terça-feira, julho 30, 2019

ROTA DO CONTRABANDO 2019


sexta-feira, julho 26, 2019

A LENDA DO GARGANA

De entre todas as lendas que se contam ao redor da Serra da Gardunha, há uma que se destaca pelos seus contornos tenebrosos. Trata-se da lenda do “Gargana” e tem como palco o Convento de Santo António (ou de Nossa Senhora do Seixo) junto ao Fundão.
Reza a história que o Gargana era um serviçal que vivia junto ao convento e que dava guarida a quem viajava pela serra e por ali chegava em busca de abrigo quando os monges já tinham fechado os portões com o cair da noite.
Da sua casa, vigiava atentamente a rua procurando ver ou ouvir os infelizes e tanto lhes abria a porta como, se necessário, caso o cansaço já não lhes permitisse sequer dar mais alguns passos, ele próprio os ia buscar, carregando-os para dentro de casa. Inclusive, se os lobos vinham e perseguição dos viajantes cansados e se faziam ouvir uivando na noite, o Gargana saía de imediato de sua casa soprando numa “buzina” repetidas vezes, fazendo ecoar o seu som pelos vales. Este som e o ladrar dos cães que se manifestavam alarmados eram suficientes para demover as alcateias mais ousadas.
Esta actividade caridosa durava havia já vários anos e merecia os maiores elogios de todos os que o conheciam, especialmente dos monges, que viam no piedoso anfitrião a personificação das melhores virtudes da caridade e altruísmo.
Contudo, a realidade era bem diferente e, uma vez fechada a porta nas suas costas, o destino dos hóspedes estava traçado. O Gargana alimentava-os e dava-lhes cama, esperando em seguida que o cansaço levasse a melhor e que adormecessem. Abeirava-se então deles, com uma mão tapava-lhes a boca e, com a outra, empunhava a faca que trazia consigo, cravando-a no coração das vítimas que partiam num último suspiro de terror. Escondia depois os corpos numa cisterna que tinha na cave e apropriava-se avidamente dos pertences das vítimas, afinal o móbil dos crimes.
No dia seguinte, lá entrava o Gargana em postura de reverência na igreja do convento para assistir à primeira missa e comungar como o bom fiel que todos julgavam ser.
Isto continuou durante muitos anos até que, um dia, o Gargana não apareceu na missa, deixando alarmados os monges. Estes foram à sua procura, encontrando-o morto com expressão de grande sofrimento e rodeado de muitas moedas de ouro e prata sujas de sangue. Em vão os religiosos tentaram apanhar as moedas, mas estas simplesmente se desvaneciam para não serem tocadas. Interpretando o prodígio como um sinal divino da efemeridade das riquezas mundanas e um sinal da humildade em que o seu irmão vivera, decidiram que este deveria ser enterrado no claustro do convento, junto dos mais virtuosos irmãos defuntos. Assim fizeram e aos poucos a vida no convento regressou ao normal.
Ora, numa certa noite tempestuosa de Inverno, o barulho do vento não foi suficiente para abafar o som de três fortes pancadas no portão da cerca do convento. Acordados, os religiosos foram ver quem lhes batia à porta e depararam-se com três anjos, envoltos numa aura de luz intensa, que pediram para ser conduzidos à campa do Gargana. Chegados ali, abriram o túmulo e erguendo o morto bateram-lhe nas costas para o fazer cuspir todas as hóstias que comera em vida.
Com um estrondo que fez estremecer o claustro, o Gargana foi novamente deixado no seu túmulo e os anjos desapareceram, dando outra vez lugar à noite. Terminava assim a história negra deste falso fiel cujo nome “Gargana” significa ladrão na gíria popular de alguns recantos da Cova da Beira.

