quarta-feira, fevereiro 09, 2011

OLEIROS - O MILAGRE DA HORTA DA SANTA

Reza a história que há duzentos anos a terceira invasão francesa passou por Oleiros. A antiga igreja de Santa Margarida foi transformada em paiol e na sua retirada os franceses fizeram-na explodir. Mas a imagem da padroeira de Oleiros resistiu até aos dias de hoje.
Aquela e outras histórias foram assinaladas no passado sábado, na propriedade Horta da Santa, em Oleiros, onde na altura se encontrava a igreja de Santa Margarida. Os franceses, na sua terceira invasão a terras lusitanas, terão chegado a Oleiros no dia 2 de Fevereiro de 1811. Os invasores terão chegado pela rota que ligava Abrantes ao Fundão, a chamada estrada nova.
António José Guimarães foi um dos impulsionadores da iniciativa, com o objectivo não só de relembrar o bicentenário, mas sobretudo para "reforçar a amizade entre as pessoas. Uma amizade que foi fundamental para defrontar os invasores. Esta evocação pretende valorizar o nosso património, crenças, lendas e declarar o nosso amor por Oleiros".
A invasão francesa, o modo como os oleirenses souberam lidar com a situação e a devoção que os oleirenses têm para com Santa Margarida acabam por estar interligados. "A imagem que hoje se encontra na Igreja Matriz é aquela que se encontrava neste local em 1811", começa por explicar o Cónego Martinho Cardoso. O pároco de Oleiros lembra que "essa invasão terá passado precisamente neste local, na Horta da Santa. Antes deles chegarem a este local, todo o povo que aqui vivia dispersou-se pelas serras entre a Amieira e Cambas, levando consigo aquilo que tinham".
Nessa altura os franceses transformaram a antiga capelinha de Santa Margarida, para ali instalarem o seu paiol. "Quando resolveram partir deitaram fogo à capela. Foi tudo pelos ares e a imagem que hoje se encontra na igreja matriz, e a partir da qual se fez uma réplica, foi encontrada intacta, embora depois tivesse que ser retocada devido ao fumo", acrescentou Martinho Cardoso. Foi nessa altura que o povo começou a afirmar que se tratava do "milagre da Horta da Santa".

Jornal Reconquista Online, 9 de Fevereito de 2011

segunda-feira, janeiro 31, 2011

1 DE FEVEREIRO DE 1811 - OS FRANCESES SÃO VIOLENTAMENTE ATACADOS NA SERRA DA MAUNÇA

O General francês Maximilien Foy que se dirigia de Salamanca para Santarém, para se unir às tropas de Massena, ao percorrer a Estrada Real ou Nova, que ligava a Enxabarda (Fundão) a Cardigos (Mação), é atacado por oitenta ordenanças de Alpedrinha, que sob o comando do Tenente-Coronel J. Grant, apoiados pelo povo das terras da Serra da Maunça provocaram uma enorme mortante no exército francês. Aqui ficam as transcrições das cartas do comandante inglês que relatam esses violentos combates travados em terras dos actuais concelhos do Fundão e Castelo Branco. É se salientar que o comandante inglês omitiu nas suas cartas a participação dos populares nestes combates, participação essa bem presente na tradição oral das populações da zona.

«Sede servido referir a S. Exa. o Comandante em Chefe, que ontem uma coluna do inimigo debaixo do comando do General Foy, consistindo em 3 mil cavalos e infantes, de Ciudad Rodrigo passou pela estrada nova, para se unir a Massena. Pernoitou aos 31 em Alcaria, junto ao Fundão. No primeiro deste mês tomei posto em um outeiro junto a esta aldeia, por onde o inimigo devia passar, tendo comigo oitenta ordenanças de Alpedrinha; fez-se-lhe um em dirigido fogo por duas horas, e terminou somente com a noite: o resultado foi, dezoito mortos na estrada, grande número de feridos e dez prisioneiros; vários dos feridos acharam-se mortos esta manhã, pela extrema inclemência do tempo: também se tomaram diversos carros de trigo, e considerável número de bois. Tendo mandado partidas para picar a frente e a rectaguarda do inimigo, tenho razão para pensar que ele deve ter sofrido consideravelmente antes de deixar a estrada nova; nós só perdemos somente um homem, com poucos cavalos feridos, entre eles o meu».
Carta do Tenente-Coronel J. Grant, dirigida da Enxabarda ao Coronel D´ Urban, em 2 de Fevereiro de 1811

