sexta-feira, abril 10, 2009

NÃO GOSTAVA DE SER MINISTRO NUM PAÍS COM DIFICULDADES

Na apresentação de um programa de apoio às empresas, o Ministro Manuel Pinho teve esta afirmação brilhantíssima: "Gostava muito de não ser Ministro da Economia num País com tantas dificuldades". Sinceramente nunca tinha ouvido dizer uma aberração destas a nenhum governante (nem joão Jardim diria tal disparate)! Será que o senhor ministro vive neste planeta? Será que o senhor ministro não conhece a política irresponsável que o seu governo tem feito? Caro ministro o senhor só está a colher as tempestades que o seu governo semeou, que se juntaram à crise internacional. Por isso se não gosta de ser ministro num país em crise vá-se embora. E já agora pode levar os seus colegas do governo, porque o país não merece um governo assim!

sábado, abril 04, 2009

ADUFE nº 14


Saiu mais um número da Adufe, revista cultural de Idanha-a-Nova. Continua a mesma qualidade e a vontade de ler tudo de uma vez, mas desta vez tenho um reparo a fazer. No artigo sobre Duarte d´Armas, como foi possível que o autor não tenha sequer feito menção aos cinco castelos do concelho de Idanha-a-Nova (Idanha-a-Nova, Monsanto, Penha Garcia, Salvaterra do Extremo e Segura) retratados no Livro das Fortalezas de Duarte d´Armas? Não reproduziu a imagem de nenhum castelo, quando podia pelo menos reproduzir um da obra do General João de Almeida (embora esses tenham sido amputados de legendas e pormenores). Lamento e espero que no futuro Duarte D´Armas tenha um artigo mais digno e que dê a conhecer a muita gente como eram essas cinco povoações do actual concelho de Idanha-a-Nova no ano de 1509. Como foi o título completo da obra de Duarte d´Armas - Livro das Fortalezas que são no Extremo de Portugal, que inspirou o nome deste blog fica prometido que no futuro colocarei umas mensagens a propósito desse autor e dessa magnífica obra do século XVI.

sexta-feira, março 27, 2009

PARAGEM DE AUTOCARRO COM SOFÁ

No Carvalhal-Valverde (Fundão) alguém lembrou-se de colocar um sofá na paragem do autocarro, pois nem a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal ou a transportadora concessionária dotaram a paragem de bancos para os passageiros se poderem sentar enquanto aguardam pela chegada do autocarro. Aqui fica a foto desta paragem de autocarro original.

CEREJEIRAS EM FLOR COM NEVE AO FUNDO

Tal como todos os anos as cerejeiras da Serra da Gardunha voltaram a florir, mas este ano o branco das cerejeiras da Gardunha contrasta com a neve ainda existente na Serra da Estrela.

quinta-feira, março 19, 2009

FUNDÃO CRIA ARQUIVO DE SONS TRADICIONAIS

O projecto intitula-se Tradições Digitais e contém desde cantares, a contos e lendas, registados junto da população do Fundão A Câmara do Fundão vai disponibilizar parte do arquivo digital de tradições do concelho num novo laboratório multimédia aberto a todo o público e concebido em parceria com a Casa da Música, do Porto. 'O projecto Tradições Digitais é muito importante, sobretudo tendo em conta que somos do poucos países da Europa que não tem um arquivo da nossa etnomusicologia [antropologia da música]', explicou à Agência Lusa, Paulo Fernandes, vereador com o pelouro da Cultura.Durante os últimos anos, uma equipa da Câmara do Fundão tem calcorreado o concelho e registado em áudio e vídeo os cantares, contos, lendas e outros relatos junto da população. 'Há centenas de horas de gravação', num trabalho que 'ainda não está terminado', realça Paulo Fernandes. 'Está tudo a ser catalogado num servidor, de acordo com as regras arquivísticas', Uma parte já poderá ser utilizada por quem quiser dar asas à criatividade no novo laboratório (Crialab) e no futuro Paulo Fernandes antevê o acesso através de um portal na Internet.'Imagine-se: nesta altura podemos querer pesquisar canções da Quaresma, noutra podemos procurar elementos ligados à pastorícia ou outra tradição. Vai ficar tudo gravado em boas fontes digitais de som e imagem para todo o sempre', destaca. 'Para que no futuro possam ser matéria-prima para novas criações', acrescentou, de olhos postos nos computadores multimédia que compõem o Crialab.
Diário XXI, 19/03/2009

