domingo, agosto 22, 2010

22 DE AGOSTO DE 1810 - COMBATE DO LADOEIRO

No dia 22 de Agosto de 1810, um esquadrão inglês do 13º Regimento de Dragões Ligeiros e um esquadrão português do Regimento de Cavalaria nº 4, sob o comando do Capitão William White, em missão de patrulha próximo do Ladoeiro, encontraram uma patrulha francesa a efectuar reconhecimento à zona, composta por sessenta cavaleiros. De imediato as tropas luso-britânicas se preparam para o combate, mas os franceses retiram, são perseguidos a galope durante cerca de seis milhas, até que os franceses passam uma linha de água (cujo nome é desconhecido, pois ajudaria a localizar com exactidão o local do combate), e mais à frente, colocam-se em formação para o combate. As tropas luso-britânicas passam também essa linha de água, formam com frente de três e carregam violentamente sobre o inimigo, conseguindo em pouco tempo derrotá-lo e aprisionar dois tenentes, três sargentos, seis cabos, um clarim e cinquenta soldados. Diz o Brigadeiro Fane [1] em comunicação ao Tenente-General Hill acerca do combate do Ladoeiro Julgo-me feliz em poder dizer, que isto se fez sem perder um só homem da nossa parte. Seis do inimigo ficaram feridos. Vários cavalos ficaram feridos com golpes de sabre e todos os cavalos franceses foram capturados.

Neste combate destacaram-se pela sua valentia, reconhecida até pelos prisioneiros franceses, para além do Capitão White, o Major Charles Albert Vigoureux, do 38º Regimento de Infantaria inglês, que se encontrava na zona para obtenção de informações que ao avistar os franceses solicitou ao Capitão White um cavalo para participar na carga, uma vez que realizava a sua missão apeado, tendo sido ele quem aceitou a rendição do comandante francês. Destacou-se, também, pela sua coragem o Tenente Turner do 13º Regimento de Dragões Ligeiros. Quanto ao comandante do esquadrão português, o Alferes Pedro Raymundo de Oliveira fizera o seu dever extremamente bem, e mostrara muito valor. Pela distinta conduta neste combate, o Alferes Oliveira foi promovido, por distinção, ao posto de Tenente, por ordem do Marechal Beresford.

Ao serem avistados os franceses o Capitão White tinha solicitado, por estafeta, ajuda ao seu regimento estacionado nos Escalos de Cima, mas quando esse reforços comandados pelo Capitão Macalester, chegaram já o combate tinha terminado há muito tempo e retirando-se nessa mesma tarde, para o bivaque nos Escalos de Cima.

Quanto aos prisioneiros franceses, estes foram tratados com grande humanidade e mais tarde transferidos para Castelo Branco e entregues ao Tenente-General Hill. Mas a confusão que se seguiu após o combate permitiu que o capitão francês, que também fora aprisionado, e alguns soldados fugissem, acabando no entanto por ser mortos. Segundo William Harre [2], os fugitivos acabaram por ser mortos pela população, concretizando desta forma aquilo que Wellesly tinha escrito numa carta ao irmão, dois dias antes por trás de cada muro de pedra, os franceses encontrarão um inimigo.

O combate do Ladoeiro aparece em muitas fontes portuguesas e inglesas, erradamente designado como Ladoeira, Ladoira ou Ladoera. Curiosamente, aparece mais vezes errada a designação em fontes portuguesas do que inglesas, mas isso não impede que a localização seja feita correctamente, como próximo do Ladoeiro, freguesia do concelho de Idanha-a-Nova.

Os principais comandantes deste combate continuaram durante a Guerra Peninsular a manter uma conduta distinta e, inclusivamente, a sofrer ferimentos em combate, nomeadamente o Capitão White em Salamanca em 1812, e o Tenente Oliveira em Viella, em 1814. Ambos regimentos luso-britânicos mantiveram, igualmente em combate um comportamento exemplar, tendo o 13º Regimento de Dragões Ligeiros participado, entre outros confrontos na Batalha de Waterloo e tendo o Regimento de Cavalaria nº 4, distinguindo-se em muitos outros combates e batalhas, nomeadamente no Buçaco e em Viella, conquistando arduamente a sua divisa Perguntai ao Inimigo Quem Somos, que também ajudou a ser ganha nos campos da Idanha.

Notas

[1] O Brigadeiro Fane, era o comandante da cavalaria da 2ª divisão, à qual pertencia o 13º Regimento de Dragões Ligeiros e o Regimento de Cavalaria nº 4.

[2] William Warre, Major, Ajudante de Campo de Beresford, teve conhecimento do combate através dos relatórios, pois na altura encontrava-se na Lageosa, onde escreveu a carta datada de 29 de Agosto de 1810, onde este combate é mencionado.

