domingo, maio 10, 2009
sexta-feira, maio 01, 2009
ANTIGOS BRASÕES MUNICIPAIS
sexta-feira, abril 24, 2009
INAUGURAÇÃO DO MUSEU À DESCOBERTA DO NOVO MUNDO
É inaugurado no domingo, 26, o novo museu “À descoberta do Novo Mundo”, alusivo aos Descobrimentos
Uma infra-estrutura que reforça a ligação ao Brasil e que repõe, segundo o autarca local, Amândio Melo, alguma justiça a Belmonte, pois nas comemorações dos 500 anos da epopeia de Pedro Álvares Cabral “não foi dado o devido valor a Belmonte”. “Faz-se justiça à nossa história. O museu vai contribuir para repor justiça a Belmonte”. É assim que o presidente da Câmara de Belmonte, Amândio Melo, encara a inauguração do novo museu “À descoberta do Novo Mundo”, no próximo domingo, 26, de manhã, enquadrada no programa das festas do concelho belmontense. Uma nova infra-estrutura em que o tema principal é a descoberta do Brasil, a epopeia de Pedro Álvares Cabral e a ligação da sua terra natal, Belmonte, a terras de Vera Cruz. Segundo o autarca, aquando das comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil, Belmonte não foi alvo da devida atenção por parte dos responsáveis pela comemoração da efeméride. Para além da apresentação de uma colecção de selos dos CTT alusivos à data, pouco mais foi dado a Belmonte, tendo sido concentrada a maior parte das festividades em Santarém, terra à qual Pedro Álvares Cabral também está ligado. “Belmonte é o berço da epopeia dos descobrimentos, na qual a descoberta do Brasil foi o ponto alto. E quem o descobriu era de cá. Penso que não foi dada a devida importância a Belmonte nesse contexto. Não ficou um marco físico que assinalasse a data. O museu vai ajudar a repor essa justiça” frisa Amândio Melo, que lembra que esta é uma infra-estrutura de cariz nacional, pois é o único museu do País que se vai dedicar inteiramente ao tema. Numa terra na qual se registaram cerca de 52 mil entradas em espaços museológicos no último ano, o autarca frisa a importância de ter mais um espaço em que a oferta é diferente da que existe até então. “Temos um fluxo turístico muito apetecível. Os números que temos são relativos a entradas em museus, mas há pessoas que não os visitam, daí que isso nos leva a crer que ainda há mais gente a visitar Belmonte. Este é o quinto museu temático que abrimos, que aborda uma parte muito importante da história de Portugal. É o ex-líbris da musealização no concelho, pois alia a antiguidade à modernidade, uma vez que aposta muito nas novas tecnologias, que estarão ao serviço da História” afirma o presidente da Câmara de Belmonte. Para a inauguração já foram convidados membros do Governo (é possível que o ministro da Cultura marque presença), entidades brasileiras e já está assegurada a presença do Embaixador do Brasil em Portugal. O espaço, após a inauguração oficial, ficará logo a funcionar. Espaço de emoções e sensações Já divulgado na Internet e com um spot publicitário que passará na TV, o novo museu é catalogado como um espaço de emoções, sensações e afectos. Composto por 16 salas, proporciona ao visitante, numa interacção permanente, o reencontro com alguns momentos marcantes da História, como Época dos Descobrimentos, a Descoberta do Brasil, os seus povos, a música, a língua e a biodiversidade. Haverá uma sala em que o visitante ficará a conhecer a evolução urbana de Belmonte desde o século XV; outra dedicada a Lisboa, o centro das grandes decisões de então; uma outra sala dedicada aos Descobrimentos, focará esta temática desde 1415, até à chegada de Vasco da Gama à Índia, em 1498. Depois, na sala seguinte, apresentar-se-á o ambiente de preparação de uma armada, explicando a constituição da Armada de Cabral e da vida a bordo. Haverá um espaço dedicado ao alto mar, em que se recriam os bons e maus momentos vividos nesta viagem pelos marinheiros. Após ser retratado o final da viagem de Pedro Álvares Cabral, em que se destacam a descoberta de terra firme e o desembarque, o visitante tem a possibilidade de assistir aos primeiros contactos entre portugueses e índios e a primeira missa que se realizou em Terras de Vera Cruz. Esta sala será mais aquecida do que as anteriores uma vez que se pretende recriar o clima daquela zona do Brasil. Ou seja, o visitante é convidado a viver e sentir o que é o Brasil. O visitante é depois convidado a conhecer a biodiversidade e a riqueza ambiental existente no Brasil. Depois, mostra-se ao visitante os diferentes povos que habitaram no Brasil e como construíram o país, ao longo dos tempos, bem como as indumentárias por si usadas, na Sala dos Povos e Construção do Brasil. Na Sala da Palavra, pretende-se abordar o papel que das diversas línguas nos primeiros contactos entre portugueses e indígenas, sendo também retratado o discurso feito pelo Padre António Vieira, aos Índios no período da descoberta do Brasil. O tráfico negreiro, é retratado, no Corredor da Escravatura, transportando o visitante para o ambiente vivido pelos escravos durante a época dos descobrimentos A música é um dos factores mais marcantes na cultura do Brasil, na Sala dedicada a esta temática, o visitante tem a oportunidade de contactar com a diversidade dos ritmos e sons que influenciam a música brasileira. Na sala dedicada aos produtos e bens característicos do Brasil pretende-se dar conhecer a riqueza e diversidade de frutos e vegetais. No final da exposição haverá uma sala onde se irá salientar a ligação existente entre Portugal e Brasil.