quarta-feira, março 11, 2009

PROGRAMA CONFERÊNCIA «FIO DA HISTÓRIA» 800 ANOS FORAL DE PENAMACOR

Salão Nobre da Câmara Municipal de Penamacor
14 de Março de 2008

sábado, março 07, 2009

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

PATRIMÓNIO DA REGIÃO A SAQUE

Sucedem-se relatos do seu desaparecimento na calada da noite. Imagens de santos, brasões, colunas e sacrários furtados, já sem contar com o que é vendido para Espanha. “Roubam tudo, imagens, sacrários, talhas, até as colunas das ermidas”
MADRUGADA de 18 de Maio. A rádio de Monsanto emitia a triste notícia: “A coberto da noite, vândalos criminosos, ainda não identificados, roubaram, nesta madrugada, mais um Brasão de Armas Reais de Monsanto, uma peça importante do conjunto histórico das chamadas “Portas de Santo António”, situadas no lado poente da Vila, da época Manuelina. A população de Monsanto está muito justamente revoltada contra esta delapidação do seu património secular e pede medidas adequadas contra os criminosos. Quem souber de informações acerca deste roubo é favor contactar, com a máxima urgência, a GNR ou a Junta de Freguesia de Monsanto”.
Assim desaparecia, tal como o próprio Brasão de Armas da Vila de Monsanto, há vários anos, subtraído do alto do Castelo, o Brasão Manuelino, cravado na porta poente da muralha da vila de Monsanto. Desta vez, conta António Catana, o conhecido investigador do concelho de Idanha, “removeram totamente a pedra onde o brasão se encontrava esculpido. Tiveram, para isso, que trazer uma carrinha para o transportar, é decerto uma rede bem organizada e ninguém na vila se apercebeu deste roubo durante a noite”.
O investigador idanhense, que muito tem contribuído para a valorização do património histórico-cultural do seu concelho, seja o património construído e objectos de arte, seja o inumerável manancial de património imaterial, com as cantigas, as lendas e orações, os usos e costumes, com sucessivas edições, dá-nos conta da sucessiva delapidação do património regional. “Em Novembro, da igreja matriz de Proença-a-Velha, “foram retiradas quatro colunas do altar-mor e os quatro anjos do altar lateral, a imagem do Espírito Santo e ainda mais uns castiçais e tochas”, lamenta António Catana. Na noite de 12 de Dezembro, mais um saque, desta vez na Ermida da Senhora da Granja, situada no caminho rural entre Proença-a-Velha e a Aldeia de Santa Margarida. “Roubaram o trono e o sacrário em talha dourada e duas colunas laterais. Roubam tudo o que tem valor, imagens, sacrários, talhas, até as colunas das ermidas”, lamenta. Há 20 anos, já haviam sido pilhados da isolada ermida duas dezenas de ex-votos (também conhecidos pelos quadros dos milagres). Investigações da Polícia Judiciária conseguiram reaver, algures no Alentejo, apenas dois desses valiosos objectos de arte sacra, recorda. Na noite de 4 para 5 de Janeiro deste ano de 2009, “foram roubadas duas colunas laterais do próprio alpendre da Ermida de Santa Catarina, situada em São Miguel D’Acha. Para melhor remover uma das colunas, os larápios chegaram a remover uma das pedras do lajedo”, esclarece, acrescentando que, nessa mesma noite, foi subtraída toda a escadaria em cantaria de uma casa abandonada próximo da igreja, no coração da aldeia.
“Para além de ser um património de muito valor histórico e cultural é a própria identidade local e regional que vai desaparecendo”, lamenta o investigador.
In Jornal do Fundão - online, 25/02/2009