terça-feira, agosto 03, 2010

3 DE AGOSTO DE 1810 - COMBATE DE ATALAIA

No dia 3 de Agosto de 1810, uma força constituída por cento e dois homens do Regimento de Cavalaria nº 1, sob o comando do Coronel Cristóvão da Costa de Athayde Teive derrotou na Atalaia com uma valente carga, uma força francesa composta por sessenta homens, deixando mortos e feridos mais de trinta soldados, pondo em fuga o resto, aprisionando depois catorze. Do lado português morreu um soldado, um cavalo e três cavalos feridos. Acerca deste combate pode-se ler na Ordem do Dia do Exército Português: A carga que deu o referido Sr. Coronel contra o inimigo decidiu instantaneamente a acção, e a conquista das tropas que estavam debaixo das suas ordens, mostrou, assim como se tem mostrado em todos os assuntos que tem tido as tropas portuguesas com o inimigo, que ao valor natural e nacional destas só faltava disciplina para lhe assegurar a vitória. O Sr. Marechal (William Beresford, Comandante do Exército Português) roga ao Coronel Cristovão da Costa Athayde Teiva, aos oficiais e soldados que entraram na acção que recebam a sua aprovação e agradecimentos.
Sobre o local onde este combate se deu, a sua localização é desconhecida, nomeadamente perto de qual das Atalaias (do Campo ou Póvoa) ocorreu, uma vez que a documentação somente se refere a ele como Combate da Atalaia e até erradamente por vezes o localiza na Cova da Beira, advindo em minha opinião que este erro se deve à antiga denominação da actual Atalaia do Campo, então designada por Atalaia da Beira. Assim, este Combate terá ocorrido próximo da Atalaia do Campo, no concelho do Fundão, atendendo também que a força portuguesa se movimentava segundo a documentação entre a Lardosa e o Fundão.

domingo, agosto 01, 2010

1 DE AGOSTO DE 1810 - COMBATE DE ALCAFOZES

No dia 1 de Agosto de 1810, uma força de vinte e um homens do Regimento de Cavalaria nº 1, enfrentou uma força francesa que se encontrava em patrulha próximo da aldeia de Alcafozes. Deste combate resultaram do lado português um soldado e um cavalo mortos e o extravio de dois soldados e dois cavalos.
Este combate está romanceado na obra Os Amantes da Lua Negra, da autoria de António Rolo, editado em 2002, pela editora Palimage.

sábado, julho 24, 2010

24 DE JULHO DE 1810 - COMBATE DE SALVATERRA DO EXTREMO

No mesmo dia em que as forças luso-britânicas do General Craufurd são obrigadas a retirar para oeste do rio Côa, na Beira Baixa e nas imediações de Salvaterra do Extremo, os franceses entram em Portugal e são derrotados por uma força constituída por 208 homens dos Regimentos de Cavalaria 5 e 11. Neste combate do lado português morreram cinco soldados e 2 cavalos. Registe-se ainda que na sequência do combate extraviaram-se 4 cavalos. Quanto às baixas do lado francês não há registos.

200 ANOS DO INÍCIO DA 3ª INVASÃO FRANCESA

Ponte sobre o rio Côa nas imediações de Almeida
Em 24 de Julho de 1810, as tropas francesas sob o comando do Marechal Massena, O Filho Querido da Vitória, secundado pelos famosos generais Junot e Ney, entravam de novo em Portugal pela fronteira da Beira Alta e forçam a retirada das tropas luso-britânicas do General Craufurd na Batalha do Côa. Esta nova invasão do território português tinha por objectivo atingir Lisboa e desta forma impedir o acesso inglês a um porto na Europa continental. No território português encontrava-se já um grande contingente de tropas inglesas, comandadas por Arthur Wellesley (posteriormente Duque de Wellington), assim como o Exército Português estava já enquadrado por oficiais ingleses e debaixo do comando de William Beresford.
A região da Beira Baixa que durante a primeira invasão francesa somente assistira à passagem, pilhagens e devastação causada pelas tropas francesas, durante a terceira invasão foi alvo de intensos combates entre as tropas luso-britâncias e francesas, uma vez que aqui se posicionou a 2ª Divisão Britânica, vinda do Alentejo, nomeadamente a infantaria permaneceu na zona das Sarzedas e a cavalaria entre o rio Pônsul e a fronteira espanhola.
Comemorando e avivando a memória dos combates que se travaram na Beira Baixa, quase desconhecidos da população local e até de muitos historiadores militares, pois praticamente da terceira invasão só se fala da queda da Praça de Almeida, da Batalha do Buçaco e das Linhas de Torres, ireri aqui colocar mensagens relativas a esses combates, lembrando no entanto que as fontes disponíveis são escassas, assim como não disponho de tempo para uma investigação pormenorizada.

quarta-feira, junho 23, 2010

FECHO DE ESCOLAS

A 14 de Junho é publicada a Resolução do Conselho de Ministros que determina que “os estabelecimentos públicos do 1.º ciclo do ensino básico devem funcionar com, pelo menos, 21 alunos, devendo desenvolver-se até ao final do ano lectivo de 2010-2011 o processo de encerramento de estabelecimentos que não satisfaçam este requisito”. Fá-lo a pretexto de, contribuir para o combate ao insucesso e abandono escolares.
Mas será que os senhores da 5 de Outubro sabem que esta medida vai aumentar a desertificação do interior?
Será melhor poupar uns tostões e acabar de vez com as aldeias que ainda têm alguma população jovem?
Aqui fica o quadro das escolas condenadas a fechar no distrito de Castelo Branco por essa medida absurda e aniquiladora do interior.

domingo, junho 06, 2010

FESTA DA CEREJA 2010

Alcongosta
10 a 13 de Junho

sábado, maio 15, 2010

PIADA ESTÚPIDA E IMBECIL PARA CRIANÇAS

Uma professora pergunta aos alunos: "Meninos! Que é que dão os carneiros?". Os meninos respondem que os carneiros dão lã. "Muito bem! E a galinha?", continua a professora. "A galinha dá-nos ovos." É então que a professora pergunta: "E a vaca?". A resposta: "A vaca dá-nos trabalhos de casa." A anedota vem num livro da editora Civilização "365 Piadas Novas", indicado para crianças a partir dos sete anos, escreve hoje o Diário de Notícias.
É assim que se começa com um livro infantil a «ensinar» a faltar ao respeito aos professores, por isso não se admirem da indisciplina que hoje vai nas escolas. Perante esta imbecilidade só espero que este livro seja um fracasso comercial e que os seus autores nunca mais voltem a publicar este tipo de piadas (se é que têm alguma?) de mau gosto.