Uma infra-estrutura que reforça a ligação ao Brasil e que repõe, segundo o autarca local, Amândio Melo, alguma justiça a Belmonte, pois nas comemorações dos 500 anos da epopeia de Pedro Álvares Cabral “não foi dado o devido valor a Belmonte”. “Faz-se justiça à nossa história. O museu vai contribuir para repor justiça a Belmonte”. É assim que o presidente da Câmara de Belmonte, Amândio Melo, encara a inauguração do novo museu “À descoberta do Novo Mundo”, no próximo domingo, 26, de manhã, enquadrada no programa das festas do concelho belmontense. Uma nova infra-estrutura em que o tema principal é a descoberta do Brasil, a epopeia de Pedro Álvares Cabral e a ligação da sua terra natal, Belmonte, a terras de Vera Cruz. Segundo o autarca, aquando das comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil, Belmonte não foi alvo da devida atenção por parte dos responsáveis pela comemoração da efeméride. Para além da apresentação de uma colecção de selos dos CTT alusivos à data, pouco mais foi dado a Belmonte, tendo sido concentrada a maior parte das festividades em Santarém, terra à qual Pedro Álvares Cabral também está ligado. “Belmonte é o berço da epopeia dos descobrimentos, na qual a descoberta do Brasil foi o ponto alto. E quem o descobriu era de cá. Penso que não foi dada a devida importância a Belmonte nesse contexto. Não ficou um marco físico que assinalasse a data. O museu vai ajudar a repor essa justiça” frisa Amândio Melo, que lembra que esta é uma infra-estrutura de cariz nacional, pois é o único museu do País que se vai dedicar inteiramente ao tema. Numa terra na qual se registaram cerca de 52 mil entradas em espaços museológicos no último ano, o autarca frisa a importância de ter mais um espaço em que a oferta é diferente da que existe até então. “Temos um fluxo turístico muito apetecível. Os números que temos são relativos a entradas em museus, mas há pessoas que não os visitam, daí que isso nos leva a crer que ainda há mais gente a visitar Belmonte. Este é o quinto museu temático que abrimos, que aborda uma parte muito importante da história de Portugal. É o ex-líbris da musealização no concelho, pois alia a antiguidade à modernidade, uma vez que aposta muito nas novas tecnologias, que estarão ao serviço da História” afirma o presidente da Câmara de Belmonte. Para a inauguração já foram convidados membros do Governo (é possível que o ministro da Cultura marque presença), entidades brasileiras e já está assegurada a presença do Embaixador do Brasil em Portugal. O espaço, após a inauguração oficial, ficará logo a funcionar. Espaço de emoções e sensações Já divulgado na Internet e com um spot publicitário que passará na TV, o novo museu é catalogado como um espaço de emoções, sensações e afectos. Composto por 16 salas, proporciona ao visitante, numa interacção permanente, o reencontro com alguns momentos marcantes da História, como Época dos Descobrimentos, a Descoberta do Brasil, os seus povos, a música, a língua e a biodiversidade. Haverá uma sala em que o visitante ficará a conhecer a evolução urbana de Belmonte desde o século XV; outra dedicada a Lisboa, o centro das grandes decisões de então; uma outra sala dedicada aos Descobrimentos, focará esta temática desde 1415, até à chegada de Vasco da Gama à Índia, em 1498. Depois, na sala seguinte, apresentar-se-á o ambiente de preparação de uma armada, explicando a constituição da Armada de Cabral e da vida a bordo. Haverá um espaço dedicado ao alto mar, em que se recriam os bons e maus momentos vividos nesta viagem pelos marinheiros. Após ser retratado o final da