segunda-feira, fevereiro 04, 2013

CINEMA? SÓ NA GUARDA OU ABRANTES!


Fecharam todas as salas de cinema no distrito de Castelo Branco, por isso agora ver cinema só na Guarda ou Abrantes ou então esperar pelos poucos filmes que ainda vão passando na Moagem do Fundão ou no Centro Cultural Raiano. 

sábado, janeiro 26, 2013

CASTELO E FORTALEZA DE PENAMACOR FINALMENTE MONUMENTO NACIONAL

Passados 40 anos após o início do processo de classificação, o castelo e a fortaleza de Penamacor foram classificados como Monumento Nacional. 
O concelho de Penamacor tem a partir de agora dois monumentos nacionais: a ponte filipina da Meimoa, reconstruída em  1607, sobre dois arcos romanos, e a recém classificada fortaleza da vila.

domingo, dezembro 23, 2012

GRAFFITIS DA BEIRA

Não sou apreciador desta «arte», mas lá que este artista que anda aqui pelas paredes da  Beira a escrever umas frases engraçadas, anda, anda!


sábado, dezembro 01, 2012

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

Apesar das dificuldades que o país atravessa e de ser a última vez que se comemora com feriado este notável acontecimento celebremos mais uma vez a Restauração da Independência e vamos novamente «encorrer os espanhóis» e cantemos  o Hino da Restauração:
Portugueses celebremos
O dia da Redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a nação.
O D. Afonso em Ourique
Que dos livros nos deu a lei
Nesses braços a sustentam
Pela Pátria e pela grei
Portugueses celebremos
O dia da Redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.
A Nação!
Às armas, às armas
O ferro empunhar
P´ra batalhar, p´ra batalhar
A pátria nos chama
Convida a lidar. A lidar!
Às armas! Às armas!

sexta-feira, outubro 05, 2012

BANDEIRA AO CONTRÁRIO NO 5 DE OUTUBRO

A miséria nacional já chegou ao ponto de o Presidente da República hastear na Câmara Municipal de Lisboa a bandeira nacional ao contrário. A bandeira certamente que estava mal preparada por alguém da Câmara Municipal de Lisboa, mas o Senhor Presidente podia recusar-se a hastear a bandeira e exigir que ela fosse colocada correctamente. Pobre país que já nem sabe hastear correctamente a sua bandeira! Já agora fiquem a saber que o escudo ao contrário na simbologia heráldica é símbolo de submissão, o que está está de acordo com os tempos que correm. Fugiu-lhe a mão para a verdade.

quinta-feira, setembro 13, 2012

CHOCALHOS 2012

CHOCALHOS 2012 - ALPEDRINHA

domingo, setembro 02, 2012

MAIS UM TROÇO DA MURALHA DE CASTELO BRANCO

Passeando recentemente pela zona antiga de Castelo Branco encontrei esta obra. Será que estão a colocar mais um troço da muralha à vista? Penso, que sim porque a muralha devia localizar-se naquele naquele local. Com tempo terei de tentar confirmar essa localização no «Livro das Fortalezas» de Duarte d´Armas.
Já agora fica também a sugestão para retirarem dali as inestéticas caixas de electricidade que ficam muito mal numa zona antiga.

sábado, junho 30, 2012

FORTIFICAÇÕES DE ELVAS JÁ SÃO PATRIMÓNIO MUNDIAL

As fortificações abaluartadas de Elvas, Alentejo, foram, este sábado, classificadas pela UNESCO como Património Mundial. O monumento português é considerado, dentro da sua tipologia, o maior do mundo.
As fortificações de Elvas foram classificadas, no início da tarde de hoje, como Património Mundial da categoria de bens culturais. A construção das fortificações de Elvas  iniciaram-se no reinado de D. Sancho II e a partir da Guerra da Restauração começaram a adquirir a forma actual. As fortificações de Elvas têm um perímetro de oito a dez quilómetros, ocupando uma área de 300 hectares. Incluem dois fortes (Santa Luzia e Graça ou do conde Lippe), os três fortins do século XIX, as muralhas medievais, a muralha do século XVII e o Aqueduto da Amoreira. Este monumento foi o único candidato luso entre os 33 que faziam parte da lista de Património Mundial, elaborada pela UNESCO.
O Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) já tinha previsto a classificação, indicando que as fortificações alentejanas reuniam o valor universal excecional necessário para a aprovação da candidatura.
A decisão final foi tomada esta tarde durante a 36ª Sessão do Comité do Património Mundial, a decorrer em São Petersburgo, na Rússia.
Para além do importante conjunto de fortificações abaluartadas de Elvas, Portugal possui ainda outros dois importantes conjuntos de fortificações que são Almeida e Valença.