sexta-feira, abril 30, 2010

CÂMARA DO FUNDÃO HOMENAGEIA CUNHA LEAL

No âmbito das Comemorações do Centenário da República, a Câmara Municipal do Fundão vai levar a cabo, no próximo sábado, dia 1 de Maio, pelas 14h30 m, na Freguesia de Alcaide, uma homenagem a Cunha Leal, um dos esquecidos vultos da História do Portugal republicano.
Nascido em Pedrógão de São Pedro, Penamacor, em 1888, Cunha Leal foi ao longo da sua vida pública, militar, deputado, presidentes do conselho de ministros de um dos Governos da Primeira República Portuguesa, Ministro das Finanças e reitor da Universidade de Coimbra. Exilado por várias vezes, foi dos mais notáveis opositores do Estado Novo e da política de António de Oliveira Salazar e um dos primeiros proponentes de uma solução política de autodeterminação para o antigo Império Colonial Português. Faleceu em Lisboa, a 26 de Abril de 1970 e está enterrado no Alcaide, terra da serra da Gardunha que considerava ser a sua “pátria Chica”. O programa, com o apoio da Junta de Freguesia e da Liga dos Amigos do Alcaide, inicia-se com os ‘Sons da República, pela Banda Filarmónica de Peroviseu. No salão da Junta apresentar-se-á o filme “Cunha Leal-Um Rebelde com causa”, realizado por Alexandre Leonardo. Segue-se o colóquio “Cunha Leal: vida e obra”, com a participação de Albano Mendes de Matos, Fernando Paulouro, Carlos Vale, Manuel João Vieira e do grande especialista académico do político Luís Farinha que abordaram diversas facetas, moderados por Pedro Salvado.
O evento é presidido por Manuel Frexes, Presidente da Câmara do Fundão, por António Pedro Pita, Delegado Regional da Cultura do centro e pela Governadora Civil de Castelo Branco, Alzira Serrasqueiro. Na antiga casa do estadista, entretanto já recuperada pela autarquia, Paulo Fernandes, Vice-Presidente da Câmara do Fundão, apresentará o projecto “O Muro da Palavra”, futuro espaço dedicado à oratória de Cunha Leal e o percurso pedestre, entre o Alcaide e o Pedrógão, “Os berços da vida de Cunha Leal”. Depois da inauguração de uma exposição bio-bibliográfica, segue-se a deposição de uma coroa de flores na sua sepultura e a leitura “Horizontes e pedras da ‘Pátria Chica”com textos sobre a Alcaide e a Gardunha de sua autoria.
Os organizadores pretendem contribuir para a afirmação da memória política, cívica e cultural de uma das individualidades mais fascinantes e originais da historia da República, em processo de esquecimento regional e nacional, o combatente pela Democracia e pela Liberdade, o anti-salazarista, Francisco Cunha Leal.

Texo retirado do sítio da Câmara Municipal do Fundão

sexta-feira, abril 16, 2010

100 ANOS DO MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

17/04/1910 - 17/04/2010
100 anos de vida ao serviço da cultura em Castelo Branco e na Beira Baixa.

sexta-feira, abril 02, 2010

sexta-feira, março 19, 2010

ADUFE nº 16

Acabou de sair mais um número da ADUFE, Revista Cultural de Idanha-a-Nova. Continua a qualidade de sempre, a vontade de ler tudo de uma só vez e o desejo de que o próximo número não demore a sair.

sábado, fevereiro 20, 2010

SALVEM A PONTE DO CORGE

A REFER decidiu substituir a centenária ponte metálica com pilares de pedra sobre o Corge, no concelho da Covilhã, por uma estrutura em betão, dentro do programa de modernização da Linha da Beira Baixa, esquecendo que esta ponte faz parte da paisagem e do património da região. Perante esta situação, ao parece já irreversível, temos de questionar a REFER sobre o seguinte:
- Será que a REFER não podia recuperar esta ponte e modernizá-la?
- Não é possível construir, caso seja mesmo necessário, outra ponte mais a norte?
Esta ponte ferroviária que se insere no conjunto de pontes metálicas do troço Covilhã-Guarda da Linha da Beira Baixa, datadas dos finais do século XIX, nunca deveria ir abaixo, por isso apelo à sua manutenção e preservação.

*Foto retirada do blogue Carpinteira.

sábado, fevereiro 06, 2010

FINALMENTE UM GRANDE GRÁFICO SOBRE A SERRA DA ESTRELA

O jornal EXPRESSO na sua página online disponibiliza um excelente gráfico sobre a Serra da Estrela. Oxalá um dia a entidade responsável pelo turismo da Serra da Estrela faça um parecido ou melhor, pois aquilo que existe é paupérrimo. O endereço é o seguinte do gráfico é o seguinte:

sexta-feira, janeiro 22, 2010

EPÍGRAFE JUDAICA REGRESSA A BELMONTE

Form cinco anos de avanços e recuos, de pedidos e recusas, de vontade e desapontamento. Quando, em 2005, a Câmara de Belmonte reclamou a propriedade de uma das mais importantes peças da história judaica da vila, todos estavam longe de imaginar que fosse tão difícil recuperá-la. Estamos a falar de uma epígrafe votiva, datada de 1297, que no início do século XX foi levada para o Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco. Depois de muita pressão, num processo que teve também o contributo do Jornal do Fundão (com uma reportagem em Novembro de 2008), o Ministério da Cultura decidiu finalmente ceder e deliberar que a pedra regresse à sua origem, a Belmonte.