viagem de Pedro Álvares Cabral, em que se destacam a descoberta de terra firme e o desembarque, o visitante tem a possibilidade de assistir aos primeiros contactos entre portugueses e índios e a primeira missa que se realizou em Terras de Vera Cruz. Esta sala será mais aquecida do que as anteriores uma vez que se pretende recriar o clima daquela zona do Brasil. Ou seja, o visitante é convidado a viver e sentir o que é o Brasil. O visitante é depois convidado a conhecer a biodiversidade e a riqueza ambiental existente no Brasil. Depois, mostra-se ao visitante os diferentes povos que habitaram no Brasil e como construíram o país, ao longo dos tempos, bem como as indumentárias por si usadas, na Sala dos Povos e Construção do Brasil. Na Sala da Palavra, pretende-se abordar o papel que das diversas línguas nos primeiros contactos entre portugueses e indígenas, sendo também retratado o discurso feito pelo Padre António Vieira, aos Índios no período da descoberta do Brasil. O tráfico negreiro, é retratado, no Corredor da Escravatura, transportando o visitante para o ambiente vivido pelos escravos durante a época dos descobrimentos A música é um dos factores mais marcantes na cultura do Brasil, na Sala dedicada a esta temática, o visitante tem a oportunidade de contactar com a diversidade dos ritmos e sons que influenciam a música brasileira. Na sala dedicada aos produtos e bens característicos do Brasil pretende-se dar conhecer a riqueza e diversidade de frutos e vegetais. No final da exposição haverá uma sala onde se irá salientar a ligação existente entre Portugal e Brasil.
In Notícias da Covilhã, 24/04/2009
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sexta-feira, abril 10, 2009
NÃO GOSTAVA DE SER MINISTRO NUM PAÍS COM DIFICULDADES
Na apresentação de um programa de apoio às empresas, o Ministro Manuel Pinho teve esta afirmação brilhantíssima: "Gostava muito de não ser Ministro da Economia num País com tantas dificuldades". Sinceramente nunca tinha ouvido dizer uma aberração destas a nenhum governante (nem joão Jardim diria tal disparate)! Será que o senhor ministro vive neste planeta? Será que o senhor ministro não conhece a política irresponsável que o seu governo tem feito? Caro ministro o senhor só está a colher as tempestades que o seu governo semeou, que se juntaram à crise internacional. Por isso se não gosta de ser ministro num país em crise vá-se embora. E já agora pode levar os seus colegas do governo, porque o país não merece um governo assim!sábado, abril 04, 2009
ADUFE nº 14

Saiu mais um número da Adufe, revista cultural de Idanha-a-Nova. Continua a mesma qualidade e a vontade de ler tudo de uma vez, mas desta vez tenho um reparo a fazer. No artigo sobre Duarte d´Armas, como foi possível que o autor não tenha sequer feito menção aos cinco castelos do concelho de Idanha-a-Nova (Idanha-a-Nova, Monsanto, Penha Garcia, Salvaterra do Extremo e Segura) retratados no Livro das Fortalezas de Duarte d´Armas? Não reproduziu a imagem de nenhum castelo, quando podia pelo menos reproduzir um da obra do General João de Almeida (embora esses tenham sido amputados de legendas e pormenores). Lamento e espero que no futuro Duarte D´Armas tenha um artigo mais digno e que dê a conhecer a muita gente como eram essas cinco povoações do actual concelho de Idanha-a-Nova no ano de 1509. Como foi o título completo da obra de Duarte d´Armas - Livro das Fortalezas que são no Extremo de Portugal, que inspirou o nome deste blog fica prometido que no futuro colocarei umas mensagens a propósito desse autor e dessa magnífica obra do século XVI.