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

800 ANOS DO FORAL DE PENAMACOR

O concelho de Penamacor vai comemorar ao longo de 2009 os 800 anos da atribuição do Foral por Rei D. Sancho I, com um programa de actividades que inclui conferências, música, teatro e uma feira medieval no dia 31 de Maio. As comemorações arrancaram oficialmente no último sábado, dia 14 de Fevereiro, prologando-se até Dezembro. Das iniciativas destacam-se o ciclo de conferências «O Fio da História», que se iniciam no dia 14 de Março.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

PROCURA-SE FÓSSIL ROUBADO

Como se já não bastassem os roubos de arte sacra e outro património da Beira Interior, agora até o património é alvo de roubo, é o caso do Trono Fóssil dos Perais. É um grande fragmento de tronco petrificado, mede 1 metro de diâmetro e tem uma idade superior a 5 milhões de anos. Foi identificado pelos paleobotânicos como Annonoxylon teixeirae, uma espécie de anoneira encontrada pela primeira vez em Portugal. Quem souber do seu paradeiro é favor contactar as autoridades.
Foto NaturTejo Geopark

terça-feira, fevereiro 03, 2009

AÇAFA on-line

A Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) decidiu aderir à tendência actual de criação de novas publicações na rede internacional de comunicações, www, com a revista AÇAFA ON LINE, tirando partido das vantagens e facilidades que esta modalidade de divulgação proporciona ao leitor e ao editor. A revista terá periodicidade anual e focará temáticas da Cultura e do Ambiente da área geográfica correspondente ao Alto Tejo Português e território envolvente. Este título retoma e expande, em alcance junto do público, o da série monográfica AÇAFA da qual foram editados sete números desde 1997. A AEAT editou uma outra série, entretanto extinta (PRESERVAÇÃO), e mantém activo o boletim informativo ALTO TEJO.
O primeiro número da AÇAFA ON LINE, correspondente ao ano de 2008, será divulgado em versão final, completa e fechada mas, futuramente, a revista será construída ao longo do ano com a inserção progressiva de novos textos, ficando estes imediatamente disponíveis para download na página da AEAT em www.altotejo.org.
São quatro as principais secções da revista. Em Estudos e Trabalhos divulgam-se os resultados, inéditos, de investigações, antigas ou recentes, de índole diversa, devidamente documentados, disponibilizando, deste modo, novos contributos para o conhecimento da história natural e humana do território em apreço. Em Notícias será disponibilizada informação, sucinta, sobre iniciativas realizadas durante o ano ou em agenda, sejam novas publicações ou encontros técnicos, conferências, seminários e congressos. Em Arquivo serão reeditados documentos, publicados anteriormente, correspondentes a edições entretanto esgotadas ou insuficientemente divulgadas. Finalmente, poderá ser incluída uma quarta secção, Vária, dedicada a temáticas distintas das anteriores e não tendo nelas cabimento.
Neste número publicam-se 15 documentos, totalizando 528 páginas, da autoria de membros da AEAT e de outras personalidades, nomeadamente da NATURTEJO, da Universidade de Coimbra e da Universidade de Évora. Os documentos em apreço reportam-se aos concelhos de Castelo Branco, Covilhã, Idanha-a-Nova, Oleiros, Nisa, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão e ao município espanhol de Cedillo (Província de Cáceres).

Texto da Apresentação

domingo, fevereiro 01, 2009

BEIRA INTERIOR, SIM! REGIÃO CENTRO, NÃO!

A propósito da imbecilidade da criação das cinco regiões administrativas, com base nas marcelistas comissões de desenvolvimento regional, recomento a leitura do seguinte artigo a propósito da Beira Interior:

Leiam, façam uma reflexão e depois procurem encontrar qualquer afinidade entre a Beira Litoral, Beira Baixa, parte da Beira Alta , parte da Estremadura e parte do Ribatejo. Por mim antes ficar tudo como está do que colocar aquelas regiões todas no mesmo saco e chamar-lhe Centro, sem qualquer lógica económica, geográfica ou histórica.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