«Tende a bondade de referir a Sua Excelência o Marechal, que o resultado da acção do primeiro do corrente mês, junto a Enxabarda, foi mais completo do que eu ao princípio referi; acharam-se mortos duzentos e sete do inimigo, aos dois do corrente, no espaço de quatro léguas, parte dos quais morreu em consequência de feridas de da inclemência do tempo: estão também em meu poder dezoito prisioneiros, e quatro ingleses, que tinham enrado no serviço francês, na Legião Irlandesa, para efectuar a sua fugida, tendo estado cinco anos prisioneiros; um deles é do regimento 30, os outros tinham sido marinheiros. Tenho também que dizer, que o coronel do regimento francês 30, e o quartel-mestre do mesmo regimento foram achados mortos. O inimigo perdeu a maior parte da sua bagagem e gado. Envio alguns dos seus papéis e cartas».

Carta do Tenente-Coronel J. Grant, dirigida do Fundão ao Coronel D´Urban, em
4 de Fevereiro de 1811
Trajecto da Estrada Real ou Estrada Nova na Serra da Maunça
(Imagem retirada de dosenxidros.blogspot.com)

Bibliografia:
Excerptos Históricos e Collecção de Documentos Relativos á Guerra Denominada da Peninsula e ás Anteriores, Chaby, Claudio de, Volume 3, Imprensa Nacional, Lisboa, 1865.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

COVILHÃ - PONTE PEDONAL DA CARPINTEIRA ELEITA COMO UM DOS 7 DESTINOS DESIGN MAIS INTERESSANTES

A Ponte Pedonal sobre a Ribeira da Carpinteira, na Covilhã, foi escolhida pela revista Travel + Leisure como um dos sete destinos relacionados com design mais interessantes do mundo.

Segundo a edição online da publicação norte-americana, dedicada ao turismo e lazer e referente a janeiro de 2011, a ponte "é uma das mais impressionantes" de entre "as novas pontes pedonais de grande altura" construídas em diferentes pontos do globo.

A obra da autoria do arquiteto Carrilho da Graça, inaugurada em 2009, tem 52 metros de altura (o equivalente a um edifício de 17 andares), 220 metros de extensão, 4,40 metros de largura e uma estrutura de aço para betão armado com 250 toneladas.

A estrutura liga o Bairro dos Penedos Altos ao centro da cidade, reduzindo o percurso que obrigava a contornar as encostas do vale da Carpinteira.

Carrilho da Graça acredita que o enquadramento da ponte, num vale recortado "com a Serra da Estrela em cima e a Cova da Beira em baixo", contribuiu para a distinção, referiu hoje à agência Lusa.

O trabalho em parceria com o engenheiro Adão da Fonseca "foi um desafio interessante: não é fácil fazer experiências em edifícios e aqui conseguimos levar a estrutura até ao limite", acrescentou.

A ponte sobre a Ribeira da Carpinteira está ainda nomeada para o prémio Mies van der Rohe (em memória do arquiteto alemão com o mesmo nome) - assim como a intervenção de Carrilho da Graça no Castelo de São Jorge, em Lisboa.

"Esta não é a primeira vez que a ponte é reconhecida por publicações internacionais, que só provam que tínhamos razão quando decidimos construi-la", referiu Carlos Pinto, presidente da Câmara da Covilhã.

"É a consagração de uma obra, não só pela sua utilidade, mas também pela forma e enquadramento", destacou.

Para Carlos Pinto, a ponte é cada vez mais "um dos ícones da Covilhã e será um elemento fundamental na identidade da cidade".

A travessia custou cerca de três milhões de euros e faz parte do plano de mobilidade da cidade, iniciado há sete anos e que pretende cortar os vales e aplanar as encostas que caracterizam a cidade com outras obras como elevadores e funiculares.

Carlos Pinto espera concluir todos os projetos do plano de mobilidade até final do mandato.