O comunicado da tutela chegou há poucos dias, assinado pelo secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, onde se informa que “serão estabelecidos contactos com o Museu de Francisco Tavares Proença Júnior no sentido de a referida peça ser depositada no Museu Judaico de Belmonte”. O contrato de cedência é de cinco anos, renovado automaticamente, o que significa que a epígrafe nunca mais sairá do seu local de origem. No mesmo documento, o Ministério da Cultura sublinha que a peça regressará a Belmonte apenas no início de 2011, porque no segundo semestre deste ano fará parte da exposição comemorativa do centenário do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior.

Como é natural, esta decisão deixou satisfeito o presidente da Câmara de Belmonte, que, no entanto, não deixa de criticar a forma como o processo foi conduzido. “Isto prova que as coisas só se resolvem quando fazemos algum barulho e quando a comunicação social se envolve. Tudo devia ser ao contrário. Todo o espólio de um concelho devia ser devolvido de forma automática assim que esse concelho tivesse condições para o tratar e valorizar”, defende Amândio Melo, acrescentando que em relação à Torre de Centum Cellas a situação também não tem sido bem gerida: “Nós pedimos uma relação do inventário de todas as peças retiradas das escavações arqueológicas feitas no local, mas nunca a enviaram. Recentemente recebemos algumas peças para um exposição no castelo, mas não sabemos se há mais e quais são.”

É exactamente para evitar estas situações que a autarquia belmontense decidiu criar o Centro de Estudos da Casa da Torre em Caria. “A obra está quase concluída. Será um espaço com capacidade para estudar e classificar o espólio arqueológico não só de Belmonte, como também de outros concelhos que necessitem. Já não será necessário levar as peças para outros sítios”, sublinha Amândio Melo.

In Jornal do Fundão, 21/01/2010

sábado, janeiro 16, 2010

EXPOSIÇÃO SOBRE A REAL FÁBRICA DE PANOS

Está patente no Arquivo Municipal da Covilhã até ao dia 29, uma exposição documental sobre a Real Fábrica de Panos. A Real Fábrica de Panos da Covilhã, situava-se no actual Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior (UBI), construío no século XVIII. Expandiu-se para o Fundão em 1770 e também para a cidade de Portalegre, tendo posteriormente passado a designar-se Sociedade das Reais Fábricas da Covilhã, Fundão e Portalegre. No Arquivo Municipal da Covilhã encontram-se depositados vários documentos pertencentes às fábricas da Covilhã e Portalegre, havendo contudo documentação comum às diversas unidades industriais. A exposição revela a correspondência recebida e expedida, a contabilidade, a lista de devedores, o controle de produtividade, os custos de produção, o aprovisionamento, a redução de panos para fardamento, entre muitos outros documentos.

domingo, janeiro 10, 2010

quarta-feira, dezembro 23, 2009

FELIZ NATAL

O Extremo de Portugal deseja a todos um
Feliz Natal e um Próspero Ano Novo

sábado, dezembro 05, 2009

Missão Sorriso 2009 no projecto do Hospital Pêro da Covilhã

http://www.lpfp.pt/PublishingImages/Destaque%20principal/Logo%20Miss%C3%A3o%20Sorriso.jpg
Vamos todos ajudar na votação da Missão Sorriso 2009 no projecto do Hospital Pêro da Covilhã.
Para tal basta efectuar o respectivo voto na página:
Divulguem entre os vossos contactos!

sexta-feira, outubro 30, 2009

O DESPOVOAMENTO DO INTERIOR

Segundo o Jornal do Fundão desta semana, a Beira Interior continua a perder população. Há concelhos do distrito de Castelo Branco que entre 1991 e 2008 perderam um terço da sua população. Os números desta triste realidade são os seguintes: Sertã 13,9 por cento, Vila de Rei 16,5 por cento, Proença-a-Nova 20,2 por cento, Idanha-a-Nova, 25,2 por cento, Oleiros 26,2 por cento, Vila Velha de Ródão 30,1 por cento e Penamacor 30,6 por cento. As cidades do distrito também não escapam a esta tendência, embora menos acentuada. Castelo Branco, Covilhã e Fundão perderam população em índices que chegam aos 3,5 por cento. O concelho de Castelo Branco é o que perde menos. Neste período o decréscimo foi de 0,6 por cento. O Fundão registou uma perda de 2,5 por cento e a Covilhã de 3,5 por cento. Belmonte é o único concelho do distrito que viu a sua população aumentar em 4,3%.
É altura de os políticos deste país começarem a travar a descida da população. Comecem a aplicar as tão faladas e nunca aplicadas medidas discriminatórias positivas para o interior ou então se continuarem sem nada fazer, como diz o título do artigo do Jornal do Fundão o último a sair feche a porta por favor...

sábado, outubro 24, 2009

1940 - FRANCO QUIS INVADIR PORTUGAL

Em 1940, o Alto Estado-Maior espanhol elaborou, a pedido de Franco, um plano de ataque a Portugal, com a ocupação de Lisboa e a tomada de toda a costa nacional. O documento foi descoberto pelo historiador espanhol Manuel Ros Agudo, que estará em Lisboa, na terça-feira, para dar uma palestra sobre o tema.