REGIONALIZAÇÃO - VOLTA COM CINCO REGIÕES

Cai a região da Beira Interior proposta por António Guterres em 1998. José Sócrates quer mapa com base nas cinco regiões-plano. É a garantia de um processo mais pacífico para evitar novo chumbo
É o "take" dois do processo de regionalização em Portugal, o renovado fôlego de um assunto que ficou sepultado no ano de 1998 nas urnas de voto de um referendo. O Primeiro-Ministro, José Sócrates, anunciou que irá propor um processo de regionalização para o país na próxima legislatura se for, naturalmente, reeleito. O mapa, esse, será distinto e, acima de tudo, mais pacífico daquele que foi a referendo em 1998.
A primeira tentativa de regionalizar Portugal, dotando-o de uma estrutura de gestão política intermédia caiu estrondosamente por terra a 8 de Novembro de 1998. A proposta do governo de António Guterres para a criação de oito regiões – entre as quais a da Beira Interior, com os distritos de Castelo Branco e Guarda – foi chumbada por quase 61 por cento dos eleitores. Apesar de os resultados não serem vinculativos, – os exigidos 50 por cento mais um eleitor a terem que depositar o voto em urna não foram alcançados – a decisão dos que votaram foi respeitada.
Um manto de silêncio voltou a nebular esta questão, apesar de algumas vozes esparsas se levantarem aqui e acolá. A questão voltou à agenda no início do mandato de Durão Barroso como Primeiro-Ministro com uma insípida tentativa de acomodação intermédia através do processo de constituição de comunidades urbanas, que veio lançar mais ruído e confusão na discussão em torno da política regional e administrativa, que, em alguns casos, foi substancialmente maior do que em torno das regiões propostas por António Guterres.
Caem as oito regiões propostas em 1998 (Alentejo, Algarve, Beira Interior, Beira Litoral, Entre Douro e Minho, Estremadura e Ribatejo, Lisboa e Setúbal e Trás--os-Montes e Alto Douro) e serão propostas as cinco regiões-plano que vigoram relativamente imutáveis desde a passagem de Marcelo Caetano como presidente do Conselho, nos anos 70, e que estão traduzidas nas actuais NUT II: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

In Jornal do Fundão online
Ora cá está mais uma esperteza de Sócrates, caem as oito regiões propostas em 1998 e vamos passar a ter cinco regiões. Desta maneira e porque as pessoas estão ansiosas que venha a regionalização, ganha-se o referendo mas depois não se venham queixar que a Beira Interior não tem nenhuma afinidade com a Beira Litoral ou que o mesmo se passa no Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes. Cá para mim, aqui na Beira Interiror vai ser uma transferência do Terreiro do Paço de Lisboa, para um Terreiro do Paço em Coimbra!

sexta-feira, janeiro 16, 2009

CÂMARA DE BELMONTE APOIA A NATALIDADE

Com o objectivo de combater a desertificação e a baixa taxa de natalidade que se verifica no concelho, a Câmara de Belmonte aprovou recentemente o Regulamento da Natalidade e do Apoio à Família. Com o "Primeiro Enxoval", a edilidade oferece entre 250 e 750 euros por nascimento, mediante os escalões previamente fixados. Além disso, haverá complementos no abono de família das crianças até aos seis anos, que chegam aos 200 por cento no caso do terceiro filho. O regulamento entrou em vigor no início deste ano e está disponível no site da autarquia na Internet.
In O Interior, 15/01/2009
Aqui está mais uma pequena medida que tenta lutar contra a deserificação do interior do país, só é pena que o poder central, aquele que mais podia lutar contra a desertificação do interior nada faz. O interior só interessa aos nosso políticos nas campanhas eleitorais, por isso este ano cá os esperamos para nos prometerem «mundos e fundos», mas que nunca chegam.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