David Caetano, Jornal do Fundão
03/07/2019 

domingo, fevereiro 24, 2019

Gravuras rupestres descobertas na Serra da Gardunha

 
Um conjunto de rochas com gravuras rupestres foi descoberto na Serra da Gardunha, Fundão, e a primeira análise indica que serão do período entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, disse esta quinta-feira à agência Lusa o arqueólogo Martinho Batista, antigo diretor do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
Das imagens que visualizei, concluo claramente que são motivos pré-históricos. Uma dessas rochas tem arte rupestre do tipo esquemático simbólico, ou seja, são círculos concêntricos, aquilo que nós chamamos de ‘arte atlântica'”, disse Martinho Batista
António Martinho Batista ainda não esteve no local (prevê fazê-lo em março ou abril), mas as imagens que um habitante do Fundão lhe fez chegar na sequência desta descoberta não lhe suscitam dúvidas quanto ao facto de que as gravuras em causa são “pré-história recente” e que merecem um estudo mais aprofundado. “Merecem ser estudadas, valorizadas e defendidas”, afirmou.
António Martinho Batista acredita que estas gravuras estarão “entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, pelo que poderão ter entre três a quatro mil anos”.
O Jornal do Fundão revela na edição desta quinta-feira que as gravuras foram descobertas recentemente por um sapador florestal da Pinus Verde, Francisco Martins, que efetuava trabalhos de desmatação nas proximidades da Casa do Guarda, em Alcongosta, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco.
A singularidade dos desenhos chamou a atenção de Francisco Martins, que partilhou a descoberta com dois fundanenses que têm interesse nesta área — Diamantino Gonçalves e David Caetano — e que foram ao local e documentaram o achado fotograficamente, tendo pedido depois uma análise ao arqueólogo António Martinho Batista.
Contactado pela Lusa, Diamantino Gonçalves sublinha ainda que este achado é muito importante e que poderá ser apenas a primeira de outras descobertas, uma vez que estas gravuras raramente estão isoladas.

 In Jornal Observador

segunda-feira, dezembro 31, 2018

ALDEIA DE MONSANTO EM DESTAQUE NA IMPRENSA INTERNACIONAL

 
18 DAS MAIS BELAS ALDEIAS DE SONHO
O ano de 2018 termina com novo reconhecimento internacional para Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova. Desta vez, é o jornal Epoch Times, com sede em Nova Iorque, a incluir a povoação portuguesa na lista das 18 Aldeias de Sonho do Mundo.

domingo, junho 03, 2018

PORTAS DE RÓDÃO EM SELO

Mais uma vez o distrito de Castelo Branco foi tema de um selo, desta vez inserida na emissão O Rio Tejo. As Portas de Ródão são o tema principal no selo de 050cts, juntamente com uma gravura rupestre, uma espiral de cronologia pós-paleolítica do vale do Ocreza. a tiragem deste selo foi de 125.000 exemplares.

sexta-feira, dezembro 08, 2017

POSTAL MÁXIMO CIDADES CRIATIVAS DA UNESCO - IDANHA-A-NOVA


Os CTT homenagearam Idanha-a-Nova e Óbidos numa emissão filatélica lançada no dia 19 de outubro, a propósito da rede de Cidades Criativas da UNESCO. Ambas as localidades receberam este reconhecimento, em virtude da promoção de iniciativas de caráter musical e literário, respetivamente, que protagonizam. Ambas têm em comum uma enorme história e tradição mas também o facto de terem sabido reinventar-se ao longo do tempo.
Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, foi reconhecida pela UNESCO por apostar em novas infraestruturas e promover ativamente a investigação das suas tradições. Esta localidade promove ao longo do ano uma grande quantidade de eventos musicais.
Estas classificações da UNESCO são um reconhecimento e um estímulo que pretendem reforçar a estratégia de desenvolvimento destas áreas, estimular a criação de riqueza e emprego e contribuir para a fixação e captação de pessoas nestas localidades.
Com esta emissão, os CTT prosseguem os objetivos de divulgação da riqueza da herança cultural, social e arquitetónica portuguesa, fixando-a em selos. Os CTT têm por desígnio tornar objeto das suas emissões filatélicas motivos de elevado interesse nacional e internacional ou comemorar factos, como é o caso da efeméride da distinção destas duas cidades como Cidades Criativas da UNESCO.
Esta emissão é composta por dois selos, ambos com o valor facial de 0,85€ e uma tiragem de 105 000 exemplares cada. O design esteve a cargo de Vasco Martins. Os selos têm um formato de 40 X 30,6 mm.

sábado, novembro 04, 2017

BRASÃO DE ARMAS DE VILA VELHA DE RODÃO


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República, III Série de 04/11/1985

Armas Escudo de prata, cinco torres de vermelho, lavradas de negro e postas em cruz. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres a negro : " VILA VELHA DE RODÃO".