Os restante seis destinos mais interessantes do mundo ao nível de design, segundo a edição de janeiro de 2011 da Travel & Leisure, são estruturas construídas na Nova Zelândia, Alemanha, Polónia, China, Áustria e Qatar.

A Travel + Leisure é publicada 12 vezes por ano pela empresa editorial da American Express, que lhe atribui uma audiência média 4,8 milhões de leitores.

Jornal Reconquista, edição online.
Foto: mafiadacova.blogspot.com

quinta-feira, dezembro 23, 2010

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO

sexta-feira, novembro 19, 2010

MOVIMENTO QUER FAZER DO SOBREIRO A ÁRVORE NACIONAL

O Canadá tem o plátano, a Inglaterra o carvalho e Portugal poderá vir a ter o sobreiro.

“Ao contrário do que se possa pensar, esta árvore está presente em todo o território nacional, não apenas no Alentejo. E não nos podemos esquecer da sua importância vital aos níveis social, cultural e económico”, justificou ao PÚBLICO Miguel Rodrigues, da Árvores de Portugal que, com a Transumância e Natu¬reza (ATN), é responsável por esta iniciativa.
O território nacional do sobreiro (Quercus suber) estende-se por 737 mil hectares, segundo o Inventário Florestal Nacional de 2006. Ou seja, 32 por cento da área que a espécie ocupa no Mediterrâneo ocidental.
Além da importante biodiversidade associada aos montados, o sobreiro ajuda a travar a desertificação do solo e a gerar receitas da exploração da cortiça. Segundo os responsáveis pela iniciativa, o país produz cerca de 200 mil toneladas de cortiça por ano, mais de 50 por cento do total mundial. “A perda desta liderança representaria um descalabro económico, social e ambiental sem paralelo para o nosso país”, alertam.
Ainda que o sobreiro esteja protegido por lei, desde Maio de 2001, Miguel Rodrigues considera que “a legislação por si só não tem conseguido travar o declínio do sobreiro. Há sempre excepções que se abrem na lei, ao sabor das decisões que vão sendo tomadas”.
Há vários anos que Domingos Patacho, da Quercus, tem denunciado o abate ilegal de sobreiros. E hoje, contou, “continuam a existir denúncias, especialmente na zona envolvente da Grande Lisboa”.
Ricardo Nabais, da ATN, também é da opinião que, perante grandes projectos, “a protecção legal não é suficiente. É preciso acarinhar a árvore enquanto símbolo de Portugal”. “Queremos atingir a maioria da população portuguesa”, disse.
Além dos abates de árvores para dar lugar a projectos imobiliários, a ameaça aos sobreirais tem outras origens. “O que está a matar o sobreiro é o efeito de muitos anos de má gestão dos montados, como o excesso de pisoteio pelo gado, excesso de matéria orgânica e uma gradagem do solo demasiado profunda”, explicou Miguel Rodrigues. Os vedantes sintéticos, em substituição das rolhas de cortiça, “podem ser a machadada final”.
Ainda assim, o país tem grandes manchas de montado e árvores monumentais. Segundo os dados da Autoridade Floresta Nacional relativos a 2008, existem 41 sobreiros classificados como árvores de interesse público. Miguel Rodrigues estima que aquele que será o sobreiro mais antigo e o maior situa-se em Pai Anes, Castelo de Vide. Terá cerca de 500 anos. “Isto é uma coisa fabulosa para um sobreiro, dado que costuma viver 200 anos”. No entanto, esta árvore “deverá estar já fase terminal da sua vida e perdeu, há cerca de dois anos, uma das pernadas principais, da grossura de um sobreiro adulto”.
Miguel Rodrigues adiantou que está em fase de classificação o sobreiro da Corte Grande, em Monchique. Este é, “provavelmente, o maior do Algarve e um dos maiores do país”.

As duas associações vão convidar uma lista de entidades para formar um núcleo inicial da iniciativa, entre as quais universidades, associações de defesa do ambiente e associações florestais. Depois vão preparar um documento técnico que justifique a classificação e, por fim, lançar uma petição para levar à Assembleia da República.

