terça-feira, agosto 03, 2010

3 DE AGOSTO DE 1810 - COMBATE DE ATALAIA

No dia 3 de Agosto de 1810, uma força constituída por cento e dois homens do Regimento de Cavalaria nº 1, sob o comando do Coronel Cristóvão da Costa de Athayde Teive derrotou na Atalaia com uma valente carga, uma força francesa composta por sessenta homens, deixando mortos e feridos mais de trinta soldados, pondo em fuga o resto, aprisionando depois catorze. Do lado português morreu um soldado, um cavalo e três cavalos feridos. Acerca deste combate pode-se ler na Ordem do Dia do Exército Português: A carga que deu o referido Sr. Coronel contra o inimigo decidiu instantaneamente a acção, e a conquista das tropas que estavam debaixo das suas ordens, mostrou, assim como se tem mostrado em todos os assuntos que tem tido as tropas portuguesas com o inimigo, que ao valor natural e nacional destas só faltava disciplina para lhe assegurar a vitória. O Sr. Marechal (William Beresford, Comandante do Exército Português) roga ao Coronel Cristovão da Costa Athayde Teiva, aos oficiais e soldados que entraram na acção que recebam a sua aprovação e agradecimentos.
Sobre o local onde este combate se deu, a sua localização é desconhecida, nomeadamente perto de qual das Atalaias (do Campo ou Póvoa) ocorreu, uma vez que a documentação somente se refere a ele como Combate da Atalaia e até erradamente por vezes o localiza na Cova da Beira, advindo em minha opinião que este erro se deve à antiga denominação da actual Atalaia do Campo, então designada por Atalaia da Beira. Assim, este Combate terá ocorrido próximo da Atalaia do Campo, no concelho do Fundão, atendendo também que a força portuguesa se movimentava segundo a documentação entre a Lardosa e o Fundão.

domingo, agosto 01, 2010

1 DE AGOSTO DE 1810 - COMBATE DE ALCAFOZES

No dia 1 de Agosto de 1810, uma força de vinte e um homens do Regimento de Cavalaria nº 1, enfrentou uma força francesa que se encontrava em patrulha próximo da aldeia de Alcafozes. Deste combate resultaram do lado português um soldado e um cavalo mortos e o extravio de dois soldados e dois cavalos.
Este combate está romanceado na obra Os Amantes da Lua Negra, da autoria de António Rolo, editado em 2002, pela editora Palimage.

sábado, julho 24, 2010

24 DE JULHO DE 1810 - COMBATE DE SALVATERRA DO EXTREMO

No mesmo dia em que as forças luso-britânicas do General Craufurd são obrigadas a retirar para oeste do rio Côa, na Beira Baixa e nas imediações de Salvaterra do Extremo, os franceses entram em Portugal e são derrotados por uma força constituída por 208 homens dos Regimentos de Cavalaria 5 e 11. Neste combate do lado português morreram cinco soldados e 2 cavalos. Registe-se ainda que na sequência do combate extraviaram-se 4 cavalos. Quanto às baixas do lado francês não há registos.

200 ANOS DO INÍCIO DA 3ª INVASÃO FRANCESA

Ponte sobre o rio Côa nas imediações de Almeida
Em 24 de Julho de 1810, as tropas francesas sob o comando do Marechal Massena, O Filho Querido da Vitória, secundado pelos famosos generais Junot e Ney, entravam de novo em Portugal pela fronteira da Beira Alta e forçam a retirada das tropas luso-britânicas do General Craufurd na Batalha do Côa. Esta nova invasão do território português tinha por objectivo atingir Lisboa e desta forma impedir o acesso inglês a um porto na Europa continental. No território português encontrava-se já um grande contingente de tropas inglesas, comandadas por Arthur Wellesley (posteriormente Duque de Wellington), assim como o Exército Português estava já enquadrado por oficiais ingleses e debaixo do comando de William Beresford.
A região da Beira Baixa que durante a primeira invasão francesa somente assistira à passagem, pilhagens e devastação causada pelas tropas francesas, durante a terceira invasão foi alvo de intensos combates entre as tropas luso-britâncias e francesas, uma vez que aqui se posicionou a 2ª Divisão Britânica, vinda do Alentejo, nomeadamente a infantaria permaneceu na zona das Sarzedas e a cavalaria entre o rio Pônsul e a fronteira espanhola.
Comemorando e avivando a memória dos combates que se travaram na Beira Baixa, quase desconhecidos da população local e até de muitos historiadores militares, pois praticamente da terceira invasão só se fala da queda da Praça de Almeida, da Batalha do Buçaco e das Linhas de Torres, ireri aqui colocar mensagens relativas a esses combates, lembrando no entanto que as fontes disponíveis são escassas, assim como não disponho de tempo para uma investigação pormenorizada.

