sexta-feira, outubro 05, 2012

BANDEIRA AO CONTRÁRIO NO 5 DE OUTUBRO

A miséria nacional já chegou ao ponto de o Presidente da República hastear na Câmara Municipal de Lisboa a bandeira nacional ao contrário. A bandeira certamente que estava mal preparada por alguém da Câmara Municipal de Lisboa, mas o Senhor Presidente podia recusar-se a hastear a bandeira e exigir que ela fosse colocada correctamente. Pobre país que já nem sabe hastear correctamente a sua bandeira! Já agora fiquem a saber que o escudo ao contrário na simbologia heráldica é símbolo de submissão, o que está está de acordo com os tempos que correm. Fugiu-lhe a mão para a verdade.

quinta-feira, setembro 13, 2012

CHOCALHOS 2012

CHOCALHOS 2012 - ALPEDRINHA

domingo, setembro 02, 2012

MAIS UM TROÇO DA MURALHA DE CASTELO BRANCO

Passeando recentemente pela zona antiga de Castelo Branco encontrei esta obra. Será que estão a colocar mais um troço da muralha à vista? Penso, que sim porque a muralha devia localizar-se naquele naquele local. Com tempo terei de tentar confirmar essa localização no «Livro das Fortalezas» de Duarte d´Armas.
Já agora fica também a sugestão para retirarem dali as inestéticas caixas de electricidade que ficam muito mal numa zona antiga.

sábado, junho 30, 2012

FORTIFICAÇÕES DE ELVAS JÁ SÃO PATRIMÓNIO MUNDIAL

As fortificações abaluartadas de Elvas, Alentejo, foram, este sábado, classificadas pela UNESCO como Património Mundial. O monumento português é considerado, dentro da sua tipologia, o maior do mundo.
As fortificações de Elvas foram classificadas, no início da tarde de hoje, como Património Mundial da categoria de bens culturais. A construção das fortificações de Elvas  iniciaram-se no reinado de D. Sancho II e a partir da Guerra da Restauração começaram a adquirir a forma actual. As fortificações de Elvas têm um perímetro de oito a dez quilómetros, ocupando uma área de 300 hectares. Incluem dois fortes (Santa Luzia e Graça ou do conde Lippe), os três fortins do século XIX, as muralhas medievais, a muralha do século XVII e o Aqueduto da Amoreira. Este monumento foi o único candidato luso entre os 33 que faziam parte da lista de Património Mundial, elaborada pela UNESCO.
O Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) já tinha previsto a classificação, indicando que as fortificações alentejanas reuniam o valor universal excecional necessário para a aprovação da candidatura.
A decisão final foi tomada esta tarde durante a 36ª Sessão do Comité do Património Mundial, a decorrer em São Petersburgo, na Rússia.
Para além do importante conjunto de fortificações abaluartadas de Elvas, Portugal possui ainda outros dois importantes conjuntos de fortificações que são Almeida e Valença.

 