10% DE DESEMPREGO NA BEIRA INTERIOR EM 2009

A taxa de desemprego na Beira Interior poderá facilmente ultrapassar os 10 por cento em 2009. O alerta surge por parte do coordenador do Observatório de Desenvolvimento Económico e Social (ODES) da região, Pires Manso. “As perspectivas para 2009 não são animadoras e julgo que na região vamos ter uma crise social com alguma importância”, refere Pires Manso, defendendo que o Governo deve “legislar no sentido de que empresas e associações criem programas de apoio aos mais necessitados”. “Já temos taxas de desemprego superiores à média nacional e vamos continuar a ter taxas agravadas. Facilmente ultrapassaremos os dois dígitos, senão mais”, sublinha o professor catedrático e coordenador do observatório instalado na Universidade da Beira Interior, na Covilhã. “É de prever que a crise internacional agrave os problemas das empresas, nomeadamente dos principais empregadores na região: o sector têxtil, em especial as confecções” na Cova da Beira, “e as empresas de cablagens para automóveis”, na Guarda e Castelo Branco. O crescimento do desemprego terá como consequência “o aumento de problemas sociais”, nomeadamente, “mais situações de fome e pequena criminalidade”. Pires Manso defende por isso, em declarações à Lusa, que o Estado crie linhas de apoio financeiro para empresas, organizações e entidades locais sem fins lucrativos, “para poderem prestar ajuda social onde o Estado não consegue chegar”. “O governo vai ter que legislar no sentido de criar estímulos que possam levar as empresas e associações sem fins lucrativos a organizar programas de apoio aos mais necessitados, para combater a pobreza e flagelos sociais previsíveis”. Pires Manso sugere ainda incentivos à concessão de micro-crédito e outras medidas, como a entrega de parcelas de terreno para produção própria de produtos agrícolas. No entanto, para aquele responsável, só haverá melhorias estruturais se o Estado canalizar grandes iniciativas empresariais para o Interior do País, “tal como aconteceu com a Autoeuropa, quando foi preciso responder à crise social e económica no distrito de Setúbal”. Ao nível fiscal, “vou ao ponto de achar que seria bem-vinda isenção total de IRC para empresas que se instalassem no Interior durante um período de cinco anos”, conclui. O Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social (ODES) surgiu em 2002, após uma série de reuniões entre parceiros económicos da região, no âmbito do programa de apoio comunitário EQUAL. Desde então tem feito recolha e tratamento de indicadores económicos e sociais que dizem respeito à região e ao País.
In Notícias da Covilhã, 09/01/2009

quarta-feira, dezembro 24, 2008

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO

O Extremo de Portugal deseja a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

terça-feira, dezembro 23, 2008

FUNDÃO «BREVE OLHAR...» Exposição de postais de João Barroca

João Barroca aos 9 anos começou a colecionar selos. Tem "orgulho" na colecção classica de Portugal, onde destaca os quatro selos de D.Maria e que inclui estampilhas de 5, 50 e 100 reis. Tem a colecção de postais do Fundão, assim como de moedas e notas.
Em permanentes andanças pelas feiras e nos contactos com as lojas da especialidade, vai adquirindo documentos e livros sobre o fundão e tem evitado que alguns documentos, com a historia da sua terra, fossem parar à lixeira. Os amigos dizem que tem um acervo significativo e que alguns documentos têm sido importantes na consulta e feitura, em publicações recentes.
Esta exposição permite uma viagem ao passado da cidade do Fundão, que trará recordações e mémorias de outros tempos alguns visitantes e aos mais pequenos a descoberta da história da cidade onde vivem.

09 de Dezembro a 11 de Janeiro
A Moagem - Fundão

Texto do anúncio da exposição

quarta-feira, dezembro 17, 2008

MUSEU ARQUEOLÓGICO DO FUNDÃO ENTRE OS MELHORES MUSEUS NACIONAIS

A Associação Portuguesa de Museologia (Apom) decidiu atribuir ao Museu Arqueológico do Fundão a menção honrosa na categoria de “melhor museu nacional 2008”. O Museu Arqueológico Municipal José Monteiro foi inaugurado em Fevereiro de 2007 e apresenta-se como “um espaço comunitário de cultura, com uma vertente didáctica e pedagógica”, refere o sítio deste museu na internet, em http://www.museuarqueologicofundao.com/ . O equipamento possui sala de exposição permanente, com peças que vão da Pré-História aos Romanos; espaço de exposições temporárias, auditório, laboratório de conservação e restauro, biblioteca especializada e um espaço internet. No final da notícia apresentamos um vídeo com uma visita ao museu.
A Apom atribui todos os anos prémios ao melhor museu português, melhor exposição, catálogo e serviço de extensão cultural. Cada dois anos distingue ainda o melhor trabalho sobre museologia ou a melhor obra museológica.
O prémio de melhor museu do ano vai para o Fluviário de Mora, no Alentejo. O Museu Arqueológico do Fundão partilha a menção honrosa com outro museu alentejano, o Museu de Arte Contemporânea de Elvas.
De acordo com a direcção do Museu Arqueológico do Fundão, o galardão da Apom “vem premiar a originalidade e concepção do espaço museológico do Museu do Fundão, que tem merecido inúmeros aplausos da crítica internacional, designadamente de Espanha, França e Itália. Trata-se de uma entidade museal com uma oferta única ao nível científico, lúdico e de animação, e que vê agora reconhecida a sua acção no panorama museológico do nosso país”, refere em comunicado.