 

segunda-feira, abril 23, 2012

200 ANOS DO FIM DA 4ª INVASÃO FRANCESA

Comemoram-se hoje 200 anos do fim da 4ª invasão francesa a Portugal. Esta última invasão é quase desconhecida dos portugueses e até ignorada pelos manuais escolares, que somente se referem às 3 anteriores invasões, comandadas respectivamente por Junot, Soult e Massena.
Esta invasão francesa iniciou-se em 3 de abril de 1812, com a entrada das tropas francesas que tentaram sem sucesso ocupar a praça de Almeida. Esta força invasora era comandada pelo Marechal Marmont que desta forma tentava realizar uma manobra de diversão, destinada a aliviar o cerco anglo-portugês de Badajoz e evitar  o avanço posterior do exército anglo-português em direcção a Madrid. no dia 8 de Abril, os franceses instalaram o seu quartel-general no Sabugal e a partir dessa localidade foram enviadas forças que espalharam o terror pela região e atacaram Penamacor, Belmonte, Covilhã, Fundão, Idanha-a-Nova e Castelo Branco.
Com a tomada de Badajoz pelas tropas anglo-portuguesas, Wellington avançou com as suas tropas em direcção à Beira Interior. Os franceses perante a aproximação de Wellington recuam e pelo caminho destruiram e saquearam Medelim e Pedrogão de São Pedro. Os franceses abandonam posteriormente o Sabugal e retiram de Portugal.
Esta 4ª invasão durou apenas 20 dias, mas foi o suficiente para lançar de novo o terror e a destruição na região que tão martirizada tinha sido nas 1ª e 3ª invasões e realizou-se aquando as populações estavam já a reconstruir os seus pertences e se viram de novo na miséria perante a fúria destruidora dos franceses. William Warre, major inglês que se encontrava já alguns anos em Portugal, nas suas «Cartas da Península» relata ao seu pai na carta de 24 de Abril de 1812 o seguinte acerca desta invasão: «É impossível dar-vos uma ideia da desgraça existente em todas as vilas por onde o inimigo passou, pois destruíram tudo aquilo que não puderam levar (...) A fome e a penúria dos infelizes camponeses que nos cercam por toda a parte, e a caridade que fomos fazendo a alguns, já esgotou completamente os nossos meios. O dinheiro tem pouca utilidade onde nada pode ser comprado. Toda a forragem para os cavalos foi, nos dois últimos dias, aquela que conseguimos cortar nos campos, embora nem estes tenham escapado à rapacidade do inimigo».



terça-feira, março 13, 2012

ESTAÇÕES DA LINHA DA BEIRA BAIXA AO ABANDONO

Fatela/Penamacor
Qualquer dia até fica sem o nome da estação na parede!

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

MINAS DE SÃO FRANCISCO - MATA DA RAINHA

As minas de São Francisco situam-se nas imediações da aldeia de Mata da Rainha, concelho do Fundão. Funcionaram apenas durante a 2ª Guerra Mundial, exploradas por uma empresa alemã que aí extraía volfrâmio. Estas minas foram o cenário de uma da obras «Minas de San Francisco» do escritor Fernando Namora, que relata a vida dura dos homens que abandonaram a vida do campo iludidos pela esperança de que o volfrâmio lhes desse uma vida melhor.
Das antigas minas ainda são visíveis as entradas, que não se encontram vedadas, o paredão do dique que fornecia água para o complexo mineiro, as ruínas da antiga central eléctrica, entre outros vestígios que mereciam melhor preservação.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

NATAL SIM: A TERRA DO FOGO - O MADEIRO DE PENAMACOR


A curta-metragem sobre o madeiro de Penamacor, que estreia na vila esta quarta-feira, dia 21, já pode ser vista na internet.
O filme é o resultado de uma candidatura ao concurso promovido pelo Movimento SIM, uma iniciativa da Samsung que pretende promover a criatividade.
O filme é protagonizado pelos jovens actores Henrique Gil e António Sanches, contando com a participação dos habitantes da vila nos restantes papéis. A realização é de Manuel Pureza, que realiza a telenovela "Rosa Fogo", em exibição na SIC.