segunda-feira, abril 23, 2012

200 ANOS DO FIM DA 4ª INVASÃO FRANCESA

Comemoram-se hoje 200 anos do fim da 4ª invasão francesa a Portugal. Esta última invasão é quase desconhecida dos portugueses e até ignorada pelos manuais escolares, que somente se referem às 3 anteriores invasões, comandadas respectivamente por Junot, Soult e Massena.
Esta invasão francesa iniciou-se em 3 de abril de 1812, com a entrada das tropas francesas que tentaram sem sucesso ocupar a praça de Almeida. Esta força invasora era comandada pelo Marechal Marmont que desta forma tentava realizar uma manobra de diversão, destinada a aliviar o cerco anglo-portugês de Badajoz e evitar  o avanço posterior do exército anglo-português em direcção a Madrid. no dia 8 de Abril, os franceses instalaram o seu quartel-general no Sabugal e a partir dessa localidade foram enviadas forças que espalharam o terror pela região e atacaram Penamacor, Belmonte, Covilhã, Fundão, Idanha-a-Nova e Castelo Branco.
Com a tomada de Badajoz pelas tropas anglo-portuguesas, Wellington avançou com as suas tropas em direcção à Beira Interior. Os franceses perante a aproximação de Wellington recuam e pelo caminho destruiram e saquearam Medelim e Pedrogão de São Pedro. Os franceses abandonam posteriormente o Sabugal e retiram de Portugal.
Esta 4ª invasão durou apenas 20 dias, mas foi o suficiente para lançar de novo o terror e a destruição na região que tão martirizada tinha sido nas 1ª e 3ª invasões e realizou-se aquando as populações estavam já a reconstruir os seus pertences e se viram de novo na miséria perante a fúria destruidora dos franceses. William Warre, major inglês que se encontrava já alguns anos em Portugal, nas suas «Cartas da Península» relata ao seu pai na carta de 24 de Abril de 1812 o seguinte acerca desta invasão: «É impossível dar-vos uma ideia da desgraça existente em todas as vilas por onde o inimigo passou, pois destruíram tudo aquilo que não puderam levar (...) A fome e a penúria dos infelizes camponeses que nos cercam por toda a parte, e a caridade que fomos fazendo a alguns, já esgotou completamente os nossos meios. O dinheiro tem pouca utilidade onde nada pode ser comprado. Toda a forragem para os cavalos foi, nos dois últimos dias, aquela que conseguimos cortar nos campos, embora nem estes tenham escapado à rapacidade do inimigo».



terça-feira, março 13, 2012

ESTAÇÕES DA LINHA DA BEIRA BAIXA AO ABANDONO

Fatela/Penamacor
Qualquer dia até fica sem o nome da estação na parede!

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

MINAS DE SÃO FRANCISCO - MATA DA RAINHA

As minas de São Francisco situam-se nas imediações da aldeia de Mata da Rainha, concelho do Fundão. Funcionaram apenas durante a 2ª Guerra Mundial, exploradas por uma empresa alemã que aí extraía volfrâmio. Estas minas foram o cenário de uma da obras «Minas de San Francisco» do escritor Fernando Namora, que relata a vida dura dos homens que abandonaram a vida do campo iludidos pela esperança de que o volfrâmio lhes desse uma vida melhor.
Das antigas minas ainda são visíveis as entradas, que não se encontram vedadas, o paredão do dique que fornecia água para o complexo mineiro, as ruínas da antiga central eléctrica, entre outros vestígios que mereciam melhor preservação.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

NATAL SIM: A TERRA DO FOGO - O MADEIRO DE PENAMACOR


A curta-metragem sobre o madeiro de Penamacor, que estreia na vila esta quarta-feira, dia 21, já pode ser vista na internet.
O filme é o resultado de uma candidatura ao concurso promovido pelo Movimento SIM, uma iniciativa da Samsung que pretende promover a criatividade.
O filme é protagonizado pelos jovens actores Henrique Gil e António Sanches, contando com a participação dos habitantes da vila nos restantes papéis. A realização é de Manuel Pureza, que realiza a telenovela "Rosa Fogo", em exibição na SIC.

O madeiro de Penamacor é considerado o maior do país, sendo transportado todos os anos para o adro da igreja matriz da vila.

Texto jornal Reconquista online

quarta-feira, dezembro 07, 2011

PORTAGENS NA A23 - O INTERIOR A EMPOBRECER

Aí estão as portagens electrónicas a partir do dia 8 de Dezembro. O Estado vai arrecadar mais uns cobres e o interior a empobrecer. É esta a triste sina do interior de Portugal!

quarta-feira, novembro 16, 2011

Viajar na Linha da Beira Baixa: diz que é uma espécie de Intercidades

Três meses depois de a electrificação da linha estar terminada, a CP mudou os comboios Intercidades, mas garante que o conforto é o mesmo. O i foi tirar a prova dos noves.

José Sócrates tinha prometido a conclusão da electrificação da Linha da Beira Baixa para 2009, mas as obras até à Covilhã só terminaram a 31 de Julho deste ano. A última fase custou mais de 100 milhões de euros e trazia a maior vantagem para os passageiros: deixou de ser preciso trocar a máquina do comboio Intercidades na estação de Castelo Branco, poupando-se cerca de 20 minutos entre Lisboa e a Covilhã. De quatro horas de viagem passou-se para 3 e 41 – pelo menos em teoria. Três meses depois de a electrificação da linha ter chegado à Covilhã, a CP decidiu substituir os tradicionais comboios de longo curso por automotoras eléctricas. Uma mudança, argumenta a empresa, que permitirá poupar 1,5 milhões de euros por ano, mantendo o mesmo conforto para os passageiros. O i fez-se à linha da Beira Baixa para experimentar as novas carruagens e tirar a prova dos noves, numa viagem de mais de oito horas entre Lisboa-Oriente e a Covilhã.

