sábado, julho 11, 2020

Serra da Estrela confirmada como Geopark Mundial da UNESCO

 Wikiloc | Foto de Portugal. Serra da Estrela. Unhais da Serra ...
“Este é o reconhecimento internacional que esta montanha tanto merecia e que coloca a Estrela num patamar de relevância global”. Em Portugal, a Estrela junta-se assim a geoparks nos Açores, Arouca, Naturtejo e Terras de Cavaleiros.
 O Geopark Estrela foi reconhecido esta sexta-feira como Geopark Mundial pelo Conselho Executivo da UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. “Um marco histórico”, considera a câmara da Guarda, enquanto a Associação Geopark Estrela assinala que a distinção eleva a serra ao patamar global.

A candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial da UNESCO foi entregue em Novembro de 2017, foi aprovada pelo Conselho Mundial de Geoparks em setembro de 2019 e foi ratificada por aquele organismo numa reunião do Conselho Executivo.

A UNESCO refere numa nota publicada no seu site que aprovou a designação de 15 novos Geoparques Globais na Europa, Ásia e América Latina, o que eleva a Rede Global de Geoparques “para 161 em 44 países”.
 Para além do Geopark Estrela, a UNESCO também designou os Geoparks Cliffs of Fundi e Discovery (Canadá), Xiangxi e Zhangye (China), Lauhanvuori-Hämeenkangas (Finlândia), Toba Caldera (Indonésia), Rio Coco (Nicarágua), Hantangang (República da Coreia), Yangan-Tau (Rússia), Djerdap (Sérvia), Granada e Maestrazgo (Espanha), The Black Country (Reino Unido), Dak Nong (Vietname) e Kula-Salihli (Turquia).

Jornal Público online, 11/07/2020

sábado, junho 27, 2020

SELOS DEDICADOS A NOSSA SENHORA DO ALMURTÃO

Os CTT pela segunda vez dedicaram um selo a Nossa Senhora do Almurtão, padroeira de Idanha-a-Nova, desta vez na emissão Festas e Romarias, com o valor facial de 0,53 cts. Anteriormente em 2013, na emissão Festas Tradicionais, um selo com o valor facial de 1,70 euros tinha retratado a romaria de Nossa Senhora do Almurtão. Com este novo selo, Nossa Senhora do Almurtão, torna-se uma das santas com mais selos dedicados na filatelia portuguesa.



quinta-feira, junho 25, 2020

Beira Interior perdeu 32 mil habitantes em oito anos

 Erada. Como uma freguesia da Beira Interior combate o Covid 19 ...
A tendência vem de há muito e continua a agravar-se como se de uma fatalidade se tratasse. A Beira Interior prossegue o caminho da perda continuada de habitantes, fenómeno que só boas políticas públicas poderão estancar.
Em apenas oito anos, e segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, a Beira Interior perdeu 32.490 dos seus residentes. No ano de 2011, tinha 353.480 habitantes e, em 2019, contava 320.990. Uma razia certamente agravada pelas políticas de austeridade impostas pela Troika, já que parte dos anos em análise coincide com a crise em que Portugal esteve mergulhado e que obrigou muitos portugueses a procurar melhores condições de vida noutros países.
Todos os concelhos desta faixa interior perderam população naquele período, como, de resto, já estavam a perder há muitos anos. E a sangria dificilmente será estancada sem medidas radicais para conter o êxodo para os centros urbanos.
Vila de Rei foi o concelho da região que menos habitantes perdeu, entre 2011 e 2019, passando de 3.470 para 3.323 (um queda de “apenas” 147 pessoas).
Toda a região continua a perder habitantes e nalguns casos, como o da Covilhã, a perda populacional atingiu 4.409 pessoas em oito anos, passando de 51.196 habitantes, em 2011, para os 46.787 em 2019. O concelho foi, aliás, dos que mais população perdeu entre os principais centros urbanos desta região.
In, Jornal do Fundão, 25/06/2020

sexta-feira, maio 08, 2020

MUSEUS CENTENÁRIOS - SELO MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

Mais uma vez os CTT emitiram em 21 de Março um selo relativo ao distrito de Castelo Branco, desta vez na emissão «Museus Centenários», relembrando o centenário do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, fundado em 1910.


quarta-feira, março 25, 2020

sábado, outubro 19, 2019

CALÇADA ROMANA DE ALCONGOSTA EM PERIGO

 
 No passado Sábado constatámos infelizmente que as operações de corte das árvores queimadas em curso na zona envolvente da calçada romana de Alcongosta estão a levar a que se faça circulação de maquinaria pesada sobre esta via, contribuindo para acelerar a sua degradação de forma drástica.
Esta situação já foi comunicada à Câmara Municipal do Fundão assim como à Junta de Freguesia de Alcongosta e Agência de Desenvolvimento Gardunha 21 de forma a que sejam tomadas medidas de salvaguarda solicitando ao mesmo tempo para que se avance para a há muito necessária interdição de circulação de veículos motorizados sobre a calçada.
Trata-se de um elemento patrimonial de grande importância da nossa Serra, tanto em termos históricos como simbólicos, já que se trata de uma ponte entre Norte e Sul utilizada há cerca de 2.000 anos. Associados a esta calçada estão outros elementos patrimoniais como as lagariças escavadas na rocha e, recordamos, foi aqui que em 2018 descobrimos um altar romano.

