quinta-feira, agosto 12, 2021
ROSMANINHAL E CASTELO BRANCO EM 1704
quarta-feira, julho 28, 2021
quarta-feira, julho 21, 2021
Lobo ibérico regressa a Castelo Branco ao fim de várias décadas
O lobo ibérico, espécie dada como extinta no distrito de Castelo Branco "há várias décadas", voltou a ser avistado na região.
Segundo Samuel Infante, da associação ambientalista Quercus, a última presença do lobo ibérico no distrito de Castelo Branco remonta a outubro de 2004, quando foi encontrado um jovem macho, morto por envenenamento, no concelho de Idanha-a-Nova.
A extinção desta espécie na região ficou a dever-se, sobretudo, "à caça, envenenamentos e redução do seu habitat", contou à agência Lusa. "A novidade sobre a presença do lobo ibérico no distrito de Castelo Branco surgiu em dezembro de 2020, quando um elemento ligado à Quercus avistou um animal. A partir daí, tem sido registada e acompanhada a presença do lobo", refere.
Samuel Infante sublinha que o ressurgimento da espécie pode estar relacionado com a baixa densidade demográfica, a desertificação do mundo rural e o consequente regresso à região de espécies como o corço, o veado e o javali, presas naturais do lobo.
"Desde a descoberta, a espécie tem estado a ser monitorizada pela Quercus que tem recorrido à fotoarmadilhagem e à recolha de indícios para análise genética. Estamos a tentar perceber se este regresso à região são indivíduos provenientes das populações a sul do Douro ou são oriundos de Espanha", adiantou.
O ambientalista refere que a Quercus avisou desde a primeira hora, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o Grupo Lobo, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e o 'Life WolFlux' sobre o ressurgimento do lobo ibérico na região.
Adiantou ainda que é preciso acabar com alguns mitos sobre esta espécie, nomeadamente, no que diz respeito aos ataques a rebanhos. "Mais de 805 dos ataques a rebanhos são provocados por cães selvagens e não por lobos. Além disso, se houver algum ataque, os proprietários devem reportá-lo de imediato às autoridades porque caso seja provado que foi o lobo, o Estado indemniza o proprietário", frisou.
Samuel Infante realça também a importância deste predador no controlo de espécies como o javali e o veado que na região "enfrentam problemas muito graves de tuberculose".
O lobo ibérico junta-se a outras espécies que regressaram à região, como o abutre-preto, a águia-imperial, o grifo, o corço ou o esquilo.
In Jornal de Notícias, 20/07/2021
domingo, julho 11, 2021
Exposição "50 Anos, 50 Imagens"
As fotografias que agora se apresentam ao público na Casa de Artes e Cultura do Tejo pertencem ao espólio de Luís Raposo, membro desta “Geração do Tejo”, antigo diretor do Museu Nacional de Arqueologia e atual vice-presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses e presidente da Aliança Regional Europeia do Conselho Internacional dos Museus.
Nelas é possível constatar o entusiasmo e empenho com que este grupo de jovens arqueólogos abraçou a tarefa de identificação e salvaguarda deste património tão relevante para o concelho de Vila Velha de Ródão e que se revelaria uma autêntica escola de campo determinante para o sedimentar das suas vocações, já que muitos deles viriam a tornar-se nomes destacados da arqueologia portuguesa nas décadas seguintes.
Patente até 30 de setembro na Casa de Artes e Cultura do Tejo, de segunda a sexta-feira das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
sábado, março 20, 2021
Castelo Branco assinala 250 anos de elevação a cidade
A Câmara vai assinalar os 250 anos da elevação de Castelo Branco a cidade, com o lançamento de uma medalha comemorativa da efeméride e um conjunto de iniciativas ao longo de todo o ano.
"Trata-se de assinalar uma data histórica, emblemática e marcante na vida de uma cidade. Castelo Branco é capital de distrito há muitos anos. Esta data devia de ser comemorada de uma forma diferente. Não o é, face ao contexto de pandemia que vivemos", afirmou o presidente do município, José Augusto Alves.
O autarca falava durante uma conferência de imprensa, nos Paços do Concelho, para apresentação do programa comemorativo da elevação de Castelo Branco a cidade, data que se assinala no sábado.
"Estamos melhor nos números [em termos da covid-19], mas devemos manter este nível de cuidado e, quiçá, colocar os números da infeção a zeros. A situação é esta e tivemos que nos readaptar", sublinhou o presidente do município de Castelo Branco.
Neste âmbito, vai decorrer uma Assembleia Municipal extraordinária para assinalar o Dia da Cidade, durante a qual terá lugar o ato oficial das comemorações, com intervenções dos líderes partidários com assento naquele órgão e dos presidentes da Assembleia e da Câmara municipais de Castelo Branco.
Após a sessão solene, no Cineteatro Avenida, com um número reduzido de convidados, serão homenageados 12 personalidades e entidades albicastrenses com a medalha de ouro da cidade.
A estes homenageados, juntam-se mais quatro personalidades que vão receber a medalha de ouro referente aos 249 anos da cidade, pois, devido à pandemia da covid-19, em março de 2020, não foi realizada a respetiva sessão comemorativa, nem distinguidas estas personalidades que se destacaram na vida de Castelo Branco.