O madeiro de Penamacor é considerado o maior do país, sendo transportado todos os anos para o adro da igreja matriz da vila.

Texto jornal Reconquista online

quarta-feira, dezembro 07, 2011

PORTAGENS NA A23 - O INTERIOR A EMPOBRECER

Aí estão as portagens electrónicas a partir do dia 8 de Dezembro. O Estado vai arrecadar mais uns cobres e o interior a empobrecer. É esta a triste sina do interior de Portugal!

quarta-feira, novembro 16, 2011

Viajar na Linha da Beira Baixa: diz que é uma espécie de Intercidades

Três meses depois de a electrificação da linha estar terminada, a CP mudou os comboios Intercidades, mas garante que o conforto é o mesmo. O i foi tirar a prova dos noves.

José Sócrates tinha prometido a conclusão da electrificação da Linha da Beira Baixa para 2009, mas as obras até à Covilhã só terminaram a 31 de Julho deste ano. A última fase custou mais de 100 milhões de euros e trazia a maior vantagem para os passageiros: deixou de ser preciso trocar a máquina do comboio Intercidades na estação de Castelo Branco, poupando-se cerca de 20 minutos entre Lisboa e a Covilhã. De quatro horas de viagem passou-se para 3 e 41 – pelo menos em teoria. Três meses depois de a electrificação da linha ter chegado à Covilhã, a CP decidiu substituir os tradicionais comboios de longo curso por automotoras eléctricas. Uma mudança, argumenta a empresa, que permitirá poupar 1,5 milhões de euros por ano, mantendo o mesmo conforto para os passageiros. O i fez-se à linha da Beira Baixa para experimentar as novas carruagens e tirar a prova dos noves, numa viagem de mais de oito horas entre Lisboa-Oriente e a Covilhã.

A automotora Por pouco – e não fosse a jornalista ter avisado ao telefone minutos antes do embarque –, o fotógrafo teria ficado até às seis da tarde sem almoçar. É que as novas automotoras, reformuladas propositadamente para circularem até à Covilhã (num investimento que rondou os 600 mil euros), não têm serviço de bar. Para quatro horas de viagem existem apenas duas máquinas de vending instaladas numa das carruagens de segunda classe, com águas (1,20 euros cada), batatas fritas, gomas, chocolates e embalagens de minicroissants. A decisão de acabar com o bar, explica a CP, teve a ver com a “pouca procura” do serviço. Depois da entrada no comboio, às 13h26 em ponto, rapidamente se percebeu que o serviço é substancialmente diferente do anterior, apesar de o preço dos bilhetes ser o mesmo. Os bancos são parecidos com os de um comboio suburbano e nem sequer há cortinas, nem mesmo na primeira classe. Ainda assim, a CP garante que o conforto é o mesmo, que até há melhores acessos, casas de banho mais modernas e mais espaço disponível. Mas as melhores condições, diz a empresa, encontram-se mesmo na primeira classe – “onde existe maior conforto dos bancos, mais espaço e tomadas para carregamento de portáteis”. Ora os bancos são praticamente iguais aos da segunda classe (só muda a cor). O tal espaço acrescido resulta de existirem menos meia dúzia de bancos na carruagem e quanto às tomadas não estavam a funcionar. Apesar de existirem poucas diferenças entre a primeira e a segunda classe, os dez passageiros que viajaram na carruagem conforto até à Covilhã pagaram mais 5,5 euros de bilhete.

A poupança O novo modelo de comboio, garante a CP, vai permitir poupar 1,5 milhões de euros por ano, sublinha a empresa, devido a uma maior eficiência energética, dado que o consumo das automotoras é “inferior” ao das locomotivas. Além disso, o novo comboio permite também cortar no pessoal, por ter duas cabines de maquinista – uma à frente e outra atrás da composição. À chegada às estações terminais, a CP tinha de pagar à REFER para que disponibilizasse manobradores para virarem a locomotiva ao contrário antes de seguir novamente viagem. O encargo deixa agora de existir: para fazer a viagem de regresso basta que o maquinista se mude para a outra cabine. Nas estações do Fundão e da Covilhã – recentemente remodeladas – já não existem funcionários a maior parte do tempo. As bilheteiras estão fechadas e a compra dos bilhetes é feita já dentro do comboio, junto do revisor. A tarefa pode ser complicada nos dias em que há maior procura do serviço, às sextas-feiras e ao domingo.