O plano não permitia qualquer falha. Tudo começaria com um ultimato (impossível de cumprir) e um prazo limite de 24 horas ou 48 horas, findas as quais teria início a invasão de Portugal.

A operação incluía intervenções por terra, ar e mar e as primeiras incursões terrestres, realizadas por um contingente de 250 mil combatentes espanhóis, avançariam em direcção a Ciudad-Rodrigo, Guarda, Celorico da Beira, Coimbra, Lisboa, Elvas, Évora e Setúbal - a ocupação da capital e a divisão do país em três parcelas constituíam os passos fundamentais para a conquista de Portugal. Ao longo de quase 70 anos, o Plano de Campanha nº 1 (34), o grande projecto de Franco para invadir Portugal, delineado em plena II Guerra Mundial (1940), esteve "adormecido" nos arquivos da Fundação Francisco Franco. Os rumores da tentação franquista de conquistar Portugal há muito que circulam no meio historiográfico - até porque uma das grandes orientações da política externa de António de Oliveira Salazar, durante o conflito mundial, consistia na independência nacional face à ameaça da anexação espanhola. Mas só recentemente foi possível confirmar que os temores de Salazar tinham justificação.

Em 2005, o historiador espanhol Manuel Ros Agudo foi o primeiro investigador a aceder às cem páginas que compõem o plano de ataque contra Portugal, elaborado pela 1ª secção do Alto Estado-Maior (AEM) espanhol no segundo semestre de 1940. O ineditismo da descoberta levou o investigador, de 47 anos, a dedicar-lhe um capítulo na sua obra A Grande Tentação - Franco, o Império Colonial e o projecto de intervenção espanhola na Segunda Guerra Mundial, recém-editada em Portugal pela Casa das Letras. Na próxima terça-feira, Ros Agudo é um dos oradores da conferênciaA Península Ibérica na II Guerra Mundial - Os planos de invasão e defesa de Portugal, a realizar no Instituto de Defesa Nacional, a partir das 14h30, numa iniciativa conjunta com o Instituto de História Contemporânea.

Devastador e célere

O projecto de invadir Portugal não configurava uma "acção isolada", como se pode ler numa das alíneas dos documentos analisados por Ros Agudo. Tratava-se de uma operação preventiva, no âmbito da ambição franquista de declarar guerra à Inglaterra. Numa altura em que França já caíra sob o domínio da Alemanha nazi, Espanha, então com o estatuto de país não-beligerante, acalentava o sonho de um império norte-africano. Nem Hitler nem Mussolini podiam, em 1940, garantir a Franco a concretização deste desejo. Mas isso não fez esmorecer as ideias expansionistas e bélicas do "Caudilho".

A guerra contra a Inglaterra teria início com a tomada de Gibraltar. Porém, os estrategas do AEM prenunciavam que a primeira resposta britânica a este ataque fosse "um desembarque em Portugal com a ideia de montar uma cabeça-de-ponte para a invasão da península". Por isso, no plano ofensivo, determinava-se o emprego dos "meios necessários para bater o Exército português e o seu Aliado; ocupação do país e defesa das suas costas".

Tudo isto seria realizado sem o conhecimento prévio de Hitler e Mussolini. Porque Franco "queria manter o carácter secreto das operações, ter liberdade de manobra e também por questões de orgulho", explicou Ros Agudo ao P2. Contudo, após iniciados os ataques a Gibraltar e a Portugal, Espanha previa o apoio da aviação alemã, "nomeadamente com o reforço de bombardeiros e caças". A participação da aviação espanhola estava também definida no plano de ataque (com as missões de "destruir a aviação inimiga e as suas bases" e de "atacar os núcleos de comunicação, especialmente nas direcções da invasão, e os transportes de tropas"). Mas Espanha receava que o vasto contingente de homens em terra se confrontasse com a superioridade luso-britânica no ar. Neste âmbito, o reforço alemão seria indispensável. Assim como se afigurava prioritário um ataque terrestre devastador e célere.

Para a Marinha, o AEM planeara um conjunto de acções de defesa ("exercer acções com os submarinos sobre as comunicações inimigas", "proteger as comunicações com o Protectorado de Marrocos e Baleares"; "efectuar acções de minagem nos próprios portos") que pressupunham uma reacção rápida da Marinha britânica.

E Salazar?

Em Dezembro de 1940, quando Franco escreveu, assessorado pelo AEM, que decidira atacar Portugal - "Decidi [...] preparar a invasão de Portugal, com o objectivo de ocupar Lisboa e o resto da costa portuguesa" -, o Tratado de Amizade e Não Agressão, firmado pelos dois países em Março de 1939, não passava de um documento sem importância para o "Caudilho". Mas foi a partir desse acordo que os franquistas intensificaram as pressões diplomáticas para Portugal deixar de respeitar os compromissos da aliança luso-britânica: fizeram-no através de Nicolau Franco, irmão do ditador espanhol e embaixador em Lisboa; e também "aconselharam" o então embaixador português em Madrid, Pedro Teotónio Pereira.

Perante os planos de anexação, Espanha não desprezava apenas o pacto de não agressão, mas também a intervenção activa e material do Governo de Salazar no apoio aos franquistas durante a Guerra Civil de Espanha - três a cinco mil "viriatos" combateram nas fileiras das milícias da Falange, do Exército e da Legião espanhola, muitos deles recrutados através de anúncios nos jornais pagos pelo Estado; a rádio emitia propaganda franquista; e Salazar promoveu a mobilização anticomunista (recolhendo benefícios para a sustentação do Estado Novo).