A automotora Por pouco – e não fosse a jornalista ter avisado ao telefone minutos antes do embarque –, o fotógrafo teria ficado até às seis da tarde sem almoçar. É que as novas automotoras, reformuladas propositadamente para circularem até à Covilhã (num investimento que rondou os 600 mil euros), não têm serviço de bar. Para quatro horas de viagem existem apenas duas máquinas de vending instaladas numa das carruagens de segunda classe, com águas (1,20 euros cada), batatas fritas, gomas, chocolates e embalagens de minicroissants. A decisão de acabar com o bar, explica a CP, teve a ver com a “pouca procura” do serviço. Depois da entrada no comboio, às 13h26 em ponto, rapidamente se percebeu que o serviço é substancialmente diferente do anterior, apesar de o preço dos bilhetes ser o mesmo. Os bancos são parecidos com os de um comboio suburbano e nem sequer há cortinas, nem mesmo na primeira classe. Ainda assim, a CP garante que o conforto é o mesmo, que até há melhores acessos, casas de banho mais modernas e mais espaço disponível. Mas as melhores condições, diz a empresa, encontram-se mesmo na primeira classe – “onde existe maior conforto dos bancos, mais espaço e tomadas para carregamento de portáteis”. Ora os bancos são praticamente iguais aos da segunda classe (só muda a cor). O tal espaço acrescido resulta de existirem menos meia dúzia de bancos na carruagem e quanto às tomadas não estavam a funcionar. Apesar de existirem poucas diferenças entre a primeira e a segunda classe, os dez passageiros que viajaram na carruagem conforto até à Covilhã pagaram mais 5,5 euros de bilhete.

A poupança O novo modelo de comboio, garante a CP, vai permitir poupar 1,5 milhões de euros por ano, sublinha a empresa, devido a uma maior eficiência energética, dado que o consumo das automotoras é “inferior” ao das locomotivas. Além disso, o novo comboio permite também cortar no pessoal, por ter duas cabines de maquinista – uma à frente e outra atrás da composição. À chegada às estações terminais, a CP tinha de pagar à REFER para que disponibilizasse manobradores para virarem a locomotiva ao contrário antes de seguir novamente viagem. O encargo deixa agora de existir: para fazer a viagem de regresso basta que o maquinista se mude para a outra cabine. Nas estações do Fundão e da Covilhã – recentemente remodeladas – já não existem funcionários a maior parte do tempo. As bilheteiras estão fechadas e a compra dos bilhetes é feita já dentro do comboio, junto do revisor. A tarefa pode ser complicada nos dias em que há maior procura do serviço, às sextas-feiras e ao domingo.

Os passageiros Em 2009 houve 288 mil passageiros a utilizar a Linha da Beira Baixa, segundo os dados da CP. No ano passado viajaram 277 mil pessoas e este ano, até Agosto, houve 177 mil passageiros. Contas feitas, circulam 128 passageiros por cada comboio Intercidades na Linha da Beira Baixa.
As novas automotoras têm capacidade para levar 192 pessoas, podendo ser aumentada facilmente se houver necessidade – basta acoplar mais carruagens. E a CP aproveita para esclarecer que não há comboios Intercidades, mas “um serviço Intercidades”, que se caracteriza não pelo tipo de material que circula, mas por fazer a “ligação diária entre as principais cidades do país”. Ou seja, o Intercidades não está “vinculado a um tipo específico” de comboio.
No entanto, o argumento não convence os utilizadores e os autarcas da Beira Baixa. A mudança do tipo de comboio já foi criticada na Assembleia Municipal da Covilhã, onde há pouco mais de um mês foi aprovada, por unanimidade, uma moção de contestação. Jorge Saraiva, deputado do PSD, entende que a troca de comboios “por automotoras do século passado” é uma medida “intolerável” e de “vistas curtas”, especialmente “numa altura em que vão ser introduzidas portagens na A23. Já a Associação dos Amigos da Linha da Beira Baixa acredita que a qualidade do serviço “vai piorar”, porque as automotoras foram construídas na década de 1970 para “trajectos urbanos curtos e nunca para viagens de longo curso”. A verdade é que a automotora só consegue chegar aos 120 km/h – velocidade inferior aos 160 km/h das locomotivas. A CP defende-se e explica que os limites máximos de velocidade na Linha da Beira Baixa oscilam entre os 90 km/h e os 120 km/h. Durante a viagem, o i confirmou que existem pelo menos 25 zonas na linha em que o comboio é obrigado a reduzir a velocidade para 50 km/h e mesmo 30 km/h. Fonte ligada à empresa explica que essas dezenas de abrandamentos só acontecem porque a REFER “não investe na linha”, que, com alguns melhoramentos, poderia permitir a circulação a velocidades superiores.

