A candidatura do Tejo Internacional a Reserva da Biosfera da UNESCO
foi aprovada, uma classificação que vem reconhecer a qualidade da
biodiversidade neste território e valorizá-lo como destino turístico em
todo o mundo.
O Município de Idanha-a-Nova congratula-se com esta aprovação da candidatura em comunicado enviado à nossa redacção.
Idanha-a-Nova, enquanto concelho com maior área territorial abrangida
pelos limites do Tejo Internacional, recebe com especial orgulho e
satisfação a notícia da atribuição do “selo” da UNESCO a este território
transfronteiriço.
De referir que a candidatura foi elaborada pelos Estados português e
espanhol, pelo que essas entidades têm, a partir de agora,
responsabilidades acrescidas em matéria de Tejo Internacional.
A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova “continuará a colaborar na
valorização do território, na convicção de que este novo estatuto poderá
estimular a cooperação entre os municípios abrangidos do lado português
e espanhol”, refere o comunicado.
A Reserva da Biosfera do Tejo/Tajo Internacional é a terceira
classificação da UNESCO no concelho de Idanha-a-Nova, a somar ao
território do Geopark Naturtejo e ao título de Cidade Criativa da
Música.
Ministro do Ambiente acredita que projecto poderá estar no terreno dentro de três a cinco anos. O Governo está a preparar um plano
para reintroduzir o lince ibérico na Serra da Malcata, o que poderá
acontecer dentro de três a cinco anos, afirmou nesta quinta-feira o
ministro do Ambiente.
"Vamos em Maio, quando abrem as
próximas candidaturas do POSEUR [programa operacional sustentabilidade e
eficiência no uso de recurso] no domínio da conservação da natureza,
apresentar uma candidatura para reintroduzir o lince na Serra da
Malcata", disse à agência Lusa João Matos Fernandes.
"A
expectativa de sucesso que temos é de em três, quatro, cinco anos
podermos ter condições para que o lince possa voltar à Serra da
Malcata", referiu.
Para cumprir este objectivo, "é fundamental que
também o Estado cumpra a sua função" com a instalação de alguns
cercados com coelho bravo e pequenas mudanças, como "fazer alguns
pequenos prados, com mosaicos na paisagem que tenham zonas de refúgio,
tanto para o lince como para as presas, em comum e em associação com a
gestão daquele espaço como uma zona de caça", explicou o ministro.
"Acredito
que, no final deste ano, já estaremos em condições de poder iniciar no
terreno as intervenções que conduzirão a que, num prazo que infelizmente
nunca será muito curto, volte a haver lince na Serra da Malcata",
realçou o governante.
A existência de alimento, ou seja, coelhos bravos, é fundamental para a decisão de libertar os linces.
A
densidade de coelhos bravos por hectare recenseada na Serra da Malcata
era de 0,29 quando o programa LIFE, que tem financiado a reintrodução do
lince na Península Ibérica, diz que tem de haver um mínimo de dois
coelhos bravos por hectare, lembrou João Matos Fernandes.
Assim, concluiu, "não há quaisquer condições para hoje poder reintroduzir o lince na Serra da Malcata".
O
lince tem sido introduzido em Portugal com sucesso, ainda que seja uma
experiência recente, no Vale do Guadiana, onde há densidade "da ordem
dos 3,5 coelhos bravos por hectare, tudo isto em zonas de caça
ordenada", frisou ainda.
Desde 2005, existe um plano de
ordenamento territorial na Serra da Malcata que "claramente aponta a
caça como uma actividade económica importante também para a melhoria do
habitat", nomeadamente pela introdução de espécies autóctones, como
coelhos bravos, o alimento do lince.
Assim, "pareceu-nos
importante, seguindo o conselho técnico do ICNF [Instituto da
Conservação da Natureza e Florestas], permitir a caça ordenada naquela
parcela da Serra da Malcata", explicou o ministro, mas alertou que, para
haver caça na área, o Governo tem de aprovar um plano e "a única
espécie que está previsto poder caçar-se, na melhor das hipóteses daqui a
um ano e meio, é o javali".
João Matos Fernandes insistiu que
"não há quaisquer condições na Serra da Malcata, por exemplo, para caçar
coelhos ou perdizes [que] têm um número reduzido e é completamente
proibida".
O Ministério só vai aceitar uma caça de espera ou acompanhada por um profissional que trabalhe na reserva de caça, garantiu.
A
revogação da portaria que interditava a caça da Serra da Malcata, que o
Ministério esclareceu ter sido só na zona sul, deu origem a várias
críticas dos ambientalistas, assim como de alguns partidos, como o PAN,
os Verdes ou o Bloco de Esquerda.
O presidente do Conselho de Administração (CA) da EP/REFER, António
Ramalho, anunciou, na quinta-feira, dia 19 de Fevereiro, que vão ser
retomados os trabalhos de modernização da Linha da Beira Baixa, no troço
entre a Covilhã e a Guarda, no âmbito do plano de investimento a
realizar até 2019. O anúncio foi feito durante a inauguração das
instalações conjuntas dos serviços distritais daquelas empresas, na
Estação Ferroviária da Guarda.
António Ramalho referiu naquela data
que a EP/REFER iria abrir o concurso público para intervenção na ponte
de Corges, na Covilhã, que custará 2,5 milhões de euros. O responsável
lembrou que a obra de modernização da Linha da Beira Baixa, no troço
Guarda-Covilhã, tem um orçamento global previsto de 80 milhões de euros e
faz parte das prioridades A do Plano Estratégico de Transportes e
Infra-estruturas (PETI) do Governo para 2015-2019. Em relação ao início
das obras, disse que não antecipava datas, alegando que decorrerão
“daquilo que será o resultado final do concurso” e do plano de trabalhos
da obra. “Quando tivermos todo o planeamento da obra” será anunciado,
garantiu. A intervenção global contempla a renovação integral da via no
troço Covilhã - Guarda, a concordância da Linha da Beira Baixa com a
Linha da Beira Alta e a electrificação e a instalação dos sistemas de
sinalização electrónica, telecomunicações e controlo de velocidade.
O
presidente do CA da EP/REFER reconheceu na ocasião a importância da
reabilitação e modernização do troço da linha Guarda - Covilhã, porque
integra “uma parte fundamental da rede” ferroviária nacional. Por outro
lado, observou que, devido à intervenção que irá ser feita na Linha da
Beira Alta, a utilização da Linha da Beira Baixa pode ser um benefício
para “uma maior eficácia na Linha que está sob intervenção”. “Para nós, o
planeamento conjugado da Beira Alta com a Beira Baixa faz todo o
sentido e estamos a trabalhá-lo nesse sentido, tanto mais que cerca de
60% do movimento de mercadorias vem da zona baixa, vem do
Entroncamento”, disse.
Sobre este assunto, o presidente da Câmara
Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, reagiu com satisfação dizendo que a
obra “vai ser feita”. “Se é corrigido o erro de 2009 (quando a Linha da
Beira Baixa fechou) ou não, pouco importa, importa é o futuro: a ligação
Guarda-Covilhã”, declarou, acrescentando que o lançamento do concurso
para a ponte de Corges “torna ainda mais irreversível, se é que já não
era, essa magnífica obra”. Álvaro Amaro salientou ainda que as obras
naquele troço ferroviário “começam, afinal de contas, em 2015”, pois o
investimento de 2,5 milhões de euros “numa das primeiras pontes tornará
ainda mais irreversível” o processo.