BRASÃO DE ARMAS DE VILA DE REI


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 02/05/1939

Armas Escudo de prata com uma quina antiga de Portugal, acompanhada por uma cruz da Ordem do Templo e por uma cruz da Ordem de Cristo.  Em chefe de vermelho, uma rama de ouro em faixa. Em contra-chefe, três faixas ondadas de azul. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas : " VILA DE REI ".

BRASÃO DE ARMAS DA VILA DA SERTÃ


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 23/01/1936

Armas Escudo de vermelho com uma torre torreada de prata, aberta e iluminada de negro. Em chefe, de ouro, uma sertã de negro, acompanhada por duas cruzes de vermelho, uma do Templo e outra de Malta. Em contra-chefe, dois rios, de prata e de azul, que se ligam ao centro e seguem para o pé do escudo.  Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda de negro : " VILA DA SERTÃ " e " SARTAGO STERNIT SARTAGINE HOSTES ". 

BRASÃO DE ARMAS DA VILA DE PROENÇA-A-NOVA


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 16/01/1934

Armas Escudo de prata, sobreiro de verde, frutado de ouro e arrancado de negro; Em chefe de vermelho, uma cruz de Malta de prata. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: " VILA DE PROENÇA - A - NOVA ".

BRASÃO DE ARMAS DA VILA DE PENAMACOR


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República, III Série de 19/03/1986

Armas Escudo de azul, uma espada abálida e uma chave com o palhetão apontado para a ponta do escudo, ambas de prata e posta em pala, passadas e repassadas por cordão de vermelho atado em nó de três laçadas. Em chefe, um crescente de prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com as letras a negro " PENAMACOR ".

BRASÃO DE ARMAS DA VILA DE OLEIROS


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de
19/04/1940

Armas Escudo de azul, com a cruz de Malta prateada carregada no cruzamento por um ramo de três ouriços de castanheiro em ouro, abertos de vermelho, folhados e traçados de verde. Em contra-chefe, três faixas ordenadas por três peixes de prata realçados de negro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres : " CONCELHO DE OLEIROS ", a negro.

domingo, agosto 13, 2017

BRASÃO DE ARMAS DA VILA DE IDANHA-A-NOVA


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 13/03/1935

Armas Escudo de prata, com um castelo de negro aberto e iluminado de vermelho, assente num monte de verde realçado de negro e cortado em contra-chefe por três faixas de prata e de azul. O castelo acompanhado pelas  cruzes da Ordem do Templo e de Cristo, de vermelho. Coroa mural de quatro torres. Listel branco com os dizeres de negro : " VILA DE IDANHA-A-NOVA ".

BRASÃO DE ARMAS DA CIDADE DO FUNDÃO


Ordenação heráldica do brasão e bandeira

Armas Escudo de prata, com um castanheiro de verde frutado de ouro, troncado e arrancado de negro, acompanhado em chefe por dois grupos de três pêras de verde sustidas e folhadas do mesmo esmalte. Em contra-chefe, um terrado negro, realçado de verde, formando duas  encostas que acompanham o tronco do castanheiro. O terrado cortado por três faixas ondadas, duas de prata e uma de azul. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel  branco, com a legenda a negro, em maiúsculas : " CIDADE DE FUNDÃO ".

BRASÃO DE ARMAS DA VILA DE BELMONTE


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Aprovada pela comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses em 22/12/1922

Armas Escudo de vermelho com uma torre torreada de prata aberta e iluminada do campo assente sobre um monte de verde realçado de negro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres : " VILA DE BELMONTE " de negro.

BRASÃO DE ARMAS DA CIDADE DA COVILHÃ


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 29/08/1941

Armas Escudo de azul,  com  uma estrela de seis raios prata carregado por um rodízio de vermelho realçado de ouro, posto em em pala. Em chefe e contra-chefe, uma faixa ondada de prata. Escudo cercado pelo Colar da Ordem de Torre e Espada. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas : " CIDADE DA COVILHÃ ". 