atrasos e queixas A hora prevista de chegada à Covilhã estava marcada para as 17h01, mas, entre abrandamentos e paragens em sinais vermelhos (o controlo da linha é feito a partir de Braço de Prata, em Lisboa), o comboio acabaria por se atrasar mais de 20 minutos. O atraso, garantiram alguns passageiros, “é coisa habitual”, porque os horários da CP não contemplam os abrandamentos do comboio. Contudo, a CP diz que as automotoras – que há 18 anos circulavam na Linha de Sintra – fazem o serviço “em tempos semelhantes” ao anterior equipamento – que também já costumava chegar atrasado 15 minutos à Covilhã.
“Mais valia mudarem os horários de uma vez por todas”, queixava-se Maria Helena, 82 anos, pouco antes da chegada ao Fundão. “Isto agora nem se compara no que diz respeito ao conforto, embora haja mais espaço”, admite. Mas a principal queixa desta passageira, que faz a viagem uma vez por mês, é “a falta de cortinados”. Ao lado, Fátima Valdez queixa-se do conforto dos bancos: “Tenho de começar a pensar em trazer uma almofada”, diz. André Barata, professor na Universidade da Covilhã, afirma que “o pior” é não haver carruagem-bar e defende que em tempo de crise a população deveria ser encorajada a viajar de transportes públicos. “Especialmente agora, com a introdução das portagens na A23”, argumenta. Telmo Gaspar é estudante na mesma universidade e recorda que se esperou “anos” pela electrificação, “mas afinal só foi concluída para substituírem o comboio por uma automotora, quando os passageiros esperavam uma melhoria substancial no serviço”, diz.
Depois de pouco mais de uma hora na Covilhã, o i voltou a entrar na mesma automotora e regressou a Lisboa, onde chegou com os habituais 15 minutos de atraso. Já a CP avisa que não volta atrás na decisão: “É uma solução definitiva”, garante a empresa.

in Jornal i, 16 de novembro de 2011.