quarta-feira, junho 23, 2010

FECHO DE ESCOLAS

A 14 de Junho é publicada a Resolução do Conselho de Ministros que determina que “os estabelecimentos públicos do 1.º ciclo do ensino básico devem funcionar com, pelo menos, 21 alunos, devendo desenvolver-se até ao final do ano lectivo de 2010-2011 o processo de encerramento de estabelecimentos que não satisfaçam este requisito”. Fá-lo a pretexto de, contribuir para o combate ao insucesso e abandono escolares.
Mas será que os senhores da 5 de Outubro sabem que esta medida vai aumentar a desertificação do interior?
Será melhor poupar uns tostões e acabar de vez com as aldeias que ainda têm alguma população jovem?
Aqui fica o quadro das escolas condenadas a fechar no distrito de Castelo Branco por essa medida absurda e aniquiladora do interior.

domingo, junho 06, 2010

FESTA DA CEREJA 2010

Alcongosta
10 a 13 de Junho

sábado, maio 15, 2010

PIADA ESTÚPIDA E IMBECIL PARA CRIANÇAS

Uma professora pergunta aos alunos: "Meninos! Que é que dão os carneiros?". Os meninos respondem que os carneiros dão lã. "Muito bem! E a galinha?", continua a professora. "A galinha dá-nos ovos." É então que a professora pergunta: "E a vaca?". A resposta: "A vaca dá-nos trabalhos de casa." A anedota vem num livro da editora Civilização "365 Piadas Novas", indicado para crianças a partir dos sete anos, escreve hoje o Diário de Notícias.
É assim que se começa com um livro infantil a «ensinar» a faltar ao respeito aos professores, por isso não se admirem da indisciplina que hoje vai nas escolas. Perante esta imbecilidade só espero que este livro seja um fracasso comercial e que os seus autores nunca mais voltem a publicar este tipo de piadas (se é que têm alguma?) de mau gosto.

sexta-feira, abril 30, 2010

CÂMARA DO FUNDÃO HOMENAGEIA CUNHA LEAL

No âmbito das Comemorações do Centenário da República, a Câmara Municipal do Fundão vai levar a cabo, no próximo sábado, dia 1 de Maio, pelas 14h30 m, na Freguesia de Alcaide, uma homenagem a Cunha Leal, um dos esquecidos vultos da História do Portugal republicano.
Nascido em Pedrógão de São Pedro, Penamacor, em 1888, Cunha Leal foi ao longo da sua vida pública, militar, deputado, presidentes do conselho de ministros de um dos Governos da Primeira República Portuguesa, Ministro das Finanças e reitor da Universidade de Coimbra. Exilado por várias vezes, foi dos mais notáveis opositores do Estado Novo e da política de António de Oliveira Salazar e um dos primeiros proponentes de uma solução política de autodeterminação para o antigo Império Colonial Português. Faleceu em Lisboa, a 26 de Abril de 1970 e está enterrado no Alcaide, terra da serra da Gardunha que considerava ser a sua “pátria Chica”. O programa, com o apoio da Junta de Freguesia e da Liga dos Amigos do Alcaide, inicia-se com os ‘Sons da República, pela Banda Filarmónica de Peroviseu. No salão da Junta apresentar-se-á o filme “Cunha Leal-Um Rebelde com causa”, realizado por Alexandre Leonardo. Segue-se o colóquio “Cunha Leal: vida e obra”, com a participação de Albano Mendes de Matos, Fernando Paulouro, Carlos Vale, Manuel João Vieira e do grande especialista académico do político Luís Farinha que abordaram diversas facetas, moderados por Pedro Salvado.
O evento é presidido por Manuel Frexes, Presidente da Câmara do Fundão, por António Pedro Pita, Delegado Regional da Cultura do centro e pela Governadora Civil de Castelo Branco, Alzira Serrasqueiro. Na antiga casa do estadista, entretanto já recuperada pela autarquia, Paulo Fernandes, Vice-Presidente da Câmara do Fundão, apresentará o projecto “O Muro da Palavra”, futuro espaço dedicado à oratória de Cunha Leal e o percurso pedestre, entre o Alcaide e o Pedrógão, “Os berços da vida de Cunha Leal”. Depois da inauguração de uma exposição bio-bibliográfica, segue-se a deposição de uma coroa de flores na sua sepultura e a leitura “Horizontes e pedras da ‘Pátria Chica”com textos sobre a Alcaide e a Gardunha de sua autoria.
Os organizadores pretendem contribuir para a afirmação da memória política, cívica e cultural de uma das individualidades mais fascinantes e originais da historia da República, em processo de esquecimento regional e nacional, o combatente pela Democracia e pela Liberdade, o anti-salazarista, Francisco Cunha Leal.