In Reconquista, 17/12/2008


sexta-feira, dezembro 12, 2008

PARQUE NATURAL DO TEJO INTERNACIONAL COM GESTÃO COMUM PORTUGUESA E ESPANHOLA

Os governos de Portugal e Espanha deverão assinar um acordo que vise a gestão comum do Parque Natural do Tejo Internacional, tal como acontece no Parque Nacional da Peneda Gerês. Para já, há acordos informais ao nível da navegação e da pesca. Mas a novidade está também na criação de um ancoradouro e no plano de pormenor para as casas ilegais junto ao Ponsul.
O Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI) deverá passar a ter um modelo de gestão comum de ambos os lados da fronteira, o que deverá ser efectivado por um acordo a estabelecer entre os governos de Portugal e Espanha. A garantia é de Fernando Queirós, director-adjunto do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Centro e Alto Alentejo, entidade responsável pela gestão do PNTI.
“Está em perspectiva a criação de uma área protegida transfronteiriça, com as mesmas regras nos dois lados da fronteira, fomentando a troca de informação e a existência de um modelo de gestão comum ou similar”, refere aquele responsável, apontando como exemplo o que já sucede entre o Parque Nacional da Peneda do Gerês, do lado português, e no Parque Natural do Baixa Limia – Serra do Xurés.
Fernando Queirós considera que “um modelo de gestão comum terá vantagens ao nível da conservação das espécies, mas também em termos turísticos”. E explica que o plano de ordenamento do PNTI, recentemente publicado em Diário da República (ver Reconquista de 4 de Dezembro) já resultou “de um acordo informal com as autoridades espanholas”, designadamente ao nível da delimitação das áreas de navegação, dos períodos de navegação e de autorização de pesca.
Na área do PNTI, navegação está permitida a todas as embarcações, entre 1 de Agosto e 14 de Fevereiro, entre o Ponsul e o Tejo, estendendo-se neste último até à foz da Ribeira de São Domingos, percurso a que corresponde a zona assinalada no Mapa I a cinzento. Já na zona assinalada a preto, entre a foz da Ribeira de São Domingos e a zona da Fraldona, a navegação fica autorizada de 1 de Agosto a 1 de Janeiro, mas só à pesca profissional e a duas embarcações marítimo-turísticas, uma de cada país. No restante percurso do Tejo, até ao Erges, a navegação está interdita.
A pesca a partir da margem (Mapa II) fica proibida nas áreas de nidificação de aves protegidas, designadamente a Cegonha Preta, o Grifo, a Águia de Benelli, a Águia Real e o Abutre do Egipto. “As áreas de interdição a pesca são sobretudo áreas de difícil acesso e que serão devidamente sinalizadas”, tal como acontecerá com as áreas delimitadas no Ponsul e Tejo, em cujos limites serão instaladas, a curto prazo, bóias e painéis informativos.
As zonas de interdição à pesca a partir da margem coincidem com as áreas de protecção total, nas quais mesmo a circulação de pessoas está sujeita a autorização prévia do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB). A limitação não será bem aceite por todos, mas Fernando Queirós explica que essas áreas correspondem apenas a 1,9 por cento da área total do Parque e são sobretudo áreas de escarpa. Afirma ainda que esta é a forma de preservar espécies protegidas por directivas europeias já transpostas para a legislação nacional.
“Estas aves só nidificam em escarpas inacessíveis aos predadores e em locais de grande tranquilidade. Esta conjugação de factores faz com que esses locais sejam raros”. Argumenta ainda que, à falta de alternativa de locais para nidificar, as aves podem simplesmente não o fazer, o que põe em causa a preservação da espécie. Finalmente, considera que a nidificação é o período que vai desde a construção do ninho até à emancipação dos juvenis, isto é, desde Janeiro até ao Verão, ou entre Março e o Verão, no caso das aves migratórias como a Cegonha Preta ou o Abutre do Egipto.