"Além da homenagem a várias entidades e personalidades, vai ser apresentada a medalha comemorativa dos 250 anos e um livro também comemorativo da efeméride. Vai ainda ser apresentado um vídeo sobre Castelo Branco – o que foi, o que é e o que se projeta para o futuro", adiantou José Augusto Alves.
Todo o programa vai ser divulgado através das redes sociais.
O autarca destacou ainda que ao longo de todo o ano de 2021, o município vai realizar eventos culturais, desportivos e de lazer, ligados às comemorações dos 250 anos de elevação de Castelo Branco a cidade.
O bordado de Castelo Branco terá uma atenção especial neste período, designadamente através da sua divulgação junto das escolas locais, "para sensibilizar os mais novos para a sua importância e para o perpetuar".
"O que se pretende, apesar das circunstâncias, é colocar Castelo Branco como uma grande cidade de futuro, com visão e que se projete no tempo. Castelo Branco faz 250 anos, mas quem está de parabéns são todas as gerações que a fizeram, no passado, no presente e para o futuro", concluiu José Augusto Alves.
In «Diário Digital Castelo Branco», 2021-03-16
quinta-feira, fevereiro 18, 2021
Memórias do tornado de 1954 em Castelo Branco
domingo, janeiro 24, 2021
DESTRUIÇÃO DE MINA DE OURO ROMANA NO FRATEL
A investigação da AEAT, com conhecimento da expansão da florestação do sítio arqueológico da Cova da Moura, na freguesia de Fratel, concelho de Vila Velha de Ródão, constata que o porte arbóreo indica um plantio executado há cerca de dois ou três anos.
Segundo a informação enviada ao Diário Digital Castelo Branco pela Associação, esta área de elevada importância arqueológica, única do género naquela freguesia, consta no atual PDM de Vila Velha de Ródão, tal como já constava no anterior, com o nº 40, e está protegida pelo inventário pela Direção Geral do Património Cultural, com o Código Nacional de Sítio nº 2335. A sua inscrição em importantes documentos de ordenamento do território e de gestão patrimonial fazia pressupor que este sítio arqueológico beneficiaria de alguma proteção, o que não se verificou, tal como em muitos outros casos. Como bem arqueológico foi identificada na segunda metade dos anos 70, por elementos da Associação de Estudos do Alto Tejo. O etnólogo Paulo Caratão Soromenho, com raízes em Fratel, no seu artigo Lendário Rodanense (1965) já identifica este sítio como “mina explorada no tempo dos romanos”, sendo conhecida pela comunidade local.
Parte da área tinha sido eucaliptada, nos anos 80, em parcelas próximas da mina. Até este atentado, restavam, intocadas por revolvimentos de solo e subsolo, uma das suas entradas, em forma de poço, o escorial resultante da trituração do quartzo, no qual nascia vegetação, e, em cotas inferiores, parcelas com elevado potencial arqueológico para escavação e caracterização da referida mina. No espaço não afetado e na sua envolvente foram recolhidas bases de pilões para trituração de minério, em quartzito, cerâmica de tipologia diversa, de que destacamos tégula de cronologia Alto Imperial (romana) e um fragmento de uma taça em terra sigillata hispânica.
A AEAT declara que os responsáveis por este crime patrimonial devem ser identificados e responsabilizados criminalmente. A Associação considera inadmissível não proceder ao arranque da plantação em área a determinar pela Direção Regional de Cultura do Centro, não inferior a 1000 m2, e a execução de escavação integral da área arqueológica mais relevante como última tentativa de recuperar informação que permita caracterizar este sítio, antes que continuem desmandos com afetações em profundidade. "Não o fazer será dar um sinal de que o ato não foi grave e que não teve consequências. Infelizmente, temos de constatar que os instrumento de política de ordenamento do território e de política cultural são ineficazes para proteger o património arqueológico, como reiteradamente se tem verificado, se não existirem medidas de gestão ativas", afirma a AEAT.
A Associação refere ainda que este tipo de crime, de destruição do património arqueológico, tem sido comum no concelho de Vila Velha de Ródão, como em tantos outros, associado quase sempre a projetos agrícolas e florestais. "Além dos proprietários são igualmente responsáveis as entidades públicas que não providenciam os meios e instrumentos adequados à salvaguarda deste património não renovável em sede de licenciamento de atividades económicas", conclui a denúncia da AEAT.
In Diário Digital Castelo Branco, 22 de Janeiro de 2021
sábado, janeiro 23, 2021
215 ANOS DO FORAL DE IDANHA-A-NOVA
segunda-feira, agosto 03, 2020
SELO REPRESENTANDO UMA MOEDA - TRIDENTE DE OURO - ENCONTRADA EM IDANHA-A-VELHA
sábado, julho 11, 2020
Serra da Estrela confirmada como Geopark Mundial da UNESCO

sábado, junho 27, 2020
SELOS DEDICADOS A NOSSA SENHORA DO ALMURTÃO


quinta-feira, junho 25, 2020
Beira Interior perdeu 32 mil habitantes em oito anos
