Mas o trabalho não acaba por aqui. “Depois de classificar, queremos ver o que tem de ser feito para travar a perda do montado e recuperá-lo”, explicou o responsável, salientando a importância de uma estratégia para a reflorestação, em vez das plantações “pontuais para aproveitar subsídios europeus”.

Público online, 19/11/2010

sábado, novembro 13, 2010

sábado, outubro 09, 2010

PÉROLAS DOS NOSSOS POLÍTICOS

«Não são sacrifícios incomportáveis. O povo tem de sofrer as crises como o Governo as sofre»
Almeida Santos, Presidente do PS

O Senhor Presidente do PS não deve saber que há mais de 500 mil desempregados, milhares de reformas de miséria, milhares de trabalhadores a receber o salário mínimo, etc. Alguma vez um membro do Governo passou por essas dificuldades?

«
Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer»
Ricardo Gonçalves, deputado do PS eleito por Braga a propósito da redução das ajudas de custo para 67 euros por dia.

Coitadinho! Tanta fome que ele passar! Acho que este senhor deputado para não morrer à fome deve abandonar o parlamento e levar com eles os outros 229 deputados que também devem estar a morrer à fome. Demita-se e não goze com o povo!


terça-feira, outubro 05, 2010

quinta-feira, setembro 23, 2010

CASTELO BRANCO 1830-1930 - UM SÉCULO DE VIDA DA CIDADE

O segundo volume do estudo "Castelo Branco 1830-1930 - Um século na Vida da Cidade" foi apresentado, na passada quinta-feira. A obra editada pela Câmara Municipal de Castelo Branco, resulta de um trabalho de investigação desenvolvido pelo albicastrense Manuel Morais Martins e constitui mais um valioso contributo para a história da cidade de Castelo Branco.

quinta-feira, setembro 16, 2010

CHOCALHOS 2010

ALPEDRINHA
17 a 19 de Setembro

segunda-feira, agosto 30, 2010

ADUFE nº 17


Acabou de sair mais um número da ADUFE, Revista Cultural de Idanha-a-Nova. Continua a qualidade de sempre, a vontade de ler tudo de uma só vez e o desejo de que o próximo número não demore a sair.

domingo, agosto 22, 2010

22 DE AGOSTO DE 1810 - COMBATE DO LADOEIRO

No dia 22 de Agosto de 1810, um esquadrão inglês do 13º Regimento de Dragões Ligeiros e um esquadrão português do Regimento de Cavalaria nº 4, sob o comando do Capitão William White, em missão de patrulha próximo do Ladoeiro, encontraram uma patrulha francesa a efectuar reconhecimento à zona, composta por sessenta cavaleiros. De imediato as tropas luso-britânicas se preparam para o combate, mas os franceses retiram, são perseguidos a galope durante cerca de seis milhas, até que os franceses passam uma linha de água (cujo nome é desconhecido, pois ajudaria a localizar com exactidão o local do combate), e mais à frente, colocam-se em formação para o combate. As tropas luso-britânicas passam também essa linha de água, formam com frente de três e carregam violentamente sobre o inimigo, conseguindo em pouco tempo derrotá-lo e aprisionar dois tenentes, três sargentos, seis cabos, um clarim e cinquenta soldados. Diz o Brigadeiro Fane [1] em comunicação ao Tenente-General Hill acerca do combate do Ladoeiro Julgo-me feliz em poder dizer, que isto se fez sem perder um só homem da nossa parte. Seis do inimigo ficaram feridos. Vários cavalos ficaram feridos com golpes de sabre e todos os cavalos franceses foram capturados.

Neste combate destacaram-se pela sua valentia, reconhecida até pelos prisioneiros franceses, para além do Capitão White, o Major Charles Albert Vigoureux, do 38º Regimento de Infantaria inglês, que se encontrava na zona para obtenção de informações que ao avistar os franceses solicitou ao Capitão White um cavalo para participar na carga, uma vez que realizava a sua missão apeado, tendo sido ele quem aceitou a rendição do comandante francês. Destacou-se, também, pela sua coragem o Tenente Turner do 13º Regimento de Dragões Ligeiros. Quanto ao comandante do esquadrão português, o Alferes Pedro Raymundo de Oliveira fizera o seu dever extremamente bem, e mostrara muito valor. Pela distinta conduta neste combate, o Alferes Oliveira foi promovido, por distinção, ao posto de Tenente, por ordem do Marechal Beresford.