Atentando no rigor e na determinação plasmadas no Plano de Campanha nº 1 (34), urge questionar qual o destino que reservava Franco para o ditador português, na eventualidade de a ocupação ter avançado.

A documentação descoberta por Ros Agudo cinge-se aos aspectos puramente militares e não contempla a "sorte pessoal" do presidente do Conselho. Mas o historiador, professor de História Contemporânea na Universidade San Pablo, em Madrid, avançou ao P2 duas hipóteses: "O destino de Salazar e do seu Governo, no caso de Portugal não conseguir resistir à invasão, seria estabelecerem-se nas colónias (Angola ou Moçambique); ou podiam exilar o Governo em Londres, como aconteceu com alguns países europeus ocupados pelo Eixo".

Palavras encomendadas

Quanto ao futuro de Portugal, não há qualquer referência nos documentos, ficando sem resposta a pergunta sobre se a ocupação seria ou não temporária. No entanto, Ros Agudo cita no seu livro as "inquietantes" palavras de Serrano Suñer, ministro dos Assuntos Exteriores espanhol, ao seu homólogo alemão, Joachim von Ribbentrop, datadas de Setembro de 1940: "(...) ninguém pode deixar de se dar conta, ao olhar para o mapa da Europa, que, geograficamente falando, Portugal na realidade não tinha o direito de existir. Tinha apenas uma justificação moral e política para a sua independência pelo facto dos seus quase 800 anos de existência".

Ros Agudo acredita que estas palavras, proferidas em Berlim, foram "encomendadas" a Suñer por Franco, com a intenção de averiguar "a reacção de Hitler perante a ideia de um Portugal integrado num futuro grande Estado ibérico". Mas "o Führer não quis fazer qualquer compromisso sobre este assunto", nota o historiador.

Apesar das declarações de Serrano Suñer, Manuel Ros Agudo não crê que Franco pretendesse "uma integração pura e dura num Estado ibérico" Porque isso arrastaria "muitos problemas". "É possível que, sob uma Nova Ordem europeia, na eventualidade da vitória fascista e da derrota da Grã-Bretanha, Franco tivesse permitido a existência de um Portugal marioneta, fascista e inofensivo", diz. E, continuando num exercício de História virtual, acrescenta: "Se a Rússia tivesse sido eliminada por Hitler, o grande confronto, ou a Guerra Fria dos anos 50 e décadas porteriores, teria acontecido entre os EUA, por um lado, o grande bloco euro-africano fascista, pelo outro, assumindo este último um papel semelhante ao bloco soviético que conhecemos. Tanto Espanha como Portugal teria feito parte desse bloco constituído pelas potências do Eixo".

Nos últimos meses de 1940, o Plano de Campanha nº 1 (34) esteve prestes a ser realizado. Franco ordenara a prontidão militar para o ataque. Mas o que lhe sobrava em meios operacionais faltava-lhe em condições políticas, nomeadamente a garantia dos apoios alemão e italiano e a concretização das ideias imperialistas. "Os requisitos políticos para dar esse passo - as garantias de obtenção de um império em África - acabaram por não ser dados", explica Ros Agudo.

O plano foi então depositado em arquivo e tornado inacessível durante quase sete décadas.

In Público, P2.

Considero este plano de invasão de Portugal como muito fraco, não tem nada de inovador sobre anteriores invasões espanholas do território português, os caminhos de invasão são os tradicionais, a única inovação são obviamente a utilização da força aérea, das forças blindadas e dos submarinos para o bloqueio. Interessante seria saber qual o futuro de Portugal, caso a invasão espanhola tivesse sucesso. Desapareceria como Estado independente? A respostas a essa questão não consta deste documento que trata unicamente dos planos militares de invasão. Será que noutros arquivos espanhóis não haverá documentos que respondam a essa e outras questões, sobre os planos espanhóis para depois ocupação militar?

sexta-feira, outubro 02, 2009

MUSEU ARQUEOLÓGICO DO FUNDÃO CANDIDATO A MELHOR MUSEU EUROPEU 2010

O Museu Municipal Arquelógico José Alves Monteiro, do Fundão é candidato ao Prémio Museu do Ano 2010 - EMYA. Os Prémios EMYA destacam os museus que contribuem para o desenvolvimento cultural na sua área e para o diálogo europeu, ao atribuir três prémios: EMYA- o Prémio do Museu do Ano, o Prémio do Museu do Ano do Conselho da Europa e o Prémio Micheletti (melhor Museu Industrial). Este ano, os outros candidatos portugueses são:
- Museu de Portimão;
- Museu de Arte Contemporânea da Fundação Serralves;
- Museu do Oriente;
- Museu de São Roque em Lisboa;
- Museu Municipal de Penafiel.
Esperemos que o Museu do Fundão seja agraciado com tal distinção, pois dos candidatos portugueses, é o único museu do interior do país e o único especializado em arquelogia a concorrer.

segunda-feira, agosto 31, 2009

segunda-feira, agosto 24, 2009

ADUFE nº 15

Aí está mais um número da Adufe - Revista Cultural de Idanha-a-Nova. Continua a qualidade de sempre (exemplo que as outras autarquias da região deviam seguir) e aguarda-se com ansiedade o próximo número.