sexta-feira, março 27, 2009
PARAGEM DE AUTOCARRO COM SOFÁ
quinta-feira, março 19, 2009
FUNDÃO CRIA ARQUIVO DE SONS TRADICIONAIS
O projecto intitula-se Tradições Digitais e contém desde cantares, a contos e lendas, registados junto da população do Fundão A Câmara do Fundão vai disponibilizar parte do arquivo digital de tradições do concelho num novo laboratório multimédia aberto a todo o público e concebido em parceria com a Casa da Música, do Porto. 'O projecto Tradições Digitais é muito importante, sobretudo tendo em conta que somos do poucos países da Europa que não tem um arquivo da nossa etnomusicologia [antropologia da música]', explicou à Agência Lusa, Paulo Fernandes, vereador com o pelouro da Cultura.Durante os últimos anos, uma equipa da Câmara do Fundão tem calcorreado o concelho e registado em áudio e vídeo os cantares, contos, lendas e outros relatos junto da população. 'Há centenas de horas de gravação', num trabalho que 'ainda não está terminado', realça Paulo Fernandes. 'Está tudo a ser catalogado num servidor, de acordo com as regras arquivísticas', Uma parte já poderá ser utilizada por quem quiser dar asas à criatividade no novo laboratório (Crialab) e no futuro Paulo Fernandes antevê o acesso através de um portal na Internet.'Imagine-se: nesta altura podemos querer pesquisar canções da Quaresma, noutra podemos procurar elementos ligados à pastorícia ou outra tradição. Vai ficar tudo gravado em boas fontes digitais de som e imagem para todo o sempre', destaca. 'Para que no futuro possam ser matéria-prima para novas criações', acrescentou, de olhos postos nos computadores multimédia que compõem o Crialab.
Diário XXI, 19/03/2009
quarta-feira, março 11, 2009
PROGRAMA CONFERÊNCIA «FIO DA HISTÓRIA» 800 ANOS FORAL DE PENAMACOR
Salão Nobre da Câmara Municipal de Penamacor
14 de Março de 2008
sábado, março 07, 2009
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
PATRIMÓNIO DA REGIÃO A SAQUE
Sucedem-se relatos do seu desaparecimento na calada da noite. Imagens de santos, brasões, colunas e sacrários furtados, já sem contar com o que é vendido para Espanha. “Roubam tudo, imagens, sacrários, talhas, até as colunas das ermidas”
MADRUGADA de 18 de Maio. A rádio de Monsanto emitia a triste notícia: “A coberto da noite, vândalos criminosos, ainda não identificados, roubaram, nesta madrugada, mais um Brasão de Armas Reais de Monsanto, uma peça importante do conjunto histórico das chamadas “Portas de Santo António”, situadas no lado poente da Vila, da época Manuelina. A população de Monsanto está muito justamente revoltada contra esta delapidação do seu património secular e pede medidas adequadas contra os criminosos. Quem souber de informações acerca deste roubo é favor contactar, com a máxima urgência, a GNR ou a Junta de Freguesia de Monsanto”.
Assim desaparecia, tal como o próprio Brasão de Armas da Vila de Monsanto, há vários anos, subtraído do alto do Castelo, o Brasão Manuelino, cravado na porta poente da muralha da vila de Monsanto. Desta vez, conta António Catana, o conhecido investigador do concelho de Idanha, “removeram totamente a pedra onde o brasão se encontrava esculpido. Tiveram, para isso, que trazer uma carrinha para o transportar, é decerto uma rede bem organizada e ninguém na vila se apercebeu deste roubo durante a noite”.
O investigador idanhense, que muito tem contribuído para a valorização do património histórico-cultural do seu concelho, seja o património construído e objectos de arte, seja o inumerável manancial de património imaterial, com as cantigas, as lendas e orações, os usos e costumes, com sucessivas edições, dá-nos conta da sucessiva delapidação do património regional. “Em Novembro, da igreja matriz de Proença-a-Velha, “foram retiradas quatro colunas do altar-mor e os quatro anjos do altar lateral, a imagem do Espírito Santo e ainda mais uns castiçais e tochas”, lamenta António Catana. Na noite de 12 de Dezembro, mais um saque, desta vez na Ermida da Senhora da Granja, situada no caminho rural entre Proença-a-Velha e a Aldeia de Santa Margarida. “Roubaram o trono e o sacrário em talha dourada e duas colunas laterais. Roubam tudo o que tem valor, imagens, sacrários, talhas, até as colunas das ermidas”, lamenta. Há 20 anos, já haviam sido pilhados da isolada ermida duas dezenas de ex-votos (também conhecidos pelos quadros dos milagres). Investigações da Polícia Judiciária conseguiram reaver, algures no Alentejo, apenas dois desses valiosos objectos de arte sacra, recorda. Na noite de 4 para 5 de Janeiro deste ano de 2009, “foram roubadas duas colunas laterais do próprio alpendre da Ermida de Santa Catarina, situada em São Miguel D’Acha. Para melhor remover uma das colunas, os larápios chegaram a remover uma das pedras do lajedo”, esclarece, acrescentando que, nessa mesma noite, foi subtraída toda a escadaria em cantaria de uma casa abandonada próximo da igreja, no coração da aldeia.
