sexta-feira, abril 02, 2010

PRIMAVERA NA BEIRA


sexta-feira, março 19, 2010

ADUFE nº 16

Acabou de sair mais um número da ADUFE, Revista Cultural de Idanha-a-Nova. Continua a qualidade de sempre, a vontade de ler tudo de uma só vez e o desejo de que o próximo número não demore a sair.

sábado, fevereiro 20, 2010

SALVEM A PONTE DO CORGE

A REFER decidiu substituir a centenária ponte metálica com pilares de pedra sobre o Corge, no concelho da Covilhã, por uma estrutura em betão, dentro do programa de modernização da Linha da Beira Baixa, esquecendo que esta ponte faz parte da paisagem e do património da região. Perante esta situação, ao parece já irreversível, temos de questionar a REFER sobre o seguinte:
- Será que a REFER não podia recuperar esta ponte e modernizá-la?
- Não é possível construir, caso seja mesmo necessário, outra ponte mais a norte?
Esta ponte ferroviária que se insere no conjunto de pontes metálicas do troço Covilhã-Guarda da Linha da Beira Baixa, datadas dos finais do século XIX, nunca deveria ir abaixo, por isso apelo à sua manutenção e preservação.

*Foto retirada do blogue Carpinteira.

sábado, fevereiro 06, 2010

FINALMENTE UM GRANDE GRÁFICO SOBRE A SERRA DA ESTRELA

O jornal EXPRESSO na sua página online disponibiliza um excelente gráfico sobre a Serra da Estrela. Oxalá um dia a entidade responsável pelo turismo da Serra da Estrela faça um parecido ou melhor, pois aquilo que existe é paupérrimo. O endereço é o seguinte do gráfico é o seguinte:

sexta-feira, janeiro 22, 2010

EPÍGRAFE JUDAICA REGRESSA A BELMONTE

Form cinco anos de avanços e recuos, de pedidos e recusas, de vontade e desapontamento. Quando, em 2005, a Câmara de Belmonte reclamou a propriedade de uma das mais importantes peças da história judaica da vila, todos estavam longe de imaginar que fosse tão difícil recuperá-la. Estamos a falar de uma epígrafe votiva, datada de 1297, que no início do século XX foi levada para o Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco. Depois de muita pressão, num processo que teve também o contributo do Jornal do Fundão (com uma reportagem em Novembro de 2008), o Ministério da Cultura decidiu finalmente ceder e deliberar que a pedra regresse à sua origem, a Belmonte.

O comunicado da tutela chegou há poucos dias, assinado pelo secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, onde se informa que “serão estabelecidos contactos com o Museu de Francisco Tavares Proença Júnior no sentido de a referida peça ser depositada no Museu Judaico de Belmonte”. O contrato de cedência é de cinco anos, renovado automaticamente, o que significa que a epígrafe nunca mais sairá do seu local de origem. No mesmo documento, o Ministério da Cultura sublinha que a peça regressará a Belmonte apenas no início de 2011, porque no segundo semestre deste ano fará parte da exposição comemorativa do centenário do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior.

Como é natural, esta decisão deixou satisfeito o presidente da Câmara de Belmonte, que, no entanto, não deixa de criticar a forma como o processo foi conduzido. “Isto prova que as coisas só se resolvem quando fazemos algum barulho e quando a comunicação social se envolve. Tudo devia ser ao contrário. Todo o espólio de um concelho devia ser devolvido de forma automática assim que esse concelho tivesse condições para o tratar e valorizar”, defende Amândio Melo, acrescentando que em relação à Torre de Centum Cellas a situação também não tem sido bem gerida: “Nós pedimos uma relação do inventário de todas as peças retiradas das escavações arqueológicas feitas no local, mas nunca a enviaram. Recentemente recebemos algumas peças para um exposição no castelo, mas não sabemos se há mais e quais são.”

É exactamente para evitar estas situações que a autarquia belmontense decidiu criar o Centro de Estudos da Casa da Torre em Caria. “A obra está quase concluída. Será um espaço com capacidade para estudar e classificar o espólio arqueológico não só de Belmonte, como também de outros concelhos que necessitem. Já não será necessário levar as peças para outros sítios”, sublinha Amândio Melo.