sexta-feira, agosto 21, 2009

BANDEIRA MONÁRQUICA

Eu não sou monárquico, nem concordo com os ideais da monarquia. Achei piada ao acto cometido pela Ala Monárquica do Blog 31 da Armada, ao trocar a bandeira de Lisboa pela bandeira da monarquia. Este acto satírico conseguiu avivar a questão do tipo de regime, mas achei ainda mais piada às reacções (quase histéricas) da parte de alguns membros da Câmara Municipal de Lisboa.
Aqui e em jeito de provocação e até como antecipação à colocação de bandeiras monárquicas em alguns locais públicos (parece que a moda ainda por aí agora), o Extremo de Portugal colocou a bandeira da monarquia em alguns paços do concelho da região. Aguardam-se as reacções!!

sexta-feira, agosto 07, 2009

A VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA ANDA POR AQUI

Vila Velha de Rodão, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Fundão, Belmonte... É só escolher o local para ver passar os ciclistas na volta a Portugal 2009.

quarta-feira, julho 29, 2009

40% DOS PORTUGUESES APOIAM A UNIÃO POLÍTICA COM ESPANHA? EU NÃO!!!

Foi ontem publicado no jornal espanhol El Pais um artigo baseado em dados do Barómetro de Opinión Hispano-Luso, da Universidade de Salamanca, em que se diz que cerca de 40% dos portugueses apoiam a união política com Espanha. Eu duvido muito que a sondagem a sondagem feita por esta instituição espanhol esteja correcta, é que os espanhóis que a fizeram certamente que não têm conhecimento de que as sondagens feitas em Portugal tem errado em tudo. Para além disso, caramba, não é já tempo de os espanhóis se deixarem destas ideias de união ibérica? Preocupem-se antes com os actuais espanhóis que não o querem ser!
Fica aqui o artigo completo para quem o quiser ler e se tiver paciência, mas leiam que é engraçado ver já os espanhóis a imaginarem serem o quinto país mais populoso da Europa e tembém o quinto país com maior PIB. Interessante é a abordagem do ensino do português em Espanha, que segundo essa sondagem é recusada por 76,2% dos entrevistados, enquanto que por cá, segundo o El Pais, 50% dos entrevistados defende que o espanhol devia ser ensinado no 1º ciclo (disto é que o Eng. Sócrates ainda não se lembrou!!!). Será que os espanhóis acreditam nisto? Pelo conhecimento que tenho de alunos e pais portugueses, o espanhol é escolhido no 3º ciclo somente por, dizem ser mais fácil que o francês!
Amigos espanhóis, gosto muito de Espanha, mas ainda gosto mais de Portugal independente. Não será o vosso poderio económico que nos vai fazer a independência! Continuem a fazer estas sondagens e vão sonhando, mas a União Ibérica nunca voltará!

La unión política entre España y Portugal es una idea que divide a los portugueses y causa indiferencia en España. El 39,9% de los ciudadanos del país vecino es partidario de integrarse con España en una federación, mientras que la mayoría de los españoles expresan su desinterés cuando se les plantea la propuesta, según una encuesta de la Universidad de Salamanca que fue presentada este martes en la sede de la Secretaría General Iberoamericana en Madrid. El 30,3% de los españoles apoyaría la creación de una unión ibérica.

El Barómetro de Opinión Hispano-Luso (BOHL), dirigido por el Centro de Análisis Sociales de la Universidad de Salamanca, es el primer estudio conocido sobre lo que piensan los ciudadanos a uno y otro lado de la frontera sobre sus vecinos. Al no existir un sondeo similar con carácter periódico es difícil saber con precisión si la propuesta de federación política gana o pierde adeptos, aunque existe el precedente de la encuesta que publicó en 2006 el semanario lisboeta Sol por la que el 28% de los portugueses estaría dispuesto "a formar un solo país con España".

El sondeo publicado este martes muestra que los portugueses ponen aun menos cortapisas al aprendizaje del español en sus escuelas. El 50% considera que su enseñanza debe ser obligatoria en primaria y secundaria. El consenso es aún mayor si se plantea el estudio del español como lengua optativa, reforma que encuentra la aprobación del 85,1% de los encuestados. Por el contrario, la propuesta del estudio obligatorio del portugués en las escuelas españolas fue rechazada por el 76,2% de los españoles entrevistados.

Los portugueses también se muestran mucho más partidarios de incrementar la cooperación política entre ambos países. Propuestas de gran calado como un sistema fiscal conjunto o la supresión de todas las restricciones a la movilidad y asentamiento de profesionales, trabajadores y empresas reciben el apoyo del 59% y del 72% respectivamente, mientras que sólo el 37,1% y el 63,2% de los españoles es favorableme a estas reformas. Incluso una iniciativa con alto valor simbólico como es la presentación de candidaturas conjuntas para eventos internacionales como campeonatos de fútbol, juegos olímpicos y ferias de muestras, encuentra el apoyo de tres de cada cuatro portugueses. Por el contrario, uno de cada dos españoles está a favor. Lo cierto es que la candidatura ibérica para organizar el mundial de fútbol de 2018 es un proyecto en marcha que debe ser resuelto por la FIFA en diciembre de 2010.

La unión política entre España y Portugal es un asunto polémico que aparece con intermitencia en el debate político luso, pero al que la mayoría de los españoles permanece ajeno. Es la motivación económica la causa del mayor interés del país vecino, como quedó probado en el sondeo del diario Sol. En aquella ocasión el 97% respondió que Portugal se desarrollaría más si se uniera a España. Sin embargo, el BOHL revela que el 34,1% de los encuestados portugueses rechaza esta opción.

"Los portugueses tienen una relación de amor-odio con respecto a España , algo similar a lo que nos pasa a los españoles con los franceses", según el responsable del estudio, Mariano Fernández Enguita, catedrático de Sociología de la Universidad de Salamanca, quien establece el paralelismo con base en la posición geográfica y el diferente grado de desarrollo económico.