Ao serem avistados os franceses o Capitão White tinha solicitado, por estafeta, ajuda ao seu regimento estacionado nos Escalos de Cima, mas quando esse reforços comandados pelo Capitão Macalester, chegaram já o combate tinha terminado há muito tempo e retirando-se nessa mesma tarde, para o bivaque nos Escalos de Cima.

Quanto aos prisioneiros franceses, estes foram tratados com grande humanidade e mais tarde transferidos para Castelo Branco e entregues ao Tenente-General Hill. Mas a confusão que se seguiu após o combate permitiu que o capitão francês, que também fora aprisionado, e alguns soldados fugissem, acabando no entanto por ser mortos. Segundo William Harre [2], os fugitivos acabaram por ser mortos pela população, concretizando desta forma aquilo que Wellesly tinha escrito numa carta ao irmão, dois dias antes por trás de cada muro de pedra, os franceses encontrarão um inimigo.

O combate do Ladoeiro aparece em muitas fontes portuguesas e inglesas, erradamente designado como Ladoeira, Ladoira ou Ladoera. Curiosamente, aparece mais vezes errada a designação em fontes portuguesas do que inglesas, mas isso não impede que a localização seja feita correctamente, como próximo do Ladoeiro, freguesia do concelho de Idanha-a-Nova.

Os principais comandantes deste combate continuaram durante a Guerra Peninsular a manter uma conduta distinta e, inclusivamente, a sofrer ferimentos em combate, nomeadamente o Capitão White em Salamanca em 1812, e o Tenente Oliveira em Viella, em 1814. Ambos regimentos luso-britânicos mantiveram, igualmente em combate um comportamento exemplar, tendo o 13º Regimento de Dragões Ligeiros participado, entre outros confrontos na Batalha de Waterloo e tendo o Regimento de Cavalaria nº 4, distinguindo-se em muitos outros combates e batalhas, nomeadamente no Buçaco e em Viella, conquistando arduamente a sua divisa Perguntai ao Inimigo Quem Somos, que também ajudou a ser ganha nos campos da Idanha.

Notas

[1] O Brigadeiro Fane, era o comandante da cavalaria da 2ª divisão, à qual pertencia o 13º Regimento de Dragões Ligeiros e o Regimento de Cavalaria nº 4.

[2] William Warre, Major, Ajudante de Campo de Beresford, teve conhecimento do combate através dos relatórios, pois na altura encontrava-se na Lageosa, onde escreveu a carta datada de 29 de Agosto de 1810, onde este combate é mencionado.

terça-feira, agosto 03, 2010

3 DE AGOSTO DE 1810 - COMBATE DE ATALAIA

No dia 3 de Agosto de 1810, uma força constituída por cento e dois homens do Regimento de Cavalaria nº 1, sob o comando do Coronel Cristóvão da Costa de Athayde Teive derrotou na Atalaia com uma valente carga, uma força francesa composta por sessenta homens, deixando mortos e feridos mais de trinta soldados, pondo em fuga o resto, aprisionando depois catorze. Do lado português morreu um soldado, um cavalo e três cavalos feridos. Acerca deste combate pode-se ler na Ordem do Dia do Exército Português: A carga que deu o referido Sr. Coronel contra o inimigo decidiu instantaneamente a acção, e a conquista das tropas que estavam debaixo das suas ordens, mostrou, assim como se tem mostrado em todos os assuntos que tem tido as tropas portuguesas com o inimigo, que ao valor natural e nacional destas só faltava disciplina para lhe assegurar a vitória. O Sr. Marechal (William Beresford, Comandante do Exército Português) roga ao Coronel Cristovão da Costa Athayde Teiva, aos oficiais e soldados que entraram na acção que recebam a sua aprovação e agradecimentos.
Sobre o local onde este combate se deu, a sua localização é desconhecida, nomeadamente perto de qual das Atalaias (do Campo ou Póvoa) ocorreu, uma vez que a documentação somente se refere a ele como Combate da Atalaia e até erradamente por vezes o localiza na Cova da Beira, advindo em minha opinião que este erro se deve à antiga denominação da actual Atalaia do Campo, então designada por Atalaia da Beira. Assim, este Combate terá ocorrido próximo da Atalaia do Campo, no concelho do Fundão, atendendo também que a força portuguesa se movimentava segundo a documentação entre a Lardosa e o Fundão.