sexta-feira, julho 26, 2019

A LENDA DO GARGANA

De entre todas as lendas que se contam ao redor da Serra da Gardunha, há uma que se destaca pelos seus contornos tenebrosos. Trata-se da lenda do “Gargana” e tem como palco o Convento de Santo António (ou de Nossa Senhora do Seixo) junto ao Fundão.
Reza a história que o Gargana era um serviçal que vivia junto ao convento e que dava guarida a quem viajava pela serra e por ali chegava em busca de abrigo quando os monges já tinham fechado os portões com o cair da noite.
Da sua casa, vigiava atentamente a rua procurando ver ou ouvir os infelizes e tanto lhes abria a porta como, se necessário, caso o cansaço já não lhes permitisse sequer dar mais alguns passos, ele próprio os ia buscar, carregando-os para dentro de casa. Inclusive, se os lobos vinham e perseguição dos viajantes cansados e se faziam ouvir uivando na noite, o Gargana saía de imediato de sua casa soprando numa “buzina” repetidas vezes, fazendo ecoar o seu som pelos vales. Este som e o ladrar dos cães que se manifestavam alarmados eram suficientes para demover as alcateias mais ousadas.
Esta actividade caridosa durava havia já vários anos e merecia os maiores elogios de todos os que o conheciam, especialmente dos monges, que viam no piedoso anfitrião a personificação das melhores virtudes da caridade e altruísmo.
Contudo, a realidade era bem diferente e, uma vez fechada a porta nas suas costas, o destino dos hóspedes estava traçado. O Gargana alimentava-os e dava-lhes cama, esperando em seguida que o cansaço levasse a melhor e que adormecessem. Abeirava-se então deles, com uma mão tapava-lhes a boca e, com a outra, empunhava a faca que trazia consigo, cravando-a no coração das vítimas que partiam num último suspiro de terror. Escondia depois os corpos numa cisterna que tinha na cave e apropriava-se avidamente dos pertences das vítimas, afinal o móbil dos crimes.
No dia seguinte, lá entrava o Gargana em postura de reverência na igreja do convento para assistir à primeira missa e comungar como o bom fiel que todos julgavam ser.
Isto continuou durante muitos anos até que, um dia, o Gargana não apareceu na missa, deixando alarmados os monges. Estes foram à sua procura, encontrando-o morto com expressão de grande sofrimento e rodeado de muitas moedas de ouro e prata sujas de sangue. Em vão os religiosos tentaram apanhar as moedas, mas estas simplesmente se desvaneciam para não serem tocadas. Interpretando o prodígio como um sinal divino da efemeridade das riquezas mundanas e um sinal da humildade em que o seu irmão vivera, decidiram que este deveria ser enterrado no claustro do convento, junto dos mais virtuosos irmãos defuntos. Assim fizeram e aos poucos a vida no convento regressou ao normal.
Ora, numa certa noite tempestuosa de Inverno, o barulho do vento não foi suficiente para abafar o som de três fortes pancadas no portão da cerca do convento. Acordados, os religiosos foram ver quem lhes batia à porta e depararam-se com três anjos, envoltos numa aura de luz intensa, que pediram para ser conduzidos à campa do Gargana. Chegados ali, abriram o túmulo e erguendo o morto bateram-lhe nas costas para o fazer cuspir todas as hóstias que comera em vida.
Com um estrondo que fez estremecer o claustro, o Gargana foi novamente deixado no seu túmulo e os anjos desapareceram, dando outra vez lugar à noite. Terminava assim a história negra deste falso fiel cujo nome “Gargana” significa ladrão na gíria popular de alguns recantos da Cova da Beira.