quinta-feira, outubro 13, 2011

A CP É UMA ANEDOTA

A partir do próximo sábado, o serviço Intercidades (Covilhã-Lisboa) na Linha da Beira Baixa passa a ser assegurado por automotoras do século passado (construídas nos anos 70) e que a CP mandou “recauchutar”. A CP justifica a decisão com a necessidade de dar sustentabilidade económica à Linha da Beira Baixa, que, será a primeira do país a ter automotoras eléctricas a assegurar o Intercidades. A decisão apanhou de surpresa os autarcas, que receiam tratar-se de um retrocesso numa linha onde foram investidos milhões de euros nos últimos anos. A esses milhões há que juntar mais aqueles (CP não anunciou o valor do investimento) que foram investidos para “lavar a cara” das automotoras que passarão a circular na Linha da Beira Baixa. Questionada pelo JF, a CP diz que as automotoras oferecem “condições de conforto idênticas às das carruagens em circulação. Estas automotoras passam a disponibilizar condições de conforto adaptadas a viagens de longo curso, nomeadamente ao nível dos bancos, espaço disponível e colocação de tomadas para carregamento de equipamentos portáteis em 1.ª classe”. O novo modelo de exploração permitirá uma poupança superior a 1,5 milhões de euros por ano e surge apenas dois meses depois de concluída a electrificação da linha até à Covilhã, permitindo ganhar vinte minutos na viagem para Lisboa. A automotora atinge a velocidade máxima de120 Km /hora, bastante menos que as composições que garantem actualmente o serviço. A CP sublinha que a procura na Linha da Beira Baixa tem vindo a descer, desde a criação da A23, factor que favorece a anunciada mudança. As automotoras têm menor consumo energético e o facto de possuírem cabine de condução em ambas as extremidades permite reduzir os custos associados à manobra para inverter a locomotiva à partida e à chegada. As automotoras que vão garantir o serviço Intercidades têm capacidade para 186 passageiros, o que significa uma ligeira redução relativamente às composições que percorrem agora a distância entre Lisboa e a Covilhã, com uma lotação de 192 lugares. “Está assegurada a disponibilidade de lugares necessária para dar resposta à actual procura do Intercidades na linha da Beira Baixa”, sublinha a CP, assegurando que manterá o “número de ligações existentes de Intercidades e serviço regional, verificando-se apenas pequenos ajustamentos nos horários dos comboios”. Ajustamentos que podem significar 10 minutos a mais na duração da viagem, como acontecerá com o primeiro Intercidades do dia. Saía às 7 horas e 37 minutos da Covilhã e chegava a Santa Apolónia às 11 horas e 11minutos, passando a sair da Covilhã nove minutos mais cedo, às 7horas e 28 minutos e a chegar a Lisboa às 11horas e 12 minutos.

In Jornal do Fundão, 12/10/2011

Sinceramente não entendo as decisões que a administração da CP toma. Primeiro a linha foi electrificada e agora em vez de conseguir prestar um serviço melhor, recauchutou antigas automotoras, diminuiu o número máximo de passageiros a transportar e aumentou o tempo da viagem em 10 minutos. Depois apresentam-nos uma justificação de que com esta alteração poupam mais de 1,5 milhões de euros pelo facto de as automotoras não necessitarem de fazer a manobra da mudança da locomotiva. Será que a administração da CP pensa que por vivermos no interior somos pessoas que não pensam e que acreditamos nesta alegada poupança? Não conseguiria a CP poupar bem mais de 1,5 milhões de euros se acabasse com pelo menos alguns dos muitos gestores que tem? Não conseguiria poupar também alguns milhões se acabasse com as mordomias dos seus numerosos gestores? Esta administração da CP é uma anedota.

sábado, setembro 10, 2011

quinta-feira, agosto 25, 2011

LINHA DA BEIRA BAIXA COVILHÃ - GUARDA ABANDONADA APÓS OBRAS DE 7 MILHÕES DE EUROS

Começou por ser uma linha igual às outras, recebendo todo o tipo de comboios. Depois ficou só com mercadorias e uma velha automotora para passageiros. O troço entre Covilhã e Guarda foi-se degradando e houve obras, mas agora fala-se na possibilidade de acabar de vez com a circulação

OS COMBOIOS já circulavam há dois anos entre Lisboa e Covilhã quando, em 1893, ficou concluída a Linha da Beira Baixa, levando os passageiros mais 40 quilómetros para norte, até à Guarda. As duas “Beiras” ficavam, assim, ligadas pelos caminhos--de-ferro, numa altura em que as estradas eram raras e os automóveis ainda uma miragem.

Durante muitas décadas, a Linha da Beira Baixa (bem como a Linha da Beira Alta) foi um equipamento essencial no desenvolvimento da região e uma preciosa ajuda para as populações, que tinham no comboio uma ferramenta ideal para cumprir os seus sonhos. Fizeram-se milhares e milhares de negócios, muitas famílias colocaram as suas vidas sobre “carris”. E mesmo os que tiveram mais dificuldades, foi de comboio que partiram para outros países, na enorme vaga de emigração do séc. XX.

Quase 120 anos depois, a Linha da Beira Baixa está hoje muito diferente. Desde as primeiras locomotivas a carvão, muita coisa mudou até aos dias que correm. Até as poderosas máquinas a diesel foram agora ultrapassadas, pois ficou concluída há pouco tempo a electrificação da linha entre Lisboa e a Covilhã. Desde o final de Julho que os comboios são “puxados” por eficientes locomotivas eléctricas – Siemens 5600 (Intercidades) e UTE 2240 (Regionais).