domingo, agosto 01, 2010

1 DE AGOSTO DE 1810 - COMBATE DE ALCAFOZES

No dia 1 de Agosto de 1810, uma força de vinte e um homens do Regimento de Cavalaria nº 1, enfrentou uma força francesa que se encontrava em patrulha próximo da aldeia de Alcafozes. Deste combate resultaram do lado português um soldado e um cavalo mortos e o extravio de dois soldados e dois cavalos.
Este combate está romanceado na obra Os Amantes da Lua Negra, da autoria de António Rolo, editado em 2002, pela editora Palimage.

sábado, julho 24, 2010

24 DE JULHO DE 1810 - COMBATE DE SALVATERRA DO EXTREMO

No mesmo dia em que as forças luso-britânicas do General Craufurd são obrigadas a retirar para oeste do rio Côa, na Beira Baixa e nas imediações de Salvaterra do Extremo, os franceses entram em Portugal e são derrotados por uma força constituída por 208 homens dos Regimentos de Cavalaria 5 e 11. Neste combate do lado português morreram cinco soldados e 2 cavalos. Registe-se ainda que na sequência do combate extraviaram-se 4 cavalos. Quanto às baixas do lado francês não há registos.

200 ANOS DO INÍCIO DA 3ª INVASÃO FRANCESA

Ponte sobre o rio Côa nas imediações de Almeida
Em 24 de Julho de 1810, as tropas francesas sob o comando do Marechal Massena, O Filho Querido da Vitória, secundado pelos famosos generais Junot e Ney, entravam de novo em Portugal pela fronteira da Beira Alta e forçam a retirada das tropas luso-britânicas do General Craufurd na Batalha do Côa. Esta nova invasão do território português tinha por objectivo atingir Lisboa e desta forma impedir o acesso inglês a um porto na Europa continental. No território português encontrava-se já um grande contingente de tropas inglesas, comandadas por Arthur Wellesley (posteriormente Duque de Wellington), assim como o Exército Português estava já enquadrado por oficiais ingleses e debaixo do comando de William Beresford.
A região da Beira Baixa que durante a primeira invasão francesa somente assistira à passagem, pilhagens e devastação causada pelas tropas francesas, durante a terceira invasão foi alvo de intensos combates entre as tropas luso-britâncias e francesas, uma vez que aqui se posicionou a 2ª Divisão Britânica, vinda do Alentejo, nomeadamente a infantaria permaneceu na zona das Sarzedas e a cavalaria entre o rio Pônsul e a fronteira espanhola.
Comemorando e avivando a memória dos combates que se travaram na Beira Baixa, quase desconhecidos da população local e até de muitos historiadores militares, pois praticamente da terceira invasão só se fala da queda da Praça de Almeida, da Batalha do Buçaco e das Linhas de Torres, ireri aqui colocar mensagens relativas a esses combates, lembrando no entanto que as fontes disponíveis são escassas, assim como não disponho de tempo para uma investigação pormenorizada.

quarta-feira, junho 23, 2010

FECHO DE ESCOLAS

A 14 de Junho é publicada a Resolução do Conselho de Ministros que determina que “os estabelecimentos públicos do 1.º ciclo do ensino básico devem funcionar com, pelo menos, 21 alunos, devendo desenvolver-se até ao final do ano lectivo de 2010-2011 o processo de encerramento de estabelecimentos que não satisfaçam este requisito”. Fá-lo a pretexto de, contribuir para o combate ao insucesso e abandono escolares.
Mas será que os senhores da 5 de Outubro sabem que esta medida vai aumentar a desertificação do interior?
Será melhor poupar uns tostões e acabar de vez com as aldeias que ainda têm alguma população jovem?
Aqui fica o quadro das escolas condenadas a fechar no distrito de Castelo Branco por essa medida absurda e aniquiladora do interior.