BRASÃO DE ARMAS DA CIDADE DE CASTELO BRANCO


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário do Governo, I Série de 11/01/1936



Armas Escudo de vermelho, com um castelo de prata aberto e iluminado de negro. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco, com a legenda a negro : " CIDADE DE CASTELO BRANCO ".






sexta-feira, julho 28, 2017

HERÁLDICA AUTÁRQUICA PORTUGUESA



 A heráldica autárquica portuguesa constitui o conjunto de tradições e regras específicas às quais devem obedecer os símbolos heráldicos (brasões, bandeiras e selos) das autarquias locais (freguesias, municípios e regiões administrativas) de Portugal. Os padrões gerais da heráldica autárquica portuguesa são seguidos em outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, especialmente no Brasil.
A heráldica municipal portuguesa tem tradições bastante antigas. No entanto, a sua regulamentação legal ocorreu apenas na década de 1930.
Entre essas medidas de regularização está a circular de 4 de Abril de 1930 da Direcção-Geral da Administração Pública que obrigava as comissões administrativas das câmaras municipais a legalizar os brasões segundo o parecer compulsório da Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses. A Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991 veio atualizar a regulamentação da heráldica autárquica e também da da heráldica das pessoas coletivas de utilidade pública administrativa. Esta lei manteve no essencial as regras estabalecidas pela circular de 1930, mas permitiu expressamente o direito ao uso de símbolos heráldicos pelas freguesias e estebeleceu a heráldica a usar pelas regiões administrativas (não implementada por estas nunca terem sido criadas).
Apesar das regras estritas, há no entanto vários municípios, vilas e freguesias que mantêm símbolos heráldicos com desvios a essas regras. Em alguns casos, isso deve-se à sua preferência pelo uso dos seus símbolos heráldicos tradicionais adotados antes do estabelecimento da regulamentação da heráldica autárquica.
Apesar da vexilologia e heráldica portuguesas poderem ser consideradas correctas e rigorosas, o simples vislumbre de uma bandeira não permite distinguir, por exemplo, uma freguesia de um concelho (se bem que possa por vezes figurar no listel), permitindo apenas distinguir o estatuto da localidade sede.
Em relação às bandeiras subnacionais, a regra é de que sejam gironadas ou lisas com coroa de cinco torres caso o concelho ou freguesia seja sediado numa cidade, esquarteladas ou lisas com coroa de quatro torres se o concelho ou freguesia for sediado numa vila, e esquartelada ou lisa com coroa de três torres se for uma freguesia sediada numa aldeia ou se for uma freguesia urbana.
Ainda em conformidade com a heráldica portuguesa, as bandeiras subnacionais podem ser oitavadas, sextavadas, esquarteladas em sautor, em cruz ou em faixa e ainda terciadas, tendo por cores as mesmas constantes do campo do escudo e estendendo ao centro, ou na tralha, uma figura geométrica onde o brasão das armas é aplicado.
Nos brasões, a regra é que as freguesias urbanas ou povoações simples sejam representadas por uma coroa mural de três torres, as vilas, de quatro torres, e as cidades, de cinco torres, coroa e torres de prata, exceptuando a capital Lisboa, cujas coroa e torres se distinguem de ouro.
Após esta explicação iremos aqui apresentar a heráldica autárquica das cidades e vilas sede de concelho do distrito de Castelo Branco.

Texto sobre a heráldica autárquica recolhido da Wikipédia

sexta-feira, junho 30, 2017

65º ANIVERSÁRIO DA FORÇA AÉREA - CASTELO BRANCO AIR SHOW

02 de julho de 2017 - 15H30
Aeródromo Municipal de Castelo Branco

Não perca, no dia 02 de julho de 2017, pelas 15h30, no Aeródromo Municipal de Castelo Branco, o International Airshow, que contará com a presença de vários meios aéreos nacionais e internacionais.
Nas aeronaves nacionais podemos contar com a presença do F-16, C-295M, P-3C Cup+, C-130H, Alpha-Jet, Epsilon TB-30, Chipmunk Mk20 e o Alouette III.
Assistir à largada de paraquedistas "Falcões Negros" e acompanhar manobras do avião KC-390.
A Patrulla Águilla, do Ejército del Aire, Espanha é outra das protagonistas deste festival aéreo.

terça-feira, abril 18, 2017

CASTELO BRANCO: Um Século de Imagens

Está patente na Casa do Arco do Bispo, a exposição «CASTELO BRANCO: Um Século de Imagens». Esta exposição é constituída pelo arquivo de Veríssimo Bispo, apresenta um conjunto de fotografias da cidade albicastrense ao longo de 100 anos.
A entrada é livre e poderá visitá-la até ao dia 30 de Abril.