“Para além de ser um património de muito valor histórico e cultural é a própria identidade local e regional que vai desaparecendo”, lamenta o investigador.
MADRUGADA de 18 de Maio. A rádio de Monsanto emitia a triste notícia: “A coberto da noite, vândalos criminosos, ainda não identificados, roubaram, nesta madrugada, mais um Brasão de Armas Reais de Monsanto, uma peça importante do conjunto histórico das chamadas “Portas de Santo António”, situadas no lado poente da Vila, da época Manuelina. A população de Monsanto está muito justamente revoltada contra esta delapidação do seu património secular e pede medidas adequadas contra os criminosos. Quem souber de informações acerca deste roubo é favor contactar, com a máxima urgência, a GNR ou a Junta de Freguesia de Monsanto”.
Assim desaparecia, tal como o próprio Brasão de Armas da Vila de Monsanto, há vários anos, subtraído do alto do Castelo, o Brasão Manuelino, cravado na porta poente da muralha da vila de Monsanto. Desta vez, conta António Catana, o conhecido investigador do concelho de Idanha, “removeram totamente a pedra onde o brasão se encontrava esculpido. Tiveram, para isso, que trazer uma carrinha para o transportar, é decerto uma rede bem organizada e ninguém na vila se apercebeu deste roubo durante a noite”.
O investigador idanhense, que muito tem contribuído para a valorização do património histórico-cultural do seu concelho, seja o património construído e objectos de arte, seja o inumerável manancial de património imaterial, com as cantigas, as lendas e orações, os usos e costumes, com sucessivas edições, dá-nos conta da sucessiva delapidação do património regional. “Em Novembro, da igreja matriz de Proença-a-Velha, “foram retiradas quatro colunas do altar-mor e os quatro anjos do altar lateral, a imagem do Espírito Santo e ainda mais uns castiçais e tochas”, lamenta António Catana. Na noite de 12 de Dezembro, mais um saque, desta vez na Ermida da Senhora da Granja, situada no caminho rural entre Proença-a-Velha e a Aldeia de Santa Margarida. “Roubaram o trono e o sacrário em talha dourada e duas colunas laterais. Roubam tudo o que tem valor, imagens, sacrários, talhas, até as colunas das ermidas”, lamenta. Há 20 anos, já haviam sido pilhados da isolada ermida duas dezenas de ex-votos (também conhecidos pelos quadros dos milagres). Investigações da Polícia Judiciária conseguiram reaver, algures no Alentejo, apenas dois desses valiosos objectos de arte sacra, recorda. Na noite de 4 para 5 de Janeiro deste ano de 2009, “foram roubadas duas colunas laterais do próprio alpendre da Ermida de Santa Catarina, situada em São Miguel D’Acha. Para melhor remover uma das colunas, os larápios chegaram a remover uma das pedras do lajedo”, esclarece, acrescentando que, nessa mesma noite, foi subtraída toda a escadaria em cantaria de uma casa abandonada próximo da igreja, no coração da aldeia.
“Para além de ser um património de muito valor histórico e cultural é a própria identidade local e regional que vai desaparecendo”, lamenta o investigador.