In Jornal do Fundão, 21/01/2010

sábado, janeiro 16, 2010

EXPOSIÇÃO SOBRE A REAL FÁBRICA DE PANOS

Está patente no Arquivo Municipal da Covilhã até ao dia 29, uma exposição documental sobre a Real Fábrica de Panos. A Real Fábrica de Panos da Covilhã, situava-se no actual Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior (UBI), construío no século XVIII. Expandiu-se para o Fundão em 1770 e também para a cidade de Portalegre, tendo posteriormente passado a designar-se Sociedade das Reais Fábricas da Covilhã, Fundão e Portalegre. No Arquivo Municipal da Covilhã encontram-se depositados vários documentos pertencentes às fábricas da Covilhã e Portalegre, havendo contudo documentação comum às diversas unidades industriais. A exposição revela a correspondência recebida e expedida, a contabilidade, a lista de devedores, o controle de produtividade, os custos de produção, o aprovisionamento, a redução de panos para fardamento, entre muitos outros documentos.

domingo, janeiro 10, 2010

quarta-feira, dezembro 23, 2009

FELIZ NATAL

O Extremo de Portugal deseja a todos um
Feliz Natal e um Próspero Ano Novo

sábado, dezembro 05, 2009

Missão Sorriso 2009 no projecto do Hospital Pêro da Covilhã

http://www.lpfp.pt/PublishingImages/Destaque%20principal/Logo%20Miss%C3%A3o%20Sorriso.jpg
Vamos todos ajudar na votação da Missão Sorriso 2009 no projecto do Hospital Pêro da Covilhã.
Para tal basta efectuar o respectivo voto na página:
Divulguem entre os vossos contactos!

sexta-feira, outubro 30, 2009

O DESPOVOAMENTO DO INTERIOR

Segundo o Jornal do Fundão desta semana, a Beira Interior continua a perder população. Há concelhos do distrito de Castelo Branco que entre 1991 e 2008 perderam um terço da sua população. Os números desta triste realidade são os seguintes: Sertã 13,9 por cento, Vila de Rei 16,5 por cento, Proença-a-Nova 20,2 por cento, Idanha-a-Nova, 25,2 por cento, Oleiros 26,2 por cento, Vila Velha de Ródão 30,1 por cento e Penamacor 30,6 por cento. As cidades do distrito também não escapam a esta tendência, embora menos acentuada. Castelo Branco, Covilhã e Fundão perderam população em índices que chegam aos 3,5 por cento. O concelho de Castelo Branco é o que perde menos. Neste período o decréscimo foi de 0,6 por cento. O Fundão registou uma perda de 2,5 por cento e a Covilhã de 3,5 por cento. Belmonte é o único concelho do distrito que viu a sua população aumentar em 4,3%.
É altura de os políticos deste país começarem a travar a descida da população. Comecem a aplicar as tão faladas e nunca aplicadas medidas discriminatórias positivas para o interior ou então se continuarem sem nada fazer, como diz o título do artigo do Jornal do Fundão o último a sair feche a porta por favor...

sábado, outubro 24, 2009

1940 - FRANCO QUIS INVADIR PORTUGAL

Em 1940, o Alto Estado-Maior espanhol elaborou, a pedido de Franco, um plano de ataque a Portugal, com a ocupação de Lisboa e a tomada de toda a costa nacional. O documento foi descoberto pelo historiador espanhol Manuel Ros Agudo, que estará em Lisboa, na terça-feira, para dar uma palestra sobre o tema.

O plano não permitia qualquer falha. Tudo começaria com um ultimato (impossível de cumprir) e um prazo limite de 24 horas ou 48 horas, findas as quais teria início a invasão de Portugal.

A operação incluía intervenções por terra, ar e mar e as primeiras incursões terrestres, realizadas por um contingente de 250 mil combatentes espanhóis, avançariam em direcção a Ciudad-Rodrigo, Guarda, Celorico da Beira, Coimbra, Lisboa, Elvas, Évora e Setúbal - a ocupação da capital e a divisão do país em três parcelas constituíam os passos fundamentais para a conquista de Portugal. Ao longo de quase 70 anos, o Plano de Campanha nº 1 (34), o grande projecto de Franco para invadir Portugal, delineado em plena II Guerra Mundial (1940), esteve "adormecido" nos arquivos da Fundação Francisco Franco. Os rumores da tentação franquista de conquistar Portugal há muito que circulam no meio historiográfico - até porque uma das grandes orientações da política externa de António de Oliveira Salazar, durante o conflito mundial, consistia na independência nacional face à ameaça da anexação espanhola. Mas só recentemente foi possível confirmar que os temores de Salazar tinham justificação.

