo-História e Pré-História, o Instituto Dom Luiz (IDL) da Universidade de Lisboa e as universidades da Estremadura espanhola e de Zanjan.
Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
Destaque ainda para a apresentação do novo mapa geológico da área de Penha Garcia, um projecto para o município de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.
Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
Este trabalho coordenado pela investigadora Sofia Pereira resultou na constituição de um valioso acervo de mais de 650 exemplares de fósseis, que vão integrar o Centro de Interpretação Paleobiologia das Trilobites (CI.PT).
Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
Este espaço está em construção e vai ser a primeira porta do Geopark Naturtejo território UNESCO a ser formalmente constituída no território reconhecido mundialmente pelo seu património geológico desde 2006.
Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
O Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, que integra a rede mundial da UNESCO, inclui os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) e Nisa (Portalegre).
Castelo Branco tem 34 sítios de relevância geológica identificados
Um Geoparque Mundial da UNESCO compreende um território bem definido, onde locais e paisagens de importância geológica internacional são geridos numa concepção holística de protecção, educação e desenvolvimento sustentável.

Público, 18 de Julho de 2023


sexta-feira, abril 14, 2023

LINCE IBÉRICO EM ALCAINS

 Há cerca de dois anos soubemos que o lince-ibérico tinha regressado a Castelo Branco. Este único animal na região voltou a ver visto este Março e confirma-se que continua no distrito. Veja aqui as imagens captadas por uma câmara de foto-armadilhagem instalada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Chama-se Maguilla a fêmea de lince-ibérico (Lynx pardinus) que se instalou em Castelo Branco há mais de dois anos e que chegou a estar desaparecida de 2017 a 2021.

Agora foi detectada novamente em actividade nocturna em Alcains, no concelho de Castelo Branco, no âmbito das acções de acompanhamento dos exemplares de lince-ibérico em território nacional.

Segundo o ICNF, as imagens datam de 25 de Março e foram recolhidas por uma câmara de armadilhagem fotográfica do instituto instalada num ponto estratégico, pré-definido em articulação entre técnicos e vigilantes da Natureza das Direções Regionais da Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo e do Centro, para efetuar o seguimento deste exemplar, que já tinha sido anteriormente avistado e fotografado.

Maguilla é uma fêmea de lince-ibérico que nasceu no Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico (CNRLI) em Silves, em 2015, e que foi libertada em Matachel, na Extremadura, em Espanha, em 2016.

Não se sabia do seu paradeiro desde 2017, por ter perdido o colar de seguimento com radiotransmissor. Maguilla encontra-se sozinha nesta zona pelo menos desde 2019, ano em que foi detetada com registos fotográficos suficientemente detalhados, que permitiram a sua identificação.

Em Maio de 2022, Samuel Infante, coordenador do CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens e ligado à Quercus, revelou à Wilder que tinha sido detectado um lince em Castelo Branco, depois de 30 anos praticamente sem sinais na região. Através de fotografias de um lince captadas na zona de Castelo Branco, as autoridades identificaram então a presença de uma fêmea que estava dada como desaparecida: Maguilla.

Agora, Maguilla foi detectada por uma câmara de vídeo do ICNF.

“Tudo leva a crer que esta fêmea deverá ter estabelecido um território na zona de Alcains, no qual existirá alimento suficiente e habitat adequado”, segundo um comunicado do ICNF enviado hoje à Wilder.

“Sendo uma área pequena, a zona em causa possui uma densidade elevada de coelho-bravo, presa preferencial do lince-ibérico. Apresenta também formações graníticas que podem ser usadas como refúgio ou abrigo.”

Ainda assim, os especialistas que no ICNF trabalham há décadas na recuperação do lince-ibérico em Portugal não acalentam muitas esperanças que este território em concreto venha, no curto prazo, a ter condições de acolher uma subpopulação viável.

In https://www.wilder.pt/historias/novas-imagens-de-video-captam-lince-que-vive-em-castelo-branco/

domingo, janeiro 22, 2023

Lenda do Almourão

 

Andavam pai e filho à azeitona nas encostas do Almourão quando se lembraram do que tinham dito os mouros “Entre o Tejo e o Ocreza ficará a nossa maior riqueza”. Como na encosta do lado oposto batia o sol e este se refletia na água, deixando perceber o contorno de uma carroça, ambos pensaram que era de ouro e que decerto do tesouro dos mouros se tratava. Depressa pensaram em ir buscar o carrinho de ouro à ribeira.

Iam tão contentes que, já no cimo da encosta, disseram em voz bem alta “Quer Deus queira, quer Deus não queira, o carrinho já cá vai no cimo da barreira e amanhã já o levamos à feira.

Ao proferirem “Deus não queira” os bois e o carro começaram a recuar encosta abaixo, afundaram-se no poço do Almourão e ainda hoje lá estão. Ainda hoje a encosta tem o nome de Penha Amarela, devido ao fato de, naquele dia, o sol brilhava tanto e era tão amarelo que tudo parecia ouro.