In Jornal do Fundão - online, 25/02/2009
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
800 ANOS DO FORAL DE PENAMACOR
O concelho de Penamacor vai comemorar ao longo de 2009 os 800 anos da atribuição do Foral por Rei D. Sancho I, com um programa de actividades que inclui conferências, música, teatro e uma feira medieval no dia 31 de Maio. As comemorações arrancaram oficialmente no último sábado, dia 14 de Fevereiro, prologando-se até Dezembro. Das iniciativas destacam-se o ciclo de conferências «O Fio da História», que se iniciam no dia 14 de Março.sexta-feira, fevereiro 13, 2009
PROCURA-SE FÓSSIL ROUBADO
Como se já não bastassem os roubos de arte sacra e outro património da Beira Interior, agora até o património é alvo de roubo, é o caso do Trono Fóssil dos Perais. É um grande fragmento de tronco petrificado, mede 1 metro de diâmetro e tem uma idade superior a 5 milhões de anos. Foi identificado pelos paleobotânicos como Annonoxylon teixeirae, uma espécie de anoneira encontrada pela primeira vez em Portugal. Quem souber do seu paradeiro é favor contactar as autoridades.
Foto NaturTejo Geopark
terça-feira, fevereiro 03, 2009
AÇAFA on-line
A Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) decidiu aderir à tendência actual de criação de novas publicações na rede internacional de comunicações, www, com a revista AÇAFA ON LINE, tirando partido das vantagens e facilidades que esta modalidade de divulgação proporciona ao leitor e ao editor. A revista terá periodicidade anual e focará temáticas da Cultura e do Ambiente da área geográfica correspondente ao Alto Tejo Português e território envolvente. Este título retoma e expande, em alcance junto do público, o da série monográfica AÇAFA da qual foram editados sete números desde 1997. A AEAT editou uma outra série, entretanto extinta (PRESERVAÇÃO), e mantém activo o boletim informativo ALTO TEJO.O primeiro número da AÇAFA ON LINE, correspondente ao ano de 2008, será divulgado em versão final, completa e fechada mas, futuramente, a revista será construída ao longo do ano com a inserção progressiva de novos textos, ficando estes imediatamente disponíveis para download na página da AEAT em www.altotejo.org.
São quatro as principais secções da revista. Em Estudos e Trabalhos divulgam-se os resultados, inéditos, de investigações, antigas ou recentes, de índole diversa, devidamente documentados, disponibilizando, deste modo, novos contributos para o conhecimento da história natural e humana do território em apreço. Em Notícias será disponibilizada informação, sucinta, sobre iniciativas realizadas durante o ano ou em agenda, sejam novas publicações ou encontros técnicos, conferências, seminários e congressos. Em Arquivo serão reeditados documentos, publicados anteriormente, correspondentes a edições entretanto esgotadas ou insuficientemente divulgadas. Finalmente, poderá ser incluída uma quarta secção, Vária, dedicada a temáticas distintas das anteriores e não tendo nelas cabimento.
Neste número publicam-se 15 documentos, totalizando 528 páginas, da autoria de membros da AEAT e de outras personalidades, nomeadamente da NATURTEJO, da Universidade de Coimbra e da Universidade de Évora. Os documentos em apreço reportam-se aos concelhos de Castelo Branco, Covilhã, Idanha-a-Nova, Oleiros, Nisa, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão e ao município espanhol de Cedillo (Província de Cáceres).
Texto da Apresentação
domingo, fevereiro 01, 2009
BEIRA INTERIOR, SIM! REGIÃO CENTRO, NÃO!
A propósito da imbecilidade da criação das cinco regiões administrativas, com base nas marcelistas comissões de desenvolvimento regional, recomento a leitura do seguinte artigo a propósito da Beira Interior:Leiam, façam uma reflexão e depois procurem encontrar qualquer afinidade entre a Beira Litoral, Beira Baixa, parte da Beira Alta , parte da Estremadura e parte do Ribatejo. Por mim antes ficar tudo como está do que colocar aquelas regiões todas no mesmo saco e chamar-lhe Centro, sem qualquer lógica económica, geográfica ou histórica.
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quinta-feira, janeiro 22, 2009
REGIONALIZAÇÃO - VOLTA COM CINCO REGIÕES
Cai a região da Beira Interior proposta por António Guterres em 1998. José Sócrates quer mapa com base nas cinco regiões-plano. É a garantia de um processo mais pacífico para evitar novo chumbo
É o "take" dois do processo de regionalização em Portugal, o renovado fôlego de um assunto que ficou sepultado no ano de 1998 nas urnas de voto de um referendo. O Primeiro-Ministro, José Sócrates, anunciou que irá propor um processo de regionalização para o país na próxima legislatura se for, naturalmente, reeleito. O mapa, esse, será distinto e, acima de tudo, mais pacífico daquele que foi a referendo em 1998.