David Caetano, Jornal do Fundão
03/07/2019 

domingo, fevereiro 24, 2019

Gravuras rupestres descobertas na Serra da Gardunha

 
Um conjunto de rochas com gravuras rupestres foi descoberto na Serra da Gardunha, Fundão, e a primeira análise indica que serão do período entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, disse esta quinta-feira à agência Lusa o arqueólogo Martinho Batista, antigo diretor do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
Das imagens que visualizei, concluo claramente que são motivos pré-históricos. Uma dessas rochas tem arte rupestre do tipo esquemático simbólico, ou seja, são círculos concêntricos, aquilo que nós chamamos de ‘arte atlântica'”, disse Martinho Batista
António Martinho Batista ainda não esteve no local (prevê fazê-lo em março ou abril), mas as imagens que um habitante do Fundão lhe fez chegar na sequência desta descoberta não lhe suscitam dúvidas quanto ao facto de que as gravuras em causa são “pré-história recente” e que merecem um estudo mais aprofundado. “Merecem ser estudadas, valorizadas e defendidas”, afirmou.
António Martinho Batista acredita que estas gravuras estarão “entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, pelo que poderão ter entre três a quatro mil anos”.
O Jornal do Fundão revela na edição desta quinta-feira que as gravuras foram descobertas recentemente por um sapador florestal da Pinus Verde, Francisco Martins, que efetuava trabalhos de desmatação nas proximidades da Casa do Guarda, em Alcongosta, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco.
A singularidade dos desenhos chamou a atenção de Francisco Martins, que partilhou a descoberta com dois fundanenses que têm interesse nesta área — Diamantino Gonçalves e David Caetano — e que foram ao local e documentaram o achado fotograficamente, tendo pedido depois uma análise ao arqueólogo António Martinho Batista.
Contactado pela Lusa, Diamantino Gonçalves sublinha ainda que este achado é muito importante e que poderá ser apenas a primeira de outras descobertas, uma vez que estas gravuras raramente estão isoladas.

 In Jornal Observador

segunda-feira, dezembro 31, 2018

ALDEIA DE MONSANTO EM DESTAQUE NA IMPRENSA INTERNACIONAL

 
18 DAS MAIS BELAS ALDEIAS DE SONHO
O ano de 2018 termina com novo reconhecimento internacional para Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova. Desta vez, é o jornal Epoch Times, com sede em Nova Iorque, a incluir a povoação portuguesa na lista das 18 Aldeias de Sonho do Mundo.

domingo, junho 03, 2018

PORTAS DE RÓDÃO EM SELO

Mais uma vez o distrito de Castelo Branco foi tema de um selo, desta vez inserida na emissão O Rio Tejo. As Portas de Ródão são o tema principal no selo de 050cts, juntamente com uma gravura rupestre, uma espiral de cronologia pós-paleolítica do vale do Ocreza. a tiragem deste selo foi de 125.000 exemplares.

sexta-feira, dezembro 08, 2017

POSTAL MÁXIMO CIDADES CRIATIVAS DA UNESCO - IDANHA-A-NOVA


Os CTT homenagearam Idanha-a-Nova e Óbidos numa emissão filatélica lançada no dia 19 de outubro, a propósito da rede de Cidades Criativas da UNESCO. Ambas as localidades receberam este reconhecimento, em virtude da promoção de iniciativas de caráter musical e literário, respetivamente, que protagonizam. Ambas têm em comum uma enorme história e tradição mas também o facto de terem sabido reinventar-se ao longo do tempo.
Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, foi reconhecida pela UNESCO por apostar em novas infraestruturas e promover ativamente a investigação das suas tradições. Esta localidade promove ao longo do ano uma grande quantidade de eventos musicais.
Estas classificações da UNESCO são um reconhecimento e um estímulo que pretendem reforçar a estratégia de desenvolvimento destas áreas, estimular a criação de riqueza e emprego e contribuir para a fixação e captação de pessoas nestas localidades.
Com esta emissão, os CTT prosseguem os objetivos de divulgação da riqueza da herança cultural, social e arquitetónica portuguesa, fixando-a em selos. Os CTT têm por desígnio tornar objeto das suas emissões filatélicas motivos de elevado interesse nacional e internacional ou comemorar factos, como é o caso da efeméride da distinção destas duas cidades como Cidades Criativas da UNESCO.
Esta emissão é composta por dois selos, ambos com o valor facial de 0,85€ e uma tiragem de 105 000 exemplares cada. O design esteve a cargo de Vasco Martins. Os selos têm um formato de 40 X 30,6 mm.

sábado, novembro 04, 2017

BRASÃO DE ARMAS DE VILA VELHA DE RODÃO


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República, III Série de 04/11/1985

Armas - Escudo de prata, cinco torres de vermelho, lavradas de negro e postas em cruz. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres a negro : " VILA VELHA DE RODÃO".


BRASÃO DE ARMAS DE VILA DE REI


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 02/05/1939

Armas - Escudo de prata com uma quina antiga de Portugal, acompanhada por uma cruz da Ordem do Templo e por uma cruz da Ordem de Cristo.  Em chefe de vermelho, uma rama de ouro em faixa. Em contra-chefe, três faixas ondadas de azul. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas : " VILA DE REI ".

BRASÃO DE ARMAS DA VILA DA SERTÃ


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 23/01/1936

Armas - Escudo de vermelho com uma torre torreada de prata, aberta e iluminada de negro. Em chefe, de ouro, uma sertã de negro, acompanhada por duas cruzes de vermelho, uma do Templo e outra de Malta. Em contra-chefe, dois rios, de prata e de azul, que se ligam ao centro e seguem para o pé do escudo.  Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda de negro : " VILA DA SERTÃ " e " SARTAGO STERNIT SARTAGINE HOSTES ".