Em 2005, o historiador espanhol Manuel Ros Agudo foi o primeiro investigador a aceder às cem páginas que compõem o plano de ataque contra Portugal, elaborado pela 1ª secção do Alto Estado-Maior (AEM) espanhol no segundo semestre de 1940. O ineditismo da descoberta levou o investigador, de 47 anos, a dedicar-lhe um capítulo na sua obra A Grande Tentação - Franco, o Império Colonial e o projecto de intervenção espanhola na Segunda Guerra Mundial, recém-editada em Portugal pela Casa das Letras. Na próxima terça-feira, Ros Agudo é um dos oradores da conferênciaA Península Ibérica na II Guerra Mundial - Os planos de invasão e defesa de Portugal, a realizar no Instituto de Defesa Nacional, a partir das 14h30, numa iniciativa conjunta com o Instituto de História Contemporânea.

Devastador e célere

O projecto de invadir Portugal não configurava uma "acção isolada", como se pode ler numa das alíneas dos documentos analisados por Ros Agudo. Tratava-se de uma operação preventiva, no âmbito da ambição franquista de declarar guerra à Inglaterra. Numa altura em que França já caíra sob o domínio da Alemanha nazi, Espanha, então com o estatuto de país não-beligerante, acalentava o sonho de um império norte-africano. Nem Hitler nem Mussolini podiam, em 1940, garantir a Franco a concretização deste desejo. Mas isso não fez esmorecer as ideias expansionistas e bélicas do "Caudilho".

A guerra contra a Inglaterra teria início com a tomada de Gibraltar. Porém, os estrategas do AEM prenunciavam que a primeira resposta britânica a este ataque fosse "um desembarque em Portugal com a ideia de montar uma cabeça-de-ponte para a invasão da península". Por isso, no plano ofensivo, determinava-se o emprego dos "meios necessários para bater o Exército português e o seu Aliado; ocupação do país e defesa das suas costas".

Tudo isto seria realizado sem o conhecimento prévio de Hitler e Mussolini. Porque Franco "queria manter o carácter secreto das operações, ter liberdade de manobra e também por questões de orgulho", explicou Ros Agudo ao P2. Contudo, após iniciados os ataques a Gibraltar e a Portugal, Espanha previa o apoio da aviação alemã, "nomeadamente com o reforço de bombardeiros e caças". A participação da aviação espanhola estava também definida no plano de ataque (com as missões de "destruir a aviação inimiga e as suas bases" e de "atacar os núcleos de comunicação, especialmente nas direcções da invasão, e os transportes de tropas"). Mas Espanha receava que o vasto contingente de homens em terra se confrontasse com a superioridade luso-britânica no ar. Neste âmbito, o reforço alemão seria indispensável. Assim como se afigurava prioritário um ataque terrestre devastador e célere.

Para a Marinha, o AEM planeara um conjunto de acções de defesa ("exercer acções com os submarinos sobre as comunicações inimigas", "proteger as comunicações com o Protectorado de Marrocos e Baleares"; "efectuar acções de minagem nos próprios portos") que pressupunham uma reacção rápida da Marinha britânica.

E Salazar?

Em Dezembro de 1940, quando Franco escreveu, assessorado pelo AEM, que decidira atacar Portugal - "Decidi [...] preparar a invasão de Portugal, com o objectivo de ocupar Lisboa e o resto da costa portuguesa" -, o Tratado de Amizade e Não Agressão, firmado pelos dois países em Março de 1939, não passava de um documento sem importância para o "Caudilho". Mas foi a partir desse acordo que os franquistas intensificaram as pressões diplomáticas para Portugal deixar de respeitar os compromissos da aliança luso-britânica: fizeram-no através de Nicolau Franco, irmão do ditador espanhol e embaixador em Lisboa; e também "aconselharam" o então embaixador português em Madrid, Pedro Teotónio Pereira.

Perante os planos de anexação, Espanha não desprezava apenas o pacto de não agressão, mas também a intervenção activa e material do Governo de Salazar no apoio aos franquistas durante a Guerra Civil de Espanha - três a cinco mil "viriatos" combateram nas fileiras das milícias da Falange, do Exército e da Legião espanhola, muitos deles recrutados através de anúncios nos jornais pagos pelo Estado; a rádio emitia propaganda franquista; e Salazar promoveu a mobilização anticomunista (recolhendo benefícios para a sustentação do Estado Novo).

Atentando no rigor e na determinação plasmadas no Plano de Campanha nº 1 (34), urge questionar qual o destino que reservava Franco para o ditador português, na eventualidade de a ocupação ter avançado.