A primeira tentativa de regionalizar Portugal, dotando-o de uma estrutura de gestão política intermédia caiu estrondosamente por terra a 8 de Novembro de 1998. A proposta do governo de António Guterres para a criação de oito regiões – entre as quais a da Beira Interior, com os distritos de Castelo Branco e Guarda – foi chumbada por quase 61 por cento dos eleitores. Apesar de os resultados não serem vinculativos, – os exigidos 50 por cento mais um eleitor a terem que depositar o voto em urna não foram alcançados – a decisão dos que votaram foi respeitada.
Um manto de silêncio voltou a nebular esta questão, apesar de algumas vozes esparsas se levantarem aqui e acolá. A questão voltou à agenda no início do mandato de Durão Barroso como Primeiro-Ministro com uma insípida tentativa de acomodação intermédia através do processo de constituição de comunidades urbanas, que veio lançar mais ruído e confusão na discussão em torno da política regional e administrativa, que, em alguns casos, foi substancialmente maior do que em torno das regiões propostas por António Guterres.
Caem as oito regiões propostas em 1998 (Alentejo, Algarve, Beira Interior, Beira Litoral, Entre Douro e Minho, Estremadura e Ribatejo, Lisboa e Setúbal e Trás--os-Montes e Alto Douro) e serão propostas as cinco regiões-plano que vigoram relativamente imutáveis desde a passagem de Marcelo Caetano como presidente do Conselho, nos anos 70, e que estão traduzidas nas actuais NUT II: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.
É o "take" dois do processo de regionalização em Portugal, o renovado fôlego de um assunto que ficou sepultado no ano de 1998 nas urnas de voto de um referendo. O Primeiro-Ministro, José Sócrates, anunciou que irá propor um processo de regionalização para o país na próxima legislatura se for, naturalmente, reeleito. O mapa, esse, será distinto e, acima de tudo, mais pacífico daquele que foi a referendo em 1998.
A primeira tentativa de regionalizar Portugal, dotando-o de uma estrutura de gestão política intermédia caiu estrondosamente por terra a 8 de Novembro de 1998. A proposta do governo de António Guterres para a criação de oito regiões – entre as quais a da Beira Interior, com os distritos de Castelo Branco e Guarda – foi chumbada por quase 61 por cento dos eleitores. Apesar de os resultados não serem vinculativos, – os exigidos 50 por cento mais um eleitor a terem que depositar o voto em urna não foram alcançados – a decisão dos que votaram foi respeitada.
Um manto de silêncio voltou a nebular esta questão, apesar de algumas vozes esparsas se levantarem aqui e acolá. A questão voltou à agenda no início do mandato de Durão Barroso como Primeiro-Ministro com uma insípida tentativa de acomodação intermédia através do processo de constituição de comunidades urbanas, que veio lançar mais ruído e confusão na discussão em torno da política regional e administrativa, que, em alguns casos, foi substancialmente maior do que em torno das regiões propostas por António Guterres.
Caem as oito regiões propostas em 1998 (Alentejo, Algarve, Beira Interior, Beira Litoral, Entre Douro e Minho, Estremadura e Ribatejo, Lisboa e Setúbal e Trás--os-Montes e Alto Douro) e serão propostas as cinco regiões-plano que vigoram relativamente imutáveis desde a passagem de Marcelo Caetano como presidente do Conselho, nos anos 70, e que estão traduzidas nas actuais NUT II: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.
In Jornal do Fundão online
Ora cá está mais uma esperteza de Sócrates, caem as oito regiões propostas em 1998 e vamos passar a ter cinco regiões. Desta maneira e porque as pessoas estão ansiosas que venha a regionalização, ganha-se o referendo mas depois não se venham queixar que a Beira Interior não tem nenhuma afinidade com a Beira Litoral ou que o mesmo se passa no Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes. Cá para mim, aqui na Beira Interiror vai ser uma transferência do Terreiro do Paço de Lisboa, para um Terreiro do Paço em Coimbra!
sexta-feira, janeiro 16, 2009
CÂMARA DE BELMONTE APOIA A NATALIDADE
Com o objectivo de combater a desertificação e a baixa taxa de natalidade que se verifica no concelho, a Câmara de Belmonte aprovou recentemente o Regulamento da Natalidade e do Apoio à Família. Com o "Primeiro Enxoval", a edilidade oferece entre 250 e 750 euros por nascimento, mediante os escalões previamente fixados. Além disso, haverá complementos no abono de família das crianças até aos seis anos, que chegam aos 200 por cento no caso do terceiro filho. O regulamento entrou em vigor no início deste ano e está disponível no site da autarquia na Internet.