À primeira vista, parece que há todos os motivos para se festejar, mas a verdade é que há uma parte da Linha da Beira Baixa que não pode entrar nessa euforia. Aliás, o cenário é bem negro para o troço entre a Covilhã e a Guarda, actualmente sem qualquer comboio a circular.

Jornal do Fundão online, 25/08/2011

Sinceramente não entendo! Decidam-se ou fecham a Linha de vez ou acabam as obras e os comboios começam a circular! As populações das localidades servidas pela Linha não podem viver nessa incerteza, mas se fecharem a Linha depois não se queixem de que não há alternativa ferroviária na ligação à Europa, se a Linha da Beira Alta ficar interrompida.

segunda-feira, agosto 01, 2011

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO CASTELO DE PENAMACOR

O Castelo de Penamacor, entendido como toda a área amuralhada do antigo burgo medieval, continua a exercer sobre o visitante a atracção e o fascínio que emanam dos lugares históricos, seja por simples curiosidade, seja pela sensação aventurosa e romântica de um imaginado regresso ao passado que inspiram. A Torre de Menagem, singular monumento que impressiona pela sua extraordinária robustez, tornou-se de há muito na imagem que todo o visitante retém da vila. É, incontestavelmente, o símbolo de Penamacor.
Ciente disso, a Câmara Municipal procedeu recentemente à beneficiação do seu interior, por forma a criar motivos adicionais de interesse ao visitante, procedendo a alguns apontamentos museográficos, baseados nos materiais levantados nas campanhas arqueológicas que decorreram nos últimos anos, bem como à implantação, no eirado, de um miradouro apoiado em painéis de leitura do horizonte e luneta telescópica. Na prática, estamos perante um centro de interpretação do antigo castelo, onde não falta uma maquete da vila medieval, tal como ainda se apresentava no século XVI.
Durante o mês de Agosto, a torre pode ser visitada gratuita e diariamente, às 11:00 e às 15:00h, independentemente do número de visitantes. Grupos de 5 ou mais pessoas podem solicitar visitas extraordinárias, devendo para isso dirigirem-se ao posto de informação turística, sito na rua se Santa Maria, 19, ao Cimo de Vila. A breve trecho, perspectiva-se um esquema de visitação pago e com guia.

Texto CMPenamacor

sexta-feira, julho 22, 2011

QUANDO A GENTE ANDAVA AO «MENÉRIO»

Está patente no Centro Cultural Raiano, de 16 de Julho a 31 de Dezembro, a exposição “Quando a gente andava ao “menério” dedicada as memórias mineiras do concelho de Idanha-a-Nova, concretamente do caso de Segura, tendo partido da necessidade de mostrar, dar a ver, trazer para o espaço da partilha os universos das memórias das gerações que viveram com proximidade estes tempos conturbados do “menério”.

Está patente no Centro Cultural Raiano, de 16 de Julho a 31 de Dezembro, a exposição “Quando a gente andava ao “menério” dedicada as memórias mineiras do concelho de Idanha-a-Nova, concretamente do caso de Segura, tendo partido da necessidade de mostrar, dar a ver, trazer para o espaço da partilha os universos das memórias das gerações que viveram com proximidade estes tempos conturbados do “menério”.

A exploração mineira, nesta região, remonta ao período romano, prosseguiu no período medieval e nos séculos XIX e XX, tendo sido explorado estanho, volfrâmio, chumbo, zinco, ouro, bário e fósforo.

Em Segura, a exploração mineira passou pela importante Empresa Mineira de Segura, um grande número de concessões e oficinas de preparação e tratamento de minério. Com “Febre do volfrâmio” na 2ª guerra mundial, o aumento da procura e do preço do volfrâmio nos mercados internacionais fez despoletar um sem número de explorações informais, assim como uma panóplia de ilegalidades associadas, como contrabando, espionagem, falsificações, desvios, entre outras.


Texto e imagem retirados do sítio cm-idanhanova.pt