A documentação descoberta por Ros Agudo cinge-se aos aspectos puramente militares e não contempla a "sorte pessoal" do presidente do Conselho. Mas o historiador, professor de História Contemporânea na Universidade San Pablo, em Madrid, avançou ao P2 duas hipóteses: "O destino de Salazar e do seu Governo, no caso de Portugal não conseguir resistir à invasão, seria estabelecerem-se nas colónias (Angola ou Moçambique); ou podiam exilar o Governo em Londres, como aconteceu com alguns países europeus ocupados pelo Eixo".

Palavras encomendadas

Quanto ao futuro de Portugal, não há qualquer referência nos documentos, ficando sem resposta a pergunta sobre se a ocupação seria ou não temporária. No entanto, Ros Agudo cita no seu livro as "inquietantes" palavras de Serrano Suñer, ministro dos Assuntos Exteriores espanhol, ao seu homólogo alemão, Joachim von Ribbentrop, datadas de Setembro de 1940: "(...) ninguém pode deixar de se dar conta, ao olhar para o mapa da Europa, que, geograficamente falando, Portugal na realidade não tinha o direito de existir. Tinha apenas uma justificação moral e política para a sua independência pelo facto dos seus quase 800 anos de existência".

Ros Agudo acredita que estas palavras, proferidas em Berlim, foram "encomendadas" a Suñer por Franco, com a intenção de averiguar "a reacção de Hitler perante a ideia de um Portugal integrado num futuro grande Estado ibérico". Mas "o Führer não quis fazer qualquer compromisso sobre este assunto", nota o historiador.

Apesar das declarações de Serrano Suñer, Manuel Ros Agudo não crê que Franco pretendesse "uma integração pura e dura num Estado ibérico" Porque isso arrastaria "muitos problemas". "É possível que, sob uma Nova Ordem europeia, na eventualidade da vitória fascista e da derrota da Grã-Bretanha, Franco tivesse permitido a existência de um Portugal marioneta, fascista e inofensivo", diz. E, continuando num exercício de História virtual, acrescenta: "Se a Rússia tivesse sido eliminada por Hitler, o grande confronto, ou a Guerra Fria dos anos 50 e décadas porteriores, teria acontecido entre os EUA, por um lado, o grande bloco euro-africano fascista, pelo outro, assumindo este último um papel semelhante ao bloco soviético que conhecemos. Tanto Espanha como Portugal teria feito parte desse bloco constituído pelas potências do Eixo".

Nos últimos meses de 1940, o Plano de Campanha nº 1 (34) esteve prestes a ser realizado. Franco ordenara a prontidão militar para o ataque. Mas o que lhe sobrava em meios operacionais faltava-lhe em condições políticas, nomeadamente a garantia dos apoios alemão e italiano e a concretização das ideias imperialistas. "Os requisitos políticos para dar esse passo - as garantias de obtenção de um império em África - acabaram por não ser dados", explica Ros Agudo.

O plano foi então depositado em arquivo e tornado inacessível durante quase sete décadas.

In Público, P2.

Considero este plano de invasão de Portugal como muito fraco, não tem nada de inovador sobre anteriores invasões espanholas do território português, os caminhos de invasão são os tradicionais, a única inovação são obviamente a utilização da força aérea, das forças blindadas e dos submarinos para o bloqueio. Interessante seria saber qual o futuro de Portugal, caso a invasão espanhola tivesse sucesso. Desapareceria como Estado independente? A respostas a essa questão não consta deste documento que trata unicamente dos planos militares de invasão. Será que noutros arquivos espanhóis não haverá documentos que respondam a essa e outras questões, sobre os planos espanhóis para depois ocupação militar?

sexta-feira, outubro 02, 2009

MUSEU ARQUEOLÓGICO DO FUNDÃO CANDIDATO A MELHOR MUSEU EUROPEU 2010

O Museu Municipal Arquelógico José Alves Monteiro, do Fundão é candidato ao Prémio Museu do Ano 2010 - EMYA. Os Prémios EMYA destacam os museus que contribuem para o desenvolvimento cultural na sua área e para o diálogo europeu, ao atribuir três prémios: EMYA- o Prémio do Museu do Ano, o Prémio do Museu do Ano do Conselho da Europa e o Prémio Micheletti (melhor Museu Industrial). Este ano, os outros candidatos portugueses são:
- Museu de Portimão;
- Museu de Arte Contemporânea da Fundação Serralves;
- Museu do Oriente;
- Museu de São Roque em Lisboa;
- Museu Municipal de Penafiel.
Esperemos que o Museu do Fundão seja agraciado com tal distinção, pois dos candidatos portugueses, é o único museu do interior do país e o único especializado em arquelogia a concorrer.

segunda-feira, agosto 31, 2009