Texo retirado do sítio da Câmara Municipal do Fundão

sexta-feira, abril 16, 2010

100 ANOS DO MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

17/04/1910 - 17/04/2010
100 anos de vida ao serviço da cultura em Castelo Branco e na Beira Baixa.

sexta-feira, abril 02, 2010

sexta-feira, março 19, 2010

ADUFE nº 16

Acabou de sair mais um número da ADUFE, Revista Cultural de Idanha-a-Nova. Continua a qualidade de sempre, a vontade de ler tudo de uma só vez e o desejo de que o próximo número não demore a sair.

sábado, fevereiro 20, 2010

SALVEM A PONTE DO CORGE

A REFER decidiu substituir a centenária ponte metálica com pilares de pedra sobre o Corge, no concelho da Covilhã, por uma estrutura em betão, dentro do programa de modernização da Linha da Beira Baixa, esquecendo que esta ponte faz parte da paisagem e do património da região. Perante esta situação, ao parece já irreversível, temos de questionar a REFER sobre o seguinte:
- Será que a REFER não podia recuperar esta ponte e modernizá-la?
- Não é possível construir, caso seja mesmo necessário, outra ponte mais a norte?
Esta ponte ferroviária que se insere no conjunto de pontes metálicas do troço Covilhã-Guarda da Linha da Beira Baixa, datadas dos finais do século XIX, nunca deveria ir abaixo, por isso apelo à sua manutenção e preservação.

*Foto retirada do blogue Carpinteira.

sábado, fevereiro 06, 2010

FINALMENTE UM GRANDE GRÁFICO SOBRE A SERRA DA ESTRELA

O jornal EXPRESSO na sua página online disponibiliza um excelente gráfico sobre a Serra da Estrela. Oxalá um dia a entidade responsável pelo turismo da Serra da Estrela faça um parecido ou melhor, pois aquilo que existe é paupérrimo. O endereço é o seguinte do gráfico é o seguinte:

sexta-feira, janeiro 22, 2010

EPÍGRAFE JUDAICA REGRESSA A BELMONTE

Form cinco anos de avanços e recuos, de pedidos e recusas, de vontade e desapontamento. Quando, em 2005, a Câmara de Belmonte reclamou a propriedade de uma das mais importantes peças da história judaica da vila, todos estavam longe de imaginar que fosse tão difícil recuperá-la. Estamos a falar de uma epígrafe votiva, datada de 1297, que no início do século XX foi levada para o Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco. Depois de muita pressão, num processo que teve também o contributo do Jornal do Fundão (com uma reportagem em Novembro de 2008), o Ministério da Cultura decidiu finalmente ceder e deliberar que a pedra regresse à sua origem, a Belmonte.

O comunicado da tutela chegou há poucos dias, assinado pelo secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, onde se informa que “serão estabelecidos contactos com o Museu de Francisco Tavares Proença Júnior no sentido de a referida peça ser depositada no Museu Judaico de Belmonte”. O contrato de cedência é de cinco anos, renovado automaticamente, o que significa que a epígrafe nunca mais sairá do seu local de origem. No mesmo documento, o Ministério da Cultura sublinha que a peça regressará a Belmonte apenas no início de 2011, porque no segundo semestre deste ano fará parte da exposição comemorativa do centenário do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior.

Como é natural, esta decisão deixou satisfeito o presidente da Câmara de Belmonte, que, no entanto, não deixa de criticar a forma como o processo foi conduzido. “Isto prova que as coisas só se resolvem quando fazemos algum barulho e quando a comunicação social se envolve. Tudo devia ser ao contrário. Todo o espólio de um concelho devia ser devolvido de forma automática assim que esse concelho tivesse condições para o tratar e valorizar”, defende Amândio Melo, acrescentando que em relação à Torre de Centum Cellas a situação também não tem sido bem gerida: “Nós pedimos uma relação do inventário de todas as peças retiradas das escavações arqueológicas feitas no local, mas nunca a enviaram. Recentemente recebemos algumas peças para um exposição no castelo, mas não sabemos se há mais e quais são.”

É exactamente para evitar estas situações que a autarquia belmontense decidiu criar o Centro de Estudos da Casa da Torre em Caria. “A obra está quase concluída. Será um espaço com capacidade para estudar e classificar o espólio arqueológico não só de Belmonte, como também de outros concelhos que necessitem. Já não será necessário levar as peças para outros sítios”, sublinha Amândio Melo.

In Jornal do Fundão, 21/01/2010

sábado, janeiro 16, 2010

EXPOSIÇÃO SOBRE A REAL FÁBRICA DE PANOS

Está patente no Arquivo Municipal da Covilhã até ao dia 29, uma exposição documental sobre a Real Fábrica de Panos. A Real Fábrica de Panos da Covilhã, situava-se no actual Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior (UBI), construío no século XVIII. Expandiu-se para o Fundão em 1770 e também para a cidade de Portalegre, tendo posteriormente passado a designar-se Sociedade das Reais Fábricas da Covilhã, Fundão e Portalegre. No Arquivo Municipal da Covilhã encontram-se depositados vários documentos pertencentes às fábricas da Covilhã e Portalegre, havendo contudo documentação comum às diversas unidades industriais. A exposição revela a correspondência recebida e expedida, a contabilidade, a lista de devedores, o controle de produtividade, os custos de produção, o aprovisionamento, a redução de panos para fardamento, entre muitos outros documentos.

domingo, janeiro 10, 2010

quarta-feira, dezembro 23, 2009

FELIZ NATAL

O Extremo de Portugal deseja a todos um
Feliz Natal e um Próspero Ano Novo