Os passageiros Em 2009 houve 288 mil passageiros a utilizar a Linha da Beira Baixa, segundo os dados da CP. No ano passado viajaram 277 mil pessoas e este ano, até Agosto, houve 177 mil passageiros. Contas feitas, circulam 128 passageiros por cada comboio Intercidades na Linha da Beira Baixa.
As novas automotoras têm capacidade para levar 192 pessoas, podendo ser aumentada facilmente se houver necessidade – basta acoplar mais carruagens. E a CP aproveita para esclarecer que não há comboios Intercidades, mas “um serviço Intercidades”, que se caracteriza não pelo tipo de material que circula, mas por fazer a “ligação diária entre as principais cidades do país”. Ou seja, o Intercidades não está “vinculado a um tipo específico” de comboio.
No entanto, o argumento não convence os utilizadores e os autarcas da Beira Baixa. A mudança do tipo de comboio já foi criticada na Assembleia Municipal da Covilhã, onde há pouco mais de um mês foi aprovada, por unanimidade, uma moção de contestação. Jorge Saraiva, deputado do PSD, entende que a troca de comboios “por automotoras do século passado” é uma medida “intolerável” e de “vistas curtas”, especialmente “numa altura em que vão ser introduzidas portagens na A23. Já a Associação dos Amigos da Linha da Beira Baixa acredita que a qualidade do serviço “vai piorar”, porque as automotoras foram construídas na década de 1970 para “trajectos urbanos curtos e nunca para viagens de longo curso”. A verdade é que a automotora só consegue chegar aos 120 km/h – velocidade inferior aos 160 km/h das locomotivas. A CP defende-se e explica que os limites máximos de velocidade na Linha da Beira Baixa oscilam entre os 90 km/h e os 120 km/h. Durante a viagem, o i confirmou que existem pelo menos 25 zonas na linha em que o comboio é obrigado a reduzir a velocidade para 50 km/h e mesmo 30 km/h. Fonte ligada à empresa explica que essas dezenas de abrandamentos só acontecem porque a REFER “não investe na linha”, que, com alguns melhoramentos, poderia permitir a circulação a velocidades superiores.

atrasos e queixas A hora prevista de chegada à Covilhã estava marcada para as 17h01, mas, entre abrandamentos e paragens em sinais vermelhos (o controlo da linha é feito a partir de Braço de Prata, em Lisboa), o comboio acabaria por se atrasar mais de 20 minutos. O atraso, garantiram alguns passageiros, “é coisa habitual”, porque os horários da CP não contemplam os abrandamentos do comboio. Contudo, a CP diz que as automotoras – que há 18 anos circulavam na Linha de Sintra – fazem o serviço “em tempos semelhantes” ao anterior equipamento – que também já costumava chegar atrasado 15 minutos à Covilhã.
“Mais valia mudarem os horários de uma vez por todas”, queixava-se Maria Helena, 82 anos, pouco antes da chegada ao Fundão. “Isto agora nem se compara no que diz respeito ao conforto, embora haja mais espaço”, admite. Mas a principal queixa desta passageira, que faz a viagem uma vez por mês, é “a falta de cortinados”. Ao lado, Fátima Valdez queixa-se do conforto dos bancos: “Tenho de começar a pensar em trazer uma almofada”, diz. André Barata, professor na Universidade da Covilhã, afirma que “o pior” é não haver carruagem-bar e defende que em tempo de crise a população deveria ser encorajada a viajar de transportes públicos. “Especialmente agora, com a introdução das portagens na A23”, argumenta. Telmo Gaspar é estudante na mesma universidade e recorda que se esperou “anos” pela electrificação, “mas afinal só foi concluída para substituírem o comboio por uma automotora, quando os passageiros esperavam uma melhoria substancial no serviço”, diz.
Depois de pouco mais de uma hora na Covilhã, o i voltou a entrar na mesma automotora e regressou a Lisboa, onde chegou com os habituais 15 minutos de atraso. Já a CP avisa que não volta atrás na decisão: “É uma solução definitiva”, garante a empresa.

in Jornal i, 16 de novembro de 2011.