sexta-feira, outubro 31, 2008

A GUERRA FANTÁSTICA E A GUERRA PENINSULAR NO CONCELHO DE PROENÇA-A-NOVA

A Câmara Municipal de Proença-a-Nova organiza nos próximos dias 14, 15 e 16 de Novembro um conjunto de acções que visam sensibilizar a comunidade local, estudantil e científica para a importância estratégica das Linhas das Talhadas, no concelho de Proença-a-Nova, no contexto da Guerra Peninsular. É de destacar no dia 14, para o público estudantil a encenação histórica sobre a Guerra Peninsular e o ciclo de conferências que decorrerá no dia 15, em que serão oradores entre outros o General Martins Barrento e o Tenente-Coronel Pires Nunes. Estas jornadas terminam no dia 16 com a inauguração do percurso pedestre PR4 «Pela Linha de Defesa».

quinta-feira, outubro 16, 2008

A BEIRA HOMENAGEIA ARISTIDES DE SOUSA MENDES

O “Jornal do Fundão”, o Comité National Français en Hommage a Aristides Sousa Mendes, a Fundação Aristides Sousa Mendes, a que se associam Câmaras do distrito de Castelo Branco, o Governo Civil e a Universidade da Beira Interior, vão organizar, de 15 a 29 de Novembro, um conjunto de iniciativas que visam homenagear a figura do Cônsul português que, contrariando Salazar, salvou da deportação milhares de pessoas, das quais mais de 10 mil judeus e se tornou figura referencial do século XX português.
Acresce que a iniciativa se realiza no ano em que se comemoram 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, o que confere ao acontecimento um significado especial. O programa inclui exposições, designadamente as que foram realizadas no âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a do Comité nacional francês e uma de Banda Desenhada do Museu República e Resistência, debates com figuras destacadas do mundo político e cultural, projecção de filmes como “O Cônsul Proscrito”, de Diana Andringa e “Nuit et Brouillard”, o emblemático filme de Alain Resnais sobre a deportação. Os organizadores garantiram já a adesão a este projecto do cantor lírico Jorge Chaminé, figura maior da vida artística francesa, do compositor Luís Cipriano, autor de um Requiem em louvor de Aristides Sousa Mendes, e do Coro Misto da Associação Cultural da Beira Interior, e do intérprete Arlindo Carvalho, que em França compôs e interpretou canções alusivas à liberdade e à dignidade humana.
O conjunto de iniciativas a realizar, de que daremos notícia em breve, tem uma dimensão memorial e pedagógica, levantando o problema da desobediência como caminho para a salvaguarda da humanidade. Daí que a Quinzena Cultural em Memória de Aristides Sousa Mendes tenha uma geografia regional, contemplando Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Belmonte.
O dever de dignidade que marca toda a acção humanitária de Aristides Sousa Mendes é exemplar. É certo que morreu pobre, afastado das suas funções diplomáticas. Mas em certo sentido triunfou sobre a morte.


in «Jornal do Fundão, edição online.

sexta-feira, setembro 19, 2008

CHOCALHOS 2008

Festival dos Caminhos da Transumância
19 a 21 de Setembro
Alpedrinha

700 ANOS DA CARTA DE FEIRA DE MONSANTO

A ermida de São Pedro de Vir-a-Corça foi o local escolhido para as celebrações dos sete séculos da atribuição da Carta de Feira a Monsanto, por D. Dinis, a 20 de Setembro de 1308. A efeméride vai ser assinalada com uma feira medieval que decorre amanhã e domingo. O evento é organizado conjuntamente pela Comissão de Festas de São Pedro de Vir-a-Corça, Junta de Freguesia de Monsanto e Câmara de Idanha-a-Nova.'Torneios, saltimbancos, folias e bailes, jogos e «cousas de comer e de beber»', é aquilo que os visitantes poderão encontrar. A viagem ao passado começa às 14h00 de amanhã com uma arruada musical pelas cercanias da ermida. Uma hora depois abre o mercado e decorre a leitura do foral. À noite haverá uma corrida de carroças, um concerto 'de índole medieval', e um espectáculo de fogo. No domingo, a feira abre às 10h00, com nova arruada. Segue-se um cortejo régio e, às 12h00, uma missa na Capela. À tarde, decorre um torneio de armas a cavalo, bem como um ataque de bandidos armados e seu rechaçamento. O juízo eclesiástico de hetéticos é a recrição que vai encerrar a feira.
In, «Diário XXI», 19/09/2008

sexta-feira, setembro 05, 2008

COMEMORAÇÃO DOS 499 ANOS DA MORTE DO CARDEAL DE ALPEDRINHA

Aproximam-se os 500 anos da morte do Cardeal de Alpedrinha e um conjunto de instituições antecipando essa data redonda vão realizar de 18 a 20 de Setembro um conjunto de iniciativas para recordar a vida e obra de D. Jorge da Costa. Aqui fica o programa dessas iniciativas.