España y Portugal tienen una historia paralela pero distante. Portugal se convirtió en un reino autónomo de la Corona de Castilla en 1143 y posteriormente, con la excepción de los sesenta años en que Portugal pasó a formar parte de la Monarquía Española (1580-1640), ambos países han seguido rumbos distintos. Mientras que Portugal ha tenido tradicionalmente como referencia exterior a Inglaterra, España puso sus miras en el vecino francés.

El iberismo, una corriente política promovida por burgueses e intelectuales peninsulares en el siglo XIX, y que abogaba por la unión política peninsular no encontró continuidad histórica. "La federación ibérica es una idea que actualmente sigue sin ser considerada seriamente ni a uno ni a otro lado de la frontera y sigue pareciendo una propuesta pretendidamente ingeniosa pero destinada a impresionar".

La hipotética unión de España y Portugal resultaría en el país con mayor extensión de la Unión Europea y el quinto en población con más de 57 millones de habitantes, por detrás de Alemania, Reino Unido, Francia e Italia. La suma del Producto Interior Bruto a precios corrientes de los dos países ibéricos daría como resultado la quinta economía de la Unión Europea.

La encuesta, que se llevó a cabo entre abril y mayo mediante entrevistas telefónicas a 876 personas, muestra que no hay ningún asunto de fricción en las relaciones entre España y Portugal y la mayoría de los ciudadanos de ambos países considera que las relaciones bilaterales son buenas o muy buenas. Es destacable el hecho de que mientras que el 51% de los españoles condisera que las relaciones se han mantenido más o menos igual en los últimos años, los portugueses crean en su mayor parte (53,9%) que han mejorado.

El problema principal para los portugueses lo representa el aprovechamiento del agua de los ríos compartidos, que es considerado muy problemático por el 25,3% de los entrevistados, aunque en la sociedad lusa domina la disparidad de opiniones sobre este asunto. La mayor preocupación de los españoles la constituye, sin embargo, el uso del territorio del país vecino como refugio de terroristas y delincuentes. El 51,3% lo considera en alguna medida problemático. Por ello la gran mayoría de la sociedad española reclama un aumento de la cooperación policial, militar y judicial.

Los españoles conceden especial importancia a la comunicación por carretera y ferrocarril (20,7%), aunque según los responsables del sondeo "se trata de una preocupación que probablemente coincidiría con la demanda que existe para mejorar las comunicaciones con cualquier otro punto del territorio peninsular".

terça-feira, julho 28, 2009

CASTELO DE ALFAITES EM RISCO DE DESMORONAMENTO

O castelo de Alfaiates no concelho do Sabugal, distrito da Guarda, está em risco de desmoronamento, por isso foi encerrado ao público. Leia a notícia publicada no jornal Sol online sobre o lamentável estado em que se encontra esta fortificação e ao parece a Delegação de Castelo Branco, da Direcção Regional de Cultura nada tem a dizer e pelos vistos também nada a fazer, quando o castelo cair caiu..

«O extinto Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) mandou fechar o castelo por representar perigo para os visitantes visto que algumas pedras ameaçam desmoronar», disse hoje o presidente da Junta de Freguesia de Alfaiates, Francisco Baltazar.

Segundo o autarca, «a torre central é a que está mais danificada e por todo o castelo há umas pedras que necessitam de intervenção».

O receio de que pudesse «haver algum acidente» levou a que fossem impedidas as visitas diárias ao monumento, adiantou.

O presidente da Junta de Alfaiates contou ainda que o castelo está na actual situação porque o extinto IPPAR «não possuía verbas para a sua recuperação», o mesmo acontecendo em relação ao IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que substituiu o anterior organismo.

Adiantou que o monumento, que possui cidadela com dupla cintura de muralhas e cuja construção inicial data do século XIII, só reabrirá ao público «após a realização de obras», lamentando a morosidade na sua execução.

«Ainda nada foi feito e como está classificado como monumento nacional não lhe podemos mexer», lamentou Francisco Baltazar, considerando que se estivesse recuperado e visitável a Freguesia «teria muito a ganhar».

Recordou que há cerca de três anos, o director da extinta delegação regional de Castelo Branco do IPPAR, chegou a anunciar a realização de obras mas «nunca chegaram a ser concretizadas, por falta de verbas».

O anterior presidente da Junta de Freguesia de Alfaiates, Horácio Botelho, recordou hoje à Lusa que «o ex-IPPAR fechou o castelo em 2005 porque estava em ruínas» aludindo ao facto de na altura lhe ter sido garantido que «posteriormente iria haver uma intervenção».

«O que é certo é que essa intervenção nunca apareceu e em meu entender, não se pode estar com o castelo definitivamente encerrado», opinou.

Horácio Botelho salientou que quando esteve no executivo «o projecto de recuperação estava feito e também estava prevista a construção de uma loja para venda de produtos regionais».

O ex-autarca lastimou «que nada tenha sido feito» e que o castelo «esteja a desmoronar-se aos poucos».

«Esta situação é de lamentar. O Estado que o desclassifique como monumento nacional e que o entregue ao povo de Alfaiates, que depois decidirá o que fazer», defendeu.

Salientou que há cerca de dez anos foram feitas obras de beneficiação do largo do castelo e dos telheiros ali existentes.

«Foi feito um investimento avultado, que veio dignificar a praça, mas não se compreende que o castelo esteja fechado há tanto tempo, a aguardar pela realização de obras», concluiu.