Apesar da importância que confere às regras, aquele responsável acredita que possam ser efectuadas algumas alterações, designadamente aumentando ou diminuindo o regime de protecção de determinadas zonas. Tal pode acontecer dentro de três anos, tal como previsto no regulamento do PNTI. Não aceita é que seja posta em causa a necessidade de preservar as espécies, pois, além da legislação existente, o Livro Vermelho dos Vertebrados em Portugal “define quais são as espécies mais ameaçadas e as prioridades de conservação, o que é feito de acordo com critérios válidos em termos mundiais e que são quantificáveis, designadamente o número de indivíduos, a área que ocupam e a evolução destes dois parâmetros”.
O novo plano de ordenamento e as suas implicações já começaram a ser explicados aos responsáveis políticos locais. Na quarta-feira, o director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Centro e Alto Alentejo, Armando Carvalho, esteve em Castelo Branco, numa reunião com representantes das câmaras de Idanha, Castelo Branco e Ródão, bem como das juntas de freguesia de Salvaterra do Extremo, Segura, Rosmaninhal, Monforte da Beira, Malpica do Tejo, Cebolais de Cima, Castelo Branco e Perais.
“O objectivo passou por esclarecer as dúvidas existentes em matéria de cartografia, mas também apresentar o regulamento, dar resposta a questões e ouvir sugestões”, adianta Fernando Queirós. Na reunião foram ainda apresentados os quatro pontos de acesso de embarcações ao rio, sendo um junto à ponte na estrada na ponte da estrada de Malpica, na ponte de Lentiscais, em Monte Fidalgo e no Porto de Malpica (ver Mapa I). Pelo menos um destes pontos de acesso deverá ser requalificado em termos de acesso e infra-estruturas de apoio para navegação e ancoradouro de barcos. Os pontos de acesso da ponte de Lentiscais e do Porto de Malpica são os que têm mais viabilidade, pelo menos para já, faltando o financiamento, que a Câmara de Castelo Branco está encarregue de encontrar.
A autarquia albicastrense está ainda empenhada na requalificação da área de intervenção específica do Ponsul, designadamente das construções ilegais que se encontram junto ao rio, nas imediações da estrada de Malpica, junto à ponte. “Será elaborado um plano de pormenor, pela Câmara, com o apoio do ICNB”, refere.
Outra importante requalificação, que deverá ter um plano definido no espaço de três anos, é a dos eucaliptais e pinhais existentes no interior do Parque e que ocupam cerca de 20 por cento da área. “Os pinhais e eucaliptais não são interessantes em termos ambientais nem económicos, pelo que as entidades proprietárias estão interessadas na reconversão. A questão é pacífica”, refere, adiantando que o ideal seria reflorestar as áreas com sobreiro ou, em alternativa, com azinheira, importante em termos de alimentação de animais domésticos e selvagens.

In «Reconquista»

domingo, novembro 30, 2008

EXTREMADURA ENSINARÁ PORTUGUÊS COMO 2ª LÍNGUA

O Presidente do Governo Regional da Extremadura espanhola anunciou que no próximo ano lectivo, o português será o segundo idioma na região – uma aposta classificada como «estratégica». O português será «o nosso segundo idioma», adiantou, antes de se referir à difusão do português também em relação à imprensa.«Solicitamos que a RTP nos auxilie e que, através da televisão pública da Extremadura, se possa avançar com programação em português. Nesse plano estratégico, incluiremos também um processo de dupla sinalização, em espanhol e português, em edifícios públicos. Desejamos que se passe o mesmo do outro lado da raia», afirmou numa referência às zonas fronteiriças nacionais.
Quanto a nós portugueses há muito tempo que falando espanhol ou portunhol, lá nos vamos desenrascando, quanto aos espanhóis acho interessante este esforço do Governo Regional da Extremadura em promover o ensino e a divulgação do português.