- 18 de Setembro de 2008

21h00 - Mesa redonda com a presença de: Dra. Manuela MendonçaDr. Manuel Ferreira da SilvaDr. Manuel Brás VenâncioSalão Nobre da Câmara Municipal do Fundão
- 19 de Setembro de 2008

20h00 - Momento evocativo: “O Cardeal e as Misericórdias”, por Dr. António Braz Ribeiro

- Missa celebrada por D. Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda na Igreja da Misericórdia de Alpedrinha
- 20 de Setembro de 2008

10h30 - Recepção na Igreja da Misericórdia de Alpedrinha

11h00 - Missa celebrada por D. José da Cruz Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, na Igreja Matriz de Alpedrinha

15h00 - Sessão de encerramento das Comemorações

sexta-feira, agosto 29, 2008

A ÁRVORE MAIS ANTIGA DO DISTRITO DE CASTELO BRANCO

A árvore mais antiga do distrito de Castelo Branco é uma oliveira, plantada junto à igreja de Montes da Senhora - Proença-a-Nova. Essa oliveira, cujo nome científico é olea europaea, tem cerca de 400 anos e a sua classificação como Árvore de Interesse Público foi publicada no Diário da República nº 154, II série de 06 de Julho de 1995. É interessante lembrar que ao longo da longevidade desta árvore Portugal recuperou a independência, ocorreram as invasões francesas, foi instaurada a república, aderiu à União Europeia e muitos outros acontecimentos ocorreram e a quantos mais assistirá esta venerável oliveira?

sábado, agosto 16, 2008

ALCAÍDE-MÔR DE BELMONTE! OUVI BEM?

Iniciou-se ontem mais uma Feira do Artesão Medieval de Belmonte e hoje ao ouvir o Jornal da Tarde da RTP 1 nem queria acreditar no que ouvi. Um actor ao fazer a teatral abertura solene da feira no papel Fernão Cabral em vez de pronunciar correctamente alcaide-mor, pronunciou «alcaíde-môr». Isto deixou-me de cabelos! Será que as palavras alcaide e mor são tão raras nos nossos dias? Uma asneira destas logo na abertura desmotivou-me a visitar esta feira. Eu já não apreciava muito este folclore medieval, mas a partir de agora fugo dele a sete pés. Deixo apenas um conselho às empresas e respectivos consultores históricos que organizam estas feiras que é de ensinar aos actores a pronunciar correctamente as palavras da língua portuguesa.
Já agora deixo também um reparo de natureza histórica sobre Fernão Cabral, pai de Pedro Álvares Cabral, que morreu por volta de 1492, portanto seria impossível ele ter conhecimento da descoberta do Brasil feita pelo filho em 1500, por isso na próxima abertura da Feira do Artesão Medieval de Belmonte não voltem a cometer este erro.
Vejam e ouçam o video na notícia na RTP e confirmem.
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=359196&tema=32

quarta-feira, agosto 13, 2008

OS MONSTROS DE CASTELO NOVO

Há já muitos anos que não ia a Castelo Novo e infelizmente vim de lá horrorizado com o que fizeram aquela aldeia histórica, especialmente com os monstros metálicos, cuja utilidade não serve para nada (ou então a minha compreensão é muito limitada para entender a sua utilidade!) que colocaram junto às ruínas do castelo, incluindo a horrorosa rampa metálica de acesso às ruínas da torre. Para além disso, há tela vísivel por todo o recinto do castelo (qual a sua finalidade?), umas gárgulas moderníssimas, caixas e fios eléctricos visíveis por todo o lado. Quanto à aldeia, também não escapou à onda da modernice com a colocação de uns candeeiros completamente desenquadrados do ambiente da aldeia, contadores de água e luz vísiveis nas paredes de cantaria e os eternos fios e antenas que continuam por todo o lado.
Em resumo, pelo que vi fizeram muito pior em Castelo Novo do que aquilo que já vi noutras aldeias históricas, mas pelo que perguntei na aldeia ninguém está descontente com aquilo que fizeram. É esta passividade que me incomoda, em que quase ninguém protesta contra as pseudomodernices que os arquitectos das aldeias históricas (esta designação já por si é uma aberração, mas isso merecerá no futuro uma mensagem) fizeram, destruindo ambientes seculares em nome de uma modernização que não interessa a ninguém.
Aqui ficam algumas imagens das monstruosidades que encontrei em Castelo Novo.
O monstro que dá acesso ao castelo.

A inestética rampa metálica de acesso às ruínas da torre.

O monstro das ruínas da torre de menagem. Qual a sua finalidade?

Uma gárgula modernissima!
A tela visível por todo o castelo, mas que não percebo qual a finalidade.

Os modernissimos e horrorosos candeeiros, as antenas e os fios por todo o lado.

sexta-feira, agosto 08, 2008

«DEMOLIR PARA MODERNIZAR»

Interessante a legenda «Demolir para Modernizar» deste postal antigo da Covilhã, datado da época de remodelação da zona do Pelourinho, em que criminosamente foram abaixo edifícios históricos importantes como a cadeia e os paços do concelho filipinos. Foi e continua a ser a dita modernização que leva a este tipo de crimes patrimoniais e assim surgem horrorosos mamarrachos modernos.

quarta-feira, julho 30, 2008

CONVENTO DE N. SRA. DO SEIXO - EM RUÍNA HÁ SÉCULOS. ATÉ QUANDO?

O Convento de Nossa Senhora do Seixo, o primeiro convento capucho a ser fundado na «província da Beira», começou a ser construído no Fundão em 1526. Os monges começaram a ocupar este edifício no ano de 1577, embora as obras ainda decorressem até 1582 e aí permanceram até à promulgação do Decreto de Extinção das Ordens Religiosas, da autoria de Joaquim António de Aguiar, 0 «Mata-frades». Os 21 monges que aí viviam foram expulsos e a partir dessa altura este convento entra em degradação e hoje está em completa ruína, não faltando de tempos a tempos notícias de vai ser recuperado, mas o certo é que a degradação continua, assim como o processo de classificação como Imóvel de Interesse Público também não avança. É lamentável que um dos mais antigos edifícios do Fundão esteja em ruína há séculos!
Postal do início do séc. XX, em que já é visível a degradação em que se encontrava o convento.



Imagens de Julho de 2008 reveladoras do deplorável estado em que se encontra o convento.
Pormenores decorativos do convento.


sexta-feira, julho 25, 2008

VULTOS DA BEIRA INTERIOR - D. JORGE DA COSTA - CARDEAL DE ALPEDRINHA

D. Jorge da Costa, mais conhecido por Cardeal de Alpedrinha ou Cardeal de Portugal nasceu em Alpedrinha - Fundão, no ano de 1406, filho de Martim Vaz e Catarina Gonçalves.
Estudou em Paris e foi prelado em várias dioceses e eleito Bispo de Évora (1463- 1464), Arcebispo de Lisboa (1464-1501) e Arcebispo de Braga (1501- 1505). Foi feito Cardeal pelo Papa sisto IV, em 18 de dezembro de 1476, com o título dos Santos Pedro e Marcelino. Foi Cardeal de Portugal em Roma, durante o pontificado de quatro Papas (Inocêncio VIII, Xisto IV, Alexandre VI e Júlio II); tendo contudo no conclave a seguir a Alexandre VI sido D. Jorge da Costa o escolhido para Papa. Renunciou ao cargo, vindo a eleger-se em nova votação Júlio II, que no momento da “obediência”, dispensou D. Jorge da Costa de se ajoelhar, para o fazer subir os degraus do trono, para, com um beijo na fronte e um abraço de reconhecido apreço, lhe dizer: “Se estou neste lugar, a ti o devo. Eu serei o Papa de direito. Mas tu serás o Papa de facto”.

Há mesmo quem lhe atribua a influência decisiva na demarcação da linha dos descobrimentos e conquistas entre Portugal e Castela, estabelecida pela bula pontifícia "Inter Caetera", de 4 de Maio de 1493, e ratificada em 1494 pelos respectivos soberanos no Tratado de Tordesilhas.
Dotado de invulgares qualidades, para além de diplomata, foi conselheiro e confessor de D. Afonso V, tendo sido também mestre-capelão da sua irmã, a infanta D. Catarina. A sua influência na Casa Real levou Nuno Gonçalves a retratá-lo nos chamados Painéis de São Vicente, onde é vulgarmente referido como o arcebispo.
Por se haver inimistado com o filho e sucessor daquele, o rei D, João II, exilou-se em Roma a partir de 1483, onde acabou por passar o resto da sua vida, governando a partir da Cúria Romana a diocese. Aí obteve o governo sucessivo de várias dioceses suburbicárias de Roma: Albano, Frascati e Porto-Santa Rufina.
Deve-se a D. Jorge da Costa a criação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com todo o apoio que deu à Rainha D. Leonor, tendo, para o efeito, movido influências em Roma para que a nova instituição surgida em Portugal tivesse o reconhecimento do Papa.
Morreu em a 19 de Setembro de 1509 em Roma, onde está sepultado num magnífico túmulo, na Igreja de Santa Maria del Popolo.
Viveu este ilustre beirão cerca de 102 anos que não quis ser conhecido como Cardeal de Évora, Lisboa ou Braga (cargos que efectivamente ocupou), preferindo antes ser conhecido por Cardeal de Alpedrinha, prova da grande estima que tinha pela sua aldeia natal. Esperemos pois que com o aproximar-se de mais um centenário da sua morte as comemorações estejam à altura da sua grandeza e universalidade e não aconteça como em 2006, no centenário do seu nascimento, apenas foi alvo de homenagem por parte da Câmara Municipal do Fundão e da Misericórdia de Alpedrinha.
Bibliografia:

quinta-feira, julho 24, 2008

RECEPTIVIDADE NECESSÁRIA??? ESTAVAM À ESPERA DE QUÊ?

Segundo o jornal PÚBLICO a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) deixou cair a proposta de partilha dos custos com os clientes incobráveis da EDP, por não ter a «receptividade necessária». Refere ainda a mesma notícia que a ERSE considerou a proposta a «tecnicamente correcta e coerente com as melhores práticas europeias regulatórias».
Perante isto só me apetece dizer que deus nos livre de entidades reguladoras que em vez de defenderem os consumidores, só sabem é prejudicá-los perante os interesses das grandes empresas, felizmente não foi isso que aconteceu por agora.

sexta-feira, julho 11, 2008

AS TERRAS DO EXTREMO NO PASSADO: CASTELO BRANCO

O amigo Albicastrense (http://castelobrancocidade.blogspot.com/) congratulou-se com as obras de recuperação de um prédio na Rua Sidónio Pais??. Aqui ficam as imagens de uns postais antigos do largo onde se situa esse prédio.

quinta-feira, julho 03, 2008

A ESPERTEZA DA EDP

A EDP - Electriciadade de Portugal pretende que os consumidores pagadores, passem a pagar as dívidas acumuladas pelos maus pagadores, evitando dizem eles, o aumento do preço da electricidade. Algumas associações de consumidores estão a protestar, mas todos devemos juntar o nosso protesto e acabar com esta esperteza saloia, que se resultar, qualquer dia estão-nos a cobrar também a água e o gás que alguns não pagam. Enviem este mail para a Entidade Reguladora do Sector Eléctrico consultapublica@erse e mostrem o vosso descontentamento:
" Exmos. Senhores:Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a V. Exas. a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à "proposta" – que considero absolutamente ilegal e inconstitucional – de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores.Com os melhores cumprimentos»

terça-feira, julho 01, 2008

domingo, junho 22, 2008

LISBOA - PORTUGAL ESPANHA...

Como se já não fosse suficiente a dependência económica de Portugal face a Espanha, agora até o rótulo de uma caixa de cereais de uma grande cadeia de distribuição de produtos alimentares com sede em Espanha tem inscrito que a sede em Lisboa, se situa em Portugal - Espanha. Enfim são os tempos que correm...



domingo, junho 08, 2008

BANDEIRAS NACIONAIS AO CONTRÁRIO

Chegou o Campeonato Europeu de Futebol de 2008 e com ele as bandeiras nacionais voltaram a ser desfraldadas. Só é lamentável que instituições que adiriram a esta iniciativa coloquem a bandeira nacional ao contrário, nomeadamente a Junta de Freguesia do Fundão, que colocou para além das bandeiras institucionias nos mastros (todas bem colocadas) mais duas bandeiras nacionais e as duas estão lamentavelmente colocadas ao contrário. Será que quem colocou as bandeiras nacionais não sabe que os castelos e as quinas do escudo nacional têm de estar voltados para cima?