Há já muitos anos que não ia a Castelo Novo e infelizmente vim de lá horrorizado com o que fizeram aquela aldeia histórica, especialmente com os monstros metálicos, cuja utilidade não serve para nada (ou então a minha compreensão é muito limitada para entender a sua utilidade!) que colocaram junto às ruínas do castelo, incluindo a horrorosa rampa metálica de acesso às ruínas da torre. Para além disso, há tela vísivel por todo o recinto do castelo (qual a sua finalidade?), umas gárgulas moderníssimas, caixas e fios eléctricos visíveis por todo o lado. Quanto à aldeia, também não escapou à onda da modernice com a colocação de uns candeeiros completamente desenquadrados do ambiente da aldeia, contadores de água e luz vísiveis nas paredes de cantaria e os eternos fios e antenas que continuam por todo o lado.
Em resumo, pelo que vi fizeram muito pior em Castelo Novo do que aquilo que já vi noutras aldeias históricas, mas pelo que perguntei na aldeia ninguém está descontente com aquilo que fizeram. É esta passividade que me incomoda, em que quase ninguém protesta contra as pseudomodernices que os arquitectos das aldeias históricas (esta designação já por si é uma aberração, mas isso merecerá no futuro uma mensagem) fizeram, destruindo ambientes seculares em nome de uma modernização que não interessa a ninguém.
Aqui ficam algumas imagens das monstruosidades que encontrei em Castelo Novo.
A inestética rampa metálica de acesso às ruínas da torre.
Uma gárgula modernissima!
A tela visível por todo o castelo, mas que não percebo qual a finalidade.
Os modernissimos e horrorosos candeeiros, as antenas e os fios por todo o lado.













Depois do roubo