In O Interior, 15/01/2009
Aqui está mais uma pequena medida que tenta lutar contra a deserificação do interior do país, só é pena que o poder central, aquele que mais podia lutar contra a desertificação do interior nada faz. O interior só interessa aos nosso políticos nas campanhas eleitorais, por isso este ano cá os esperamos para nos prometerem «mundos e fundos», mas que nunca chegam.
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sexta-feira, janeiro 09, 2009
10% DE DESEMPREGO NA BEIRA INTERIOR EM 2009
A taxa de desemprego na Beira Interior poderá facilmente ultrapassar os 10 por cento em 2009. O alerta surge por parte do coordenador do Observatório de Desenvolvimento Económico e Social (ODES) da região, Pires Manso. “As perspectivas para 2009 não são animadoras e julgo que na região vamos ter uma crise social com alguma importância”, refere Pires Manso, defendendo que o Governo deve “legislar no sentido de que empresas e associações criem programas de apoio aos mais necessitados”. “Já temos taxas de desemprego superiores à média nacional e vamos continuar a ter taxas agravadas. Facilmente ultrapassaremos os dois dígitos, senão mais”, sublinha o professor catedrático e coordenador do observatório instalado na Universidade da Beira Interior, na Covilhã. “É de prever que a crise internacional agrave os problemas das empresas, nomeadamente dos principais empregadores na região: o sector têxtil, em especial as confecções” na Cova da Beira, “e as empresas de cablagens para automóveis”, na Guarda e Castelo Branco. O crescimento do desemprego terá como consequência “o aumento de problemas sociais”, nomeadamente, “mais situações de fome e pequena criminalidade”. Pires Manso defende por isso, em declarações à Lusa, que o Estado crie linhas de apoio financeiro para empresas, organizações e entidades locais sem fins lucrativos, “para poderem prestar ajuda social onde o Estado não consegue chegar”. “O governo vai ter que legislar no sentido de criar estímulos que possam levar as empresas e associações sem fins lucrativos a organizar programas de apoio aos mais necessitados, para combater a pobreza e flagelos sociais previsíveis”. Pires Manso sugere ainda incentivos à concessão de micro-crédito e outras medidas, como a entrega de parcelas de terreno para produção própria de produtos agrícolas. No entanto, para aquele responsável, só haverá melhorias estruturais se o Estado canalizar grandes iniciativas empresariais para o Interior do País, “tal como aconteceu com a Autoeuropa, quando foi preciso responder à crise social e económica no distrito de Setúbal”. Ao nível fiscal, “vou ao ponto de achar que seria bem-vinda isenção total de IRC para empresas que se instalassem no Interior durante um período de cinco anos”, conclui. O Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social (ODES) surgiu em 2002, após uma série de reuniões entre parceiros económicos da região, no âmbito do programa de apoio comunitário EQUAL. Desde então tem feito recolha e tratamento de indicadores económicos e sociais que dizem respeito à região e ao País.
In Notícias da Covilhã, 09/01/2009
quarta-feira, dezembro 24, 2008
terça-feira, dezembro 23, 2008
FUNDÃO «BREVE OLHAR...» Exposição de postais de João Barroca
João Barroca aos 9 anos começou a colecionar selos. Tem "orgulho" na colecção classica de Portugal, onde destaca os quatro selos de D.Maria e que inclui estampilhas de 5, 50 e 100 reis. Tem a colecção de postais do Fundão, assim como de moedas e notas.
Em permanentes andanças pelas feiras e nos contactos com as lojas da especialidade, vai adquirindo documentos e livros sobre o fundão e tem evitado que alguns documentos, com a historia da sua terra, fossem parar à lixeira. Os amigos dizem que tem um acervo significativo e que alguns documentos têm sido importantes na consulta e feitura, em publicações recentes.
Esta exposição permite uma viagem ao passado da cidade do Fundão, que trará recordações e mémorias de outros tempos alguns visitantes e aos mais pequenos a descoberta da história da cidade onde vivem.
09 de Dezembro a 11 de Janeiro
A Moagem - Fundão
Texto do